Crítica: Tomb Raider, uma merecida adaptação à Lara Croft

O mais novo filme de Tomb Raider chega aos cinemas nessa quinta-feira e traz uma adaptação do jogo remake de 2013. Será que vale a pena?

Em mais uma adaptação de videogames que chega aos cinemas, Tomb Raider entra em cartaz em todo o Brasil a partir de hoje (15). O trailer, exibido em setembro como mostramos aqui, já havia nos dado um gostinho do que está por vir. A personagem principal, Lara Croft, é interpretada pela atriz Alicia Vinkander, e não mais Angelina Jolie, que interpretou a heroína em dois filmes anteriores mas que não têm ligação com o longa atual.

No filme, Lara surge como a herdeira da família Croft. Seu pai está desaparecido há algum tempo mas ela se sente independente o suficiente para achar que não precisa desse dinheiro. Porém, quando descobre algumas informações sobre o seu pai e sobre o local onde ele desapareceu, ela inicia uma jornada para encontrá-lo.

Adaptação bem vinda

O filme é uma adaptação do jogo de 2013 e, como uma adaptação, ele faz um bom trabalho. Muitas cenas, principalmente as de ação, situações de perigo, formas como Lara reage a isso e até mesmo alguns machucados sofridos pela personagem no filme são bastante similares aos vistos no jogo.

Ou seja, os aspectos visuais não deixam a desejar, principalmente as famosas cenas onde Lara está pendurada. Em qualquer lugar. A todo momento. Ou sobrevivendo a grandes quedas.

Nesse quesito, Tomb Raider pode ser considerada uma das adaptações visuais mais fiéis já feitas, seja em relação as paisagens, aos mistérios que a personagem precisa desvendar, a forma como ela usa as armas, detalhes que são exatamente como no jogo reboot de 2013. Então os fãs do game certamente ficarão felizes com isso.

Lara Croft

Em relação a personagem, a Lara interpretada por Alicia chega como uma mulher mais séria e mais sensível em relação a interpretada por Angelina nos primeiros filmes. Isso se dá principalmente pela história e o contexto, visto que a Lara desse filme não é tão experiente quanto a dos primeiros.

Durante o enredo ela segue os passos e cresce nas telas como a Tomb Raider que conhecemos, e acompanhamos esse desenvolvimento e todas as coisas que acontecem para que ele faça sentido. A primeira aventura, a primeira morte, os primeiros machucados, tudo isso fazem com que a personagem se torne mais realista.

Um dos pontos positivos é sem dúvidas a perda da objetificação da personagem, que aconteceu bastante nos primeiros jogos e até mesmo nos primeiros filmes. Ela não precisa de roupas reveladoras e shorts curtos para seguir suas aventuras, o que é justo.

E se por um lado a construção da personagem pode agradar alguns, é possível que isso se torne um problema para outros que preferem já entrar no mundo de Tomb Raider e não assisti-lo ser montado peça por peça. Com isso, Lara acaba perdendo um pouco o apelo daquela mulher inteligente e apaixonada por arqueologia para se tonar apenas um clichê de personagem sem memórias e sem experiências que se torna mais forte diante de adversidades.

Outro ponto negativo no filme foi a forma como a relação entre Lara e o pai foi construída. Os flashbacks acabam se tornando cenas quase estranhas, que segue a premissa de que mulheres fortes sempre tiveram influência dos seus pais, como acontece com frequência em filmes no estilo, mas que parece não convencer ou não vender como deveria.

Conclusão

Tomb Raider não é um filme ruim, e para quem é fã dos jogos certamente é uma experiência válida principalmente por conhecer a história e pela oportunidade de ver cenas e situações dos games sendo interpretados em um longa com mais detalhes.

A adaptação ainda tem alguns problemas em termos de trama, algumas cenas que se tornam monótonas por apresentarem muitas histórias, e durante o terceiro ato a revelação do que seria o grande mal parece até mesmo um pouco decepcionante.

No final ele se torna apenas mais um filme de ação que, para quem gosta do gênero e principalmente da personagem, vale a pena ser conferido.

https://www.youtube.com/watch?v=-PSM-kB3akI

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