Dinheiro vai virar peça de museu

Dinheiro vai virar peça de museu
Dinheiro vai virar peça de museu
 
Os sistemas de transferência de créditos por celular, que ganham cada vez mais espaço em países periféricos, começam a chegar também ao Brasil.
 
Também conhecido como Mobile Money, o sistema consiste na tecnologia de transferência de créditos ao se aproximar o celular a um scanner localizado no estabelecimento comercial.
 
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Os testes mais amplos com esta tecnologia estão sendo feitos no Haiti. Após o terremoto, o país recebeu da Fundação Bill e Melinda Gates e da Agência Americana para o Desenvolvimento internacional uma verba de US$ 10 milhões para divulgar o uso de operações bancárias via celular em seu território.
 
 

MMS 2010

Foi esse o tema do Mobile Money Summit 2010 (mobilemoneysummit.com), que reuniu em maio mais de 650 técnicos no assunto, representando mais de 300 empresas em 60 países.

Uma das empresas brasileiras presentes, a Oi Paggo prometeu lançar produtos em 2010: Oi Paggo Recarga, para recarga de celular; Oi Paggo Débito; Transferência Segura e Paggue Contas, que poupará usuários de ir ao banco ou à lotérica para pagar contas (coisa que farão digitando os números do código de barras no celular).

 

Oi Paggo

 

Outra com presença no país é a Cielo (exVisaNet Brasil) que, junto com Banco do Brasil e Bradesco, já vem tocando desde 2009 um piloto chamado Visa payWave. O sistema permite fazer pagamentos no Brasil via celulares Nokia equipados com o dispositivo NFC (Near Field Com munication), uma tecnologia sem fio de curto alcance que permite a comunicação entre dispositivos próximos.

É o padrão adotado pela indústria financeira para pagamentos por proximidade via celular. Com isso cartões de crédito de débito e pagamento de transporte podem ser integrados a um telefone móvel.

A febre do Mobile Money começou no mundo analógico, com os primeiros microempréstimos sendo feitos para os mais necessitados em países pobres, de modo a fomentar o empreendedorismo entre a população desbancarizada.

 

muhammad yunus

 

Em Bangladesh, nos anos 70, surgiu o Banco Grameen fundado por Muhammad Yunus. O Grameen permitiu que uma legião de miseráveis se jogasse de corpo e alma em projetos de autoemprego gerando renda e melhorando de vida. Foi nesse momento que os bancos convencionais tomaram o primeiro susto, depois de acreditar que um montão de gente pobre com conta em banco era algo que não dava lucro.

Pela sua ousadia aliás Muhammad Yunus ganhou o Nobel da Paz em 2006.
 
A reviravolta móvel digital desse jogo aconteceu três anos atrás quando a Safaricom, operadora de celulares no Quénia, onde ninguém antecipou que a tecnologia poderia ter um papel chave, lançou o MPesa, um serviço de mobile money (M de móvel e “pesa” significando dinheiro em swahili a língua local).
 
Depois do Quênia, iniciativas de sucesso em MM surgiram também nas Filipinas, com o lançamento dos serviços GCASH e SMART Money, sob a supervisão do “Bangko Sentral ag Pilipinas”, o banco central local. O país já era conhecido como a capital mundial do “texting” (troca de mensagens de texto via celular, vulgo SMS) e isso ajudou muito a aceitação desses serviços, que se baseiam justamente em SMS via celulares de baixa tecnologia.
 
 
 
Cá no Brasil, o trampolim para o MM pode ser a atuação dos agentes bancários sem agências, que já é intensa desde o início do século XXI (vide https://bit.ly/bragentes), com destaque para as parcerias do Banco do Brasil com o Banco Popular do Brasil e a do Bradesco com o Banco Postal. Ou seja, nosso país é um prato cheio para implantação de MM.
 

Digital Money

 
É, pelo visto é melhor guardar algumas cédulas e moedas atuais. No futuro para onde caminhamos, o dinheiro vai se transformar em bytes!
 

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