Exame cerebral dá pistas sobre indentidade de gênero e transtornos, aponta estudo

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Pesquisadores descobriram que a atividade cerebral de um indivíduo pode determinar se ele sofre com transtorno de identidade de gênero ou não.

O transtorno de identidade de gênero, ou disforia de gênero, acontece quando uma pessoa não se identifica com o seu gênero biológico. Atualmente estima-se que cerca de 1% da população mundial sofre com esse tipo de situação. Porém, a medida que ela vem sendo discutida mais abertamente esse número aumenta.

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Um estudo promissor

Um novo estudo médico já descobriu que é possível determinar se uma pessoa sofre com esse transtorno através de um escaneamento cerebral. Segundo essa pesquisa, pessoas que não se identificam com o seu sexo biológico e o corpo que têm, apresentam atividades cerebrais que podem ser identificadas durante o exame.

A análise mostrou que homens biológicos que sentem desconforto com seus corpos e apresentam disforia de gênero apresentam padrões neurológicos e estrutura cerebral semelhante a mulheres biológicas sem o transtorno. E vice versa.

Benefícios

Assim, os pesquisadores têm como objetivo analisar e identificar o transtorno nos indivíduos ainda durante sua infância e adolescência. Dessa forma, é possível evitar processos que podem ser traumatizantes e até mesmo inúteis para lidar com a situação.

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O estudo foi apresentado no encontro anual da Sociedade Europeia de Endocrinologia em Barcelona. E ainda está provocando certa controvérsia. Afinal, alguns grupos ainda insistem que identidade de gênero deve ser uma questão de escolha e não de definição médica.

O que pode causar disforia de gênero?

Pesquisadores também mostram algumas causas para o transtorno de gênero. Uma delas é a exposição do feto a hormônios como resultado de alguma medicação administrada na mãe durante a gestação. A outra é insensibilidade fetal a alguns hormônios nesse período.

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Importância

Em suma, o estudo utiliza ressonância magnética para examinar a atividade cerebral. A partir da exposição a um certo tipo de esteróide, mede-se a matéria cinza e branca, e as microestruturas cerebrais.

É certo que o estudo ainda terá que enfrentar algumas batalhas para defender seus objetivos. Ainda assim, seus responsáveis acreditam que é uma luta que vale a pena. Ele oferece acima de tudo uma chance para que as pessoas que sofram desse transtorno possam ter um acompanhamento mais preparado.

De acordo com Julie Bakker, que lidera a equipe de pesquisadores na Universidade de Liege na Bélgica:

“Nós poderemos oferecer suporte para essas pessoas jovens, ao invés de simplesmente enviá-los a psiquiatras na esperança de que seu transtorno irá desaparecer espontaneamente”.

Fonte: Telegraph

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