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Ciência e Tecnologia

Estamos procurando aliens no lugar errado, diz estudo

Se a busca da humanidade por aliens no universo estiver errada, marcas de civilizações inteiras podem ter passado despercebidas

Um dos questionamentos mais fundamentais da raça humana é: estamos sozinhos? Há inúmeros esforços que procuram por aliens no universo para responder à pergunta, mas até agora não houve sucesso. Um novo estudo da Universidade Penn State, nos EUA, porém, diz ter uma possível explicação para isso. Segundo o astrofísico Jason T. Wright, até hoje estamos buscando por alienígenas no lugar – e do jeito – errado.

Depois que conseguimos mapear a Terra e as superfícies dos planetas mais próximos ao nosso, tudo pareceu mais familiar. Desde então, as buscas feitas pela NASA em parceria com países como Rússia e China se atêm a microorganismos. No entanto, o artigo publicado por Wright na última semana diz que a estratégia pode estar focando nos vestígios equivocados de vida. O cientista acredita que civilizações inteiras já podem ter existido muito perto.

Se uma espécie tecnológica anterior, talvez espacial, alguma vez surgiu no Sistema Solar, poderia ter produzido artefatos ou outros vestígios técnicos que sobreviveram até hoje.

Wright se refere à vida inteligente que teria existido muito antes da vida se formar na Terra. Ou ao menos antes do que a ciência acredita como a origem na vida no planeta até hoje. Segundo ele, houve tempo suficiente para ter havido vida por aqui, dizimada por um evento catastrófico que teria deixado só seres monocelulares. O que atualmente se acredita como o início da vida pode ter, afinal, ter sido o fim de seres tecnológicos antepassados.

Aliens vizinhos

aliens marte

Marte já teve uma civilização avançada?

Outra possibilidade é que tenha existido civilizações inteiras em Vênus antes do grande efeito estufa que elevou drasticamente a temperatura do planeta. Ou em Marte, antes do mesmo fenômeno ocorrer e eliminar a atmosfera junto com oceanos de água líquida que podem ter existido ali. O artigo do estudioso parece ser muito especulativo de primeira. No entanto, alguns argumentos são válidos.

Pelo que sabemos, talvez Vênus tivesse cidades por toda parte há um bilhão de anos e agora elas se foram. Houve tempo suficiente pra isso ocorrer.

Ele defende que buscar por marcas tecnológicas em um planeta é mais simples do que encontrar microorganismos. No entanto, como o foco está no segundo, pouco se sabe sobre possíveis registros geológicos de planetas como Marte. Na Terra, movimentos de placas tectônicas e erosão podem ter eliminado boa parte de possíveis marcas. Mas, podemos nunca encontrar possíveis aliens em nosso quintal simplesmente porque a busca não é feita.

Wright, no fim das contas, não advoga algo absurdo com os Alienígenas do Passado. Ele não alimenta teorias da conspiração e não nega avanços da ciência em busca de vida inteligente no universo. Por outro lado, ele deixa claro que a estratégia de procura por aliens pode estar no caminho errado. E, por conta disso, a explicação para o próprio surgimento da vida esteja escapando por nossos dedos.

O artigo do astrofísico está disponível para consulta pública online (pdf).

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É jornalista e comunicador digital por formação, gosta de tecnologia desde que se entende por gente e escreve sobre isso há bastante tempo. Como um bom nerd, gosta de séries e ficção científica, e tenta relacionar tudo isso com estudos sobre comunicação.

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