Facebook é a empresa que mais está coletando dados pessoais de usuários em 2020

Facebook é a empresa que mais está coletando dados pessoais de usuários em 2020
Em estudo recente, redes sociais e de relacionamento são os serviços que mais estão coletando dados pessoais de seus usuários, que podem estar sendo usados por terceiros

A Clario, uma empresa britânica que desenvolve programas de antivírus, criou um infográfico que aponta quais são as empresas que mais estão coletando dados pessoais de seus usuários. E esses tipos de dados não são os famosos cookies armazenados pelos navegadores web, quando você acessa um site, compra um produto ou acessa um anúncio ou propaganda específica. Estamos falando de dados pessoais importantes que, segundo a pesquisa, aponta que o Facebook é a empresa que mais está coletando dados pessoais de usuários.

Facebook e Instagram: os serviços que mais estão coletando dados pessoais

No estudo realizado pela Clario, a empresa relacionou 32 critérios diferentes que cada serviço online espera que você compartilhe. Entre eles estão seu seu e-mail, nome completo, mas também sua saúde, parentes próximos, nome de sua mãe e local de nascimento. Alguns até desejam informações sobre altura, peso e saúde – isso vale para muitos aplicativos de condicionamento físico/saúde. Alguns desejam informações relacionadas ao trabalho, como seu salário atual e histórico de trabalho anterior.

Serviços que estão coletando dados pessoais de seus usuários
Facebook e Instagram são os serviços que mais estão coletando dados pessoais de seus usuários

Os resultados apontam que o maior “gatuno” de dados pessoais é o Facebook, juntamente com sua subsidiária, o Instagram. Dos 32 critérios que Clario definiu como pontos de dados pessoais, o Facebook coleta até 70,59%. Coletar essa quantidade de dados pessoais não tem como objetivo apenas tornar a sua experiência social mais pessoal, mas também ajuda a empresa a vender coisas para você. O Instagram fica com 58,82% de dados coletados, uma quantidade bem significativa considerando que os usuários utilizam o serviço apenas para compartilhar fotos e histórias.

Outro dado curioso desse estudo é que dois serviços de relacionamento também estão no topo da lista dos maiores coletores de dados pessoais: o Tinder e o Grindr. Porém, quando analisamos os tipos de dados que ambos pedem como altura, peso, preferência sexual, entre outros, faz até sentido que eles sejam serviços que precisam coletar uma quantidade considerável de dados pessoais para criar uma experiência satisfatória aos usuários.

O Uber está no quinto lugar nessa lista de resultados e provavelmente inclui informações coletadas para motoristas e passageiros. Por outro lado, os varejistas, mesmo um tão grande como a Amazon, não estão coletando tanto quanto você pensa. Curiosamente, a Netflix obtém mais dados (26,47%) do que Amazon, eBay, PayPal, Ikea e Walmart (que estão empatados em 23,53%). Das redes sociais, por incrível que pareça o Whatsapp é o mais baixo, com 11,76%; o TikTok obtém apenas 14,71%.

Porém, talvez o resultado mais interessante desse estudo de coleta de dados pessoais da Clario seja o serviço que se encontra na última posição do infográficos: o Pornhub. O site de conteúdo sexual coleta apenas 5,88% dos dados de seus usuários, uma vez que ele somente precisa saber seu número de telefone, tipo de dispositivo utilizado e seus interesses. O Pornhub não está interessado em seu email, por exemplo, como tantos outros serviços da lista.

Considerando a grande quantidade de dados pessoais que essas empresas estão coletando de seus usuários, fica o questionamento se elas estão respeitando as normas estabelecidas na LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), que vigora no Brasil desde setembro deste ano. A Lei estabelece que as empresas somente podem coletar dados pessoais de seus usuários para fins específicos e, além disso precisam manter um registro de operações de tratamento desses dados e estabelecer medidas de segurança para protegê-los.

Muitos questionam a forma como essas empresas lidam com os dados pessoais dos usuários, uma vez que não são poucos os casos de compartilhamento não-autorizado e até mesmo venda de dados para outros serviços desenvolverem anúncios e propagandas direcionadas aos usuários. Porém, a fiscalização desse tipo de ação das empresas ainda é um processo muito burocrático que envolve várias etapas para conseguir afirmar com convicção que a empresa está, de fato, utilizando os dados dos usuários de maneira indevida.

Caso tenha interesse, você pode conferir o relatório completo das empresas que mais estão coletando dados pessoais no website da Clario.

Fonte: PCMag

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