Imagem com vários personagens de videogame atrás de uma chuva de dinheiro

Os 12 games mais caros da história

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Você já se perguntou quanto custa para produzir um game de alto orçamento? Confira os investimentos estratosféricos feitos nos games mais caros já produzidos

Não é segredo para ninguém: fazer games exige tempo, esforço e, é claro, dinheiro. Quanto maior o escopo e o alcance almejado para o produto, maiores os investimentos no âmbito de desenvolvimento, marketing e distribuição. Mas quais são os games mais caros já produzidos e por volta de quanto custaram? A resposta não é simples e você já irá entender por quê.

Afinal, quanto custa fazer um game?

Quando falamos sobre o investimento estimado para produção de um jogo digital, há uma gama imensa de custos que devem ser considerados. Em primeiro lugar, é preciso entender o que o projeto vai exigir em termos de infraestrutura, experiência jogável e mão de obra qualificada.

Jogos de grandes produtoras, como PlayStation ou Ubisoft, gostam de focar seus esforços em cenas com animações fotorrealistas — geralmente produzidas sob uma direção cinematográfica que exige captura de movimento, mapeamento facial e modelagem de alta qualidade. Portanto, uma parte considerável do orçamento acaba sendo destinada para a contratação desses profissionais.

Mulher na frente de dois monitores desenvolvendo o jogo do homem-aranha
Fazer jogos mais caros exige uma quantidade maior de pessoas envolvidas na produção. (Reprodução: Andy Duback)

O que muita gente não sabe, porém, é que os maiores custos estão associados com marketing e campanhas de divulgação em geral. Para os chamados AAA (orçamentos de dezenas a centenas de milhões de dólares), esses custos podem representar até 70% do custo total até o momento em que o jogo está nas mãos do público.

Concord (US$ 200 milhões)

Pôster do game concord
(Reprodução: Sony Interactive Entertainment)

A empreitada da Sony e do ex-CEO da Sony Interactive Entertainment, Jim Ryan, de entrar de cabeça no mundo dos GaaS (game as a service, jogo como serviço) não só deu errado, como também gerou um prejuízo milionário para a companhia. Vários jogos live service anunciados sequer chegaram a ver a luz do dia, mas um jogo em específico não apenas foi lançado, como também virou um dos maiores fracassos recentes da indústria e uma lição de gerenciamento de projetos e expectativas.

Os números oficiais nunca foram divulgados, mas, segundo uma reportagem da Kotaku, o orçamento inicial de Concord girava em torno de 200 milhões de dólares. A publicação ainda afirma que o valor final pode ter sido muito mais alto, o que torna toda a história ainda mais trágica.

Segundo analistas da indústria, Concord vendeu apenas 25 mil cópias na semana de lançamento. O resultado foi inevitável: a Firewalk Studios foi fechada pela Sony em setembro de 2024, deixando 160 desenvolvedores desempregados e mostrando que perseguir tendências nem sempre é garantia de sucesso.

The Last of Us Part II (US$ 220 milhões)

The Last of Us Part II eleva a barra de qualidade antes estabelecida pelo sucesso de crítica e de público de Uncharted 4, se tornando um dos jogos de prestígio mais elogiados e polêmicos dos últimos anos. Além de ter a difícil missão de fazer jus à excelente primeira entrada da franquia, originalmente lançada em 2013, a sequência também mirou nas estrelas: polir e expandir a experiência jogável da narrativa e, claro, melhorar a tecnologia das capturas de movimento e inteligência artificial dos inimigos.

Graças a documentos oficiais da Sony, enviadas ao caso FTC v. Microsoft e reveladas por engano, pudemos descobrir que, ao longo de 6 anos e com 200 desenvolvedores envolvidos, o game pós-apocalíptico custou aos cofres da dona do Playstation um valor de 220 milhões de dólares — sem despesas de marketing somadas. Um número compreensível quando experienciamos o resultado final em primeira mão.

Marathon (US$ 250 milhões)

Pôster do game marathon
(Reprodução: Bungie, Inc.)

Desde sua aquisição pela Sony em 2022, a jornada da desenvolvedora Bungie tem sido cheia de obstáculos. A criadora de Halo tem enfrentado inúmeras ondas de demissões desde 2023 e falhado em alcançar resultados financeiros positivos com Destiny 2, que, mais recentemente, teve as atividades encerradas em um anúncio que pegou todo o seu público de surpresa.

Apesar disso, a Sony se manteve muito confiante no sucesso de Marathon, principalmente pela familiaridade da Bungie com o gênero shooter e a criação de uma forte identidade visual para o novo título. Segundo o contribuidor sênior da Forbes, Paul Tassi, o desenvolvimento do extraction shooter custou em torno de 250 milhões de dólares à empresa, sem incluir valores relacionados à manutenção do game e conteúdos pós-lançamento.

O jogo, entretanto, não atendeu às expectativas da empresa japonesa, que reportou uma perda de 765 milhões de dólares contra a receita de 55 milhões, gerada pelas vendas de 1,2 milhão de cópias até o momento. A dúvida, portanto, permanece: será que a Bungie conseguirá reverter essa maré de azar? Resta-nos aguardar a resolução deste capítulo.

Grand Theft Auto V (US$ 265 milhões)

Imagem dos três protagonistas de gta v
(Reprodução: Rockstar Games)

GTA V foi lançado em 2013 e continua sendo, mesmo em 2026, um dos jogos mais vendidos ano após ano. Isso se deve a muitos motivos, mas principalmente pelo investimento recorrente que a Rockstar Games faz em seu serviço contínuo, Grand Theft Auto Online.

Quando o game foi lançado em 2013, calcula-se que o custo para produzir o segundo jogo mais vendido de todos os tempos teria sido de aproximadamente 140 milhões de dólares. Mas, segundo o jornalista Marty McLaughlin, do jornal The Scotsman, o valor total, que engloba o tempo de desenvolvimento e ações de marketing, ultrapassou 265 milhões de dólares.

Dito isso, é fácil entender como tanto dinheiro foi investido em um só produto: Grand Theft Auto V já lucrou mais de 10 bilhões de dólares em 13 anos de existência, alcançando a impressionante marca de 230 milhões de cópias vendidas em três gerações de consoles diferentes. Seu sucesso estrondoso permitiu que a desenvolvedora colocasse todos os esforços nos 8 anos de desenvolvimento de Red Dead Redemption 2, outro gigante que também figura a listas dos jogos mais caros já produzidos.

Marvel’s Spider-Man 3 (US$ 385 milhões)

Imagem do homem-aranha de videogame de costas pra câmera
(Reprodução: Insomniac Games/ Marvel)

Marvel’s Spider-Man 3 nem lançou ainda — mirando sua data de lançamento em algum momento de 2028, mas já sabemos que ele se trata de um dos jogos mais caros da indústria devido ao ataque hacker sofrido pela sua desenvolvedora em dezembro de 2023. Aproximadamente 1,6 TB de arquivos confidenciais da empresa foram expostos e, junto deles, muitas informações sobre o próximo jogo do Peter Parker.

Enquanto o segundo jogo da franquia teve um custo total de 315 milhões de dólares, a Sony e Insomniac Games calculam um valor de 385 milhões de dólares na produção do terceiro título e um retorno de pelo menos 75% do investimento caso vendam 14,5 milhões de cópias. No entanto, o valor do budget não é garantido, podendo aumentar durante o período de desenvolvimento do game.

O orçamento de Spider-Man 3 representa um aumento de aproximadamente 22% em relação à obra anterior e acende ainda mais um alerta na indústria AAA sobre os exorbitantes custos de produção e metas de venda e faturamento cada vez mais distantes da realidade, mesmo quando sucessos como os jogos do Homem-Aranha são tratados como garantidos.

Battlefield 6 (US$400 milhões)

Pôster de battlefield 6 contendo 4 soldados de costas
(Reprodução: Electronic Arts)

Era consenso entre os fãs de Battlefield que a série havia atingindo um nível de fadiga entre os lançamentos de Battlefield V e Battlefield 2042. As críticas mistas a ambos os títulos, principalmente focadas nas mudanças de modos clássicos de jogo e falta de suporte a longo prazo, acenderam um alerta na desenvolvedora DICE, que buscou contornar o desagrado do público ao retornar às origens com Battlefield 6.

Sob a liderança de Vince Zampella, co-criador de Call of Duty e fundador da Respawn Entertainment —responsável por Titanfall e Apex Legends —, o coletivo Battlefield Studios usou os aclamados terceiro e quarto títulos da franquia como inspiração para a direção do sexto jogo e precisou investir 400 milhões de dólares durante os seus 4 anos de desenvolvimento.

A recepção do público foi imediata: 7 milhões de cópias foram vendidas em apenas três dias, tornado-se a estreia de maior sucesso da história da franquia, com a crítica elogiando o retorno de elementos característicos da série, como o caos generalizado e uma gameplay bastante diversificada.

Cyberpunk 2077 (US$ 440 milhões)

Imagem do jogo cyberpunk 2077
(Reprodução: CD Projekt RED)

O sucesso comercial e artístico de The Witcher 3: Wild Hunt foi tamanho que acabou por mudar para sempre a história da CD Projekt Red. Com um prêmio de jogo do ano em mãos e mais de 60 milhões de cópias vendidas de seu último jogo, a desenvolvedora e publicadora polonesa não precisou pensar duas vezes em quanto precisaria gastar com seu próximo projeto: Cyberpunk 2077. Entretanto, mal sabiam eles que, em poucos anos, passaria um dos maiores vexames em termos de lançamento de jogos da história.

Você já deve conhecer a história: o jogo de mundo aberto, lançado em dezembro de 2020, saiu com uma quantidade absurda de bugs e problemas que atrapalhavam a experiência do usuário. Por conta disso, o jogo recebeu notas baixíssimas em agregadores como Metacritic e OpenCritic — além de ter sido removido da PlayStation Store por alguns meses.

O fiasco, no entanto, parece ter ficado no passado. Patches constantes, além de uma DLC e adaptação em anime de sucesso, levaram Cyberpunk 2077 a passar por uma reavaliação em sua recepção e, hoje, o game ciberfuturista é amplamente aclamado por sua narrativa, gameplay e mundo aberto imersivo. Para que isso acontecesse, 440 milhões de dólares foram gastos na produção do título, tornando-o um dos jogos mais caros já feitos.

Call of Duty: Black Ops Cold War (US$ 700 milhões)

Pôster do jogo call of duty black ops cold war
(Reprodução: Treyarch Corporation/Activision)

22 jogos da franquia principal, mais de 500 milhões de cópias vendidas e uma receita estimada em 31 bilhões de dólares em 2025. O status de Call of Duty como uma das franquias mais lucrativas da história do entretenimento tem possibilitado um investimento massivo da publicadora Activision nas três principais desenvolvedoras da franquia: Infinity Ward, Treyarch e Sledgehammer Games — ou seja, muito dinheiro necessário para manter de pé três lugares com centenas de pessoas e tecnologia de ponta.

E com Call of Duty: Black Ops Cold War não seria diferente. Ainda assim, os valores dos custos não deixam de surpreender. Devido a um processo movido contra a Activision em 2024, o diretor de criação de Call of Duty, Patrick Kelly, revelou em um documento que o 17º jogo da série custou impressionantes 700 milhões de dólares ao longo do seu ciclo de desenvolvimento ativo, fazendo com que shooter de 2020 torne-se o jogo da franquia mais caro até então.

Tal custo não parece ser um incômodo para a publicadora, que permanece lançando jogos da franquia anualmente e atingindo valores na casa dos milhões em vendas. Porém, mudanças podem estar a caminho, visto que os números abaixo do esperado de Black Ops 7 estão forçando a Activision a mexer em uma receita de sucesso que, há anos, parece ter estagnado.

Star Citizen (US$ 900 milhões)

Imagem do jogo star citizen contendo várias naves entrando em um buraco azul no espaço
(Reprodução: Cloud Imperium Games)

Star Citizen foi anunciado ao mundo há 13 anos junto de uma campanha de sucesso no Kickstarter. Foram arrecadados mais de 2 milhões de dólares apenas no popular site de crowdfunding e, desde então, as contribuições não pararam mais — assim como o escopo do projeto.

O MMORPG espacial se tornou tão ambicioso que, mesmo após seu anúncio em 2012, ainda encontra-se em estágio alpha de desenvolvimento e com apenas uma janela de lançamento entre 2027 e 2028. Mas isso não quer dizer que a demora de mais de uma década afetou as contribuições, pois, atualmente, Star Citizen acumula mais de 900 milhões de dólares em financiamento.

Segundo a desenvolvedora Cloud Imperium Games, os fundos pós-Kickstarter chegam por meio das monetizações in-game, vendas do jogo em acesso antecipado e financiamentos privados. É impressionante que, mesmo distante de um lançamento concreto, a comunidade continue tão ativa e engajada no desenvolvimento do projeto, que muito em breve chegará à expressiva marca de 1 bilhão de dólares.

Genshin Impact (US$ 900 milhões)

Em meio à pandemia de COVID, jogos multiplayer e/ou com forte apelo social, como Among Us e Animal Crossing: New Horizons, se tornaram uma forma de escapismo que a população mundial precisava durante o período de lockdown. O lançamento de Genshin Impact naquele ano de 2020 não apenas se aproveitou do isolamento social e da popularidade de jogos do gênero, como também se tornou um sucesso que perdura até hoje.

E para manter esse sucesso, a desenvolvedora miHoYo gasta pelo menos 200 milhões de dólares por ano na criação de conteúdos e manutenção do jogo. Somando todos os anos subsequentes desde sua estreia ao custo de desenvolvimento de 100 milhões, até 2025, o orçamento de Genshin já ultrapassa mais de 900 milhões de dólares.

Se os planos da miHoYo permanecerem os mesmos nos próximos 5 anos, não será uma surpresa ver o RPG chinês tornar-se um dos poucos jogos a atingir a marca de 2 bilhões em gastos. Mas, a depender da comunidade e do lucro recorde de 6,3 bilhões em 2024, poderemos ver esses números muito em breve.

Monopoly Go! (US$ 1 bilhão)

Imagem do jogo monopoly go
(Reprodução: Scopely)

Você não leu errado! Um dos jogos mais caros da história nada mais é do que um jogo mobile de Monopoly. A desenvolvedora Scopely precisou de 7 anos e 70 milhões de dólares para desenvolver a versão portátil do famoso jogo de tabuleiro, mas foi no marketing que os custos atingiram níveis estratosféricos: desde 2025, foram gastos mais de 1 bilhão de dólares apenas na divulgação do jogo — e para efeito de comparação, este valor representa apenas 10-15% do que um título AAA costuma gastar com publicidade.

Porém, todos esses gastos não foram em vão. Desde o seu lançamento em 2023, o jogo gerou impressionantes 6 bilhões de dólares em receita, tornando-se assim o game mobile que mais rapidamente atingiu tal marca. A receita para esse sucesso? Segundo o co-CEO da Scopely, Javier Ferreira, foi focar no lado social do game e suas redes de amizade. E parece que a estratégia vem funcionando, visto que mais de 10 milhões de pessoas jogam Monopoly Go! diariamente.

Grand Theft Auto VI (US$ 1.5 bilhão)

Imagem do jogo gta vi e seus dois protagonistas
(Reprodução: Rockstar Games)

O período de pré-lançamento de um jogo da série Grand Theft Auto é sempre cercado de muito burburinho. Teorias sobre a história, atores envolvidos e quais conteúdos estarão presentes na versão final do título ocupam as discussões em fóruns do mundo todo. Mas, para GTA VI, um assunto em específico vem gerando muito mais engajamento do que o próprio conteúdo do jogo: seu orçamento.

Strauss Zelnick, CEO da Take-Two, já deixou claro: “foi caro.” Mas quão caro estamos falando aqui? Analistas da indústria estimam que exorbitantes 1,5 bilhão de dólares já tenham sido gastos no jogo até agora, com alguns sugerindo que esse número possa ter ultrapassado 2 bilhões. Esses cálculos não são apenas tiros no escuro, visto que informações sobre número de desenvolvedores, salário e outros gastos da Rockstar Games são públicas e podem ser facilmente encontradas no portal do governo do Reino Unido.

Não à toa, a discussão em torno do preço final do jogo mais esperado de 2026 tem sido motivo de preocupação entre os jogadores. Afinal, como recuperar os custos do provável produto de entretenimento mais caro da história? A depender do histórico da franquia, isso não vai ser um obstáculo, pois tudo indica que os recordes de Grand Theft Auto VI não ficarão restritos apenas aos gastos.

E você, já imaginava que desenvolver um jogo fosse tão caro? Conte para a gente nos comentários!

Veja também:

Fontes: Mehza, IGN, GamingBolt, Insider Gaming, Forbes, Kotaku, GamesRadar, Video Games Chronicles

Revisado por Tiago Rodrigues em 27/05/2026


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