Empresas do Vale do Silício reagem contra supremacistas brancos nos EUA

cortou os pagamentos aos sites que vendem mercadorias com temas nazistas
Empresas buscam identificar usuários que utilizaram plataformas para participar da marcha e cortam cadastros. Objetivo é dificultar o processo nas próximas manifestações.
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A Apple cortou os pagamentos aos sites que vendem mercadorias com temas nazistas, após ato de supremacistas brancos

Desde que a violência tomou as ruas de Charlottesville, nos Estados Unidos, diversas empresas do Vale do Silício visam impossibilitar a comunicação de grupos ultranacionalistas brancos, que no sábado (12) carregaram tochas e proferiram palavras de ordem contra negros, imigrantes, gays e judeus, de utilizar suas plataformas e serviços. Tais atitudes deixaram alguns grupos de ódio e sites no limbo da internet, incapazes de se comunicar, mover dinheiro ou encontrar uma casa online.

No Vale do Silício, a primeira reação declarada foi justamente a de uma empresa que gera consequências offline: a do Airbnb. Tão logo começou a ficar claro o nível de violência das pessoas em Charlottesville, que responsáveis pelo Airbnb buscaram localizar quem eram os usuários ligados a esses grupos – e que tinham utilizado a plataforma para conseguir alojamento na cidade – e cancelaram as contas dos usuários.  Um motorista do Uber em Charlottesville, aceitou uma corrida, mas ao deparar que se tratava de um grupo de ultranacionalistas, os expulsou de seu carro. De acordo com um porta-voz, o motorista recebeu uma medalha de honra em reunião da empresa que aconteceu na terça-feira (15).

O Google e o GoDaddy – um dos serviços mais populares nos Estados Unidos para registro de domínios – pararam de hospedar o site neonazista “The Daily Stormer”, depois de publicar uma história depreciativa sobre Heather Heyer, a ativista que foi morta enquanto protestava contra o movimento. O Facebook retirou do ar uma série de grupos supremacistas e desfez a página do evento de sábado depois que ficou claro o cunho violento.

Empresas estão se posicionando contra estes grupos

No lado financeiro, o PayPal, que é a plataforma de pagamento mais popular da internet, passou a cortar as contas ligadas às ONGs, sites, de todos grupos neonazistas que usam a plataforma para conseguir doações, pagamentos e financiamentos para as atividades pelo sistema. O GoFundMe proibiu campanhas de financiamento coletivo para o acusado de atirar o carro na multidão que protestava contra, culminando na morte de Heyer. A Apple cortou os pagamentos aos sites que vendem mercadorias com temas nazistas. As plataformas de financiamento coletivo, Patreon e YouCaring tiraram do ar campanhas para fomentar ideias e projetos propostos por extremistas.

O Discord é um serviço de bate-papo bastante popular entre os jogadores de PC. A plataforma revelou em um comunicado que estava encerrando contas associadas aos eventos de Charlottesville. “Continuaremos a agir contra a supremacia branca, a ideologia nazista e todas as formas de ódio”, afirmou a empresa neste comunicado. O fórum do Reddit também deletou a página de uma comunidade que espalhava ideias com essa orientação. E, no próprio sábado (12), um grupo de usuários do Twitter criou um perfil, o Yes, You are a Racist (Sim, Você é Racista), para identificar participantes da marcha.

As empresas de tecnologia enfrentam cada vez mais pressão para fazer algo contra o ódio e o assédio on-line. Empresas privadas como, o Facebook e o Google são livres para determinar quem utiliza os seus produtos. Normalmente, no entanto, eles tentaram cultivar a imagem de serem plataformas neutras e imparciais, confiando em inteligência artificial e comentários dos usuários para flagrar conteúdos ofensivos.

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