CRÍTICA: Apesar de deslizes, Um Lugar Silencioso Parte II é uma boa sequência

Crítica: apesar de deslizes, um lugar silencioso - parte ii é uma boa sequência
Dirigido por John Krasinski, nova sequência do thriller trabalha em uma história de transição da família Abbott. Mais uma vez, a parte técnica é o destaque

Recentemente, Um Lugar Silencioso Parte II finalmente chegou aos cinemas brasileiros. Após atrasos no lançamento oficial após a pandemia de COVID-19, o longa-metragem de John Krasinski foi um de vários filmes que sofreram com o adiamento da pós-produção em um momento atípico para o cinema mundial. Com o retorno da divulgação, a sequência do viral de 2018 — e indicado ao Oscar por Melhor Edição de Som — chega com a promessa de entregar uma trama tão envolvente quanto a de seu antecessor.

Um Lugar Silencioso Parte II se passa logo após os eventos finais do primeiro filme. Com sua fazenda em chamas, a família Abbott junta suprimentos e sai do seu antigo lar em busca de um local melhor para viver — ou melhor, sobreviver. Evelyn, personagem de Emily Blunt, precisa cuidar de seu bebê ao lado dos filhos Regan e Marcus enquanto tentam evitar não só a ameaça alienígena, mas a humana também. Cillian Murphy, conhecido por seu trabalho em Peaky Blinders, também está no filme.

Os detalhes você confere a seguir em nossa crítica. Fique tranquilo, pois este é um texto sem spoilers.

Uma trama centrada no mundo exterior

Crítica: apesar de deslizes, um lugar silencioso - parte ii é uma boa sequência
Premissa do filme tem como ponto de partida o êxodo da família Abbott. (Imagem: Paramount Pictures/Divulgação)

Um Lugar Silencioso se destacou entre o público por ser uma representação singular do que era comum de se ver nos filmes de terror modernos. Embora a temática alienígena não seja novidade, a forma como as criaturas são inseridas em um universo particularmente silencioso se tornou um diferencial. No primeiro filme, quase não há diálogos. E é nesse momento em que a parte técnica brilha.

Nessa sequência do thriller, já há mais diálogos. Conforme prevê o trailer, é apresentado um pouco dos antecedentes do apocalipse, tendo como cenário a pequena cidade onde a família principal vivia. No entanto, a descrição é breve e serve apenas para situar a trama que vem a seguir.

O primor técnico do filme e a conveniência de roteiro

Do ponto de vista técnico, a Parte II é tão boa quanto a primeira. Os efeitos visuais dos aliens são vívidos e as cenas de ação são eletrizantes. O design de produção é bom e consegue conciliar os cenários com o sentimento dos personagens. Embora não seja destaque, a fotografia oferece o essencial para que o espectador se sinta conectado com a história. E, é claro, o som continua sendo a grande qualidade da saga, especialmente quando a personagem de Millicent Simmonds é o foco da cena. Falaremos mais sobre a atriz adiante, inclusive.

Crítica: apesar de deslizes, um lugar silencioso - parte ii é uma boa sequência
Qualidade técnica ainda é destaque nesta nova produção. (Imagem: Paramount Pictures/Divulgação)

Em relação à história, John Krasinski tenta dar um ‘ar’ de origem ao filme enquanto insere novas figuras dentro da história, que contracenam com o trio principal. É neste ponto em que talvez a visão tenha perdido um pouco o foco. O roteiro não executa muito bem esse papel de construção linear e acaba fragmentado em atos de narrativa independentes, sem muita correlação. Além disso, ele é conveniente até demais em alguns momentos, dos quais o famoso questionamento sempre aparece: “esta cena só não aconteceu de maneira diferente por esses personagens serem os protagonistas?”.

É provável que em cerca de 1 hora e meia de filme, John e os roteiristas tenham buscado maneiras mais práticas de encerrar certas sequências, mas, no geral, tudo se torna muito fácil. Por fim, o fator relacionado às ameaças humanas que a sinopse prometia não foi aprofundado; ele poderia engrandecer mais a história deste universo se fosse melhor orquestrado. Nada disso chega a comprometer o entretenimento como um todo, mas são deslizes importantes de serem pontuados.

Crítica: apesar de deslizes, um lugar silencioso - parte ii é uma boa sequência
Millicent Simmonds rouba a cena várias vezes com sua personagem na nova sequência do thriller. (Imagem: Paramount Pictures/Divulgação)

Como esperado, Emily Blunt entrega mais uma ótima atuação. É possível identificar as fragilidades e entender a visão do mundo através de seus olhos. Porém, Millicent Simmonds rouba facilmente o protagonismo diversas vezes. Sem a presença do personagem de John, que também atuava no primeiro filme, abriu-se espaço para o desenvolvimento dos filhos na trama. Mesmo assim, a sensação é de que o arco dado para Regan é muito mais interessante e bem executado do que o que foi concedido para Marcus, interpretado por Noah Jupe.

Vale a pena assistir a Um Lugar Silencioso Parte II?

No fim das contas, Um Lugar Silencioso – Parte II ainda é uma boa sequência que mescla ação com terror na dose certa. Ao contrário do que aqueles que ainda não assistiram esperam, este é muito mais um filme de transição da história da família Abbott do que qualquer outra coisa. Seria uma surpresa não ter a produção de um terceiro filme, visto que esta trama não é conclusiva de fato. Até lá, a probabilidade dos fãs do título e amantes do gênero gostarem desse novo capítulo da saga é alta.

E você? Já assistiu a Um Lugar Silencioso Parte II? Conte pra gente nos comentários o que achou do filme!

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