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Ciência e Tecnologia

Startup francesa ilumina ruas e fachadas sem gastar energia elétrica usando bactérias

Glowee é uma startup francesa que ilumina ruas e fachadas sem gastar energia elétrica usando bactérias bioluminescentes. Confira mais sobre esse projeto aqui no SMT.

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Certamente você já ouviu aquela história de que grandes invenções surgem por acaso, algum dia em sua vida. E ela é completamente verdadeira, foi assim com o Forno Microondas, Post-it, Penicilina, Batata frita e outras coisas das quais você não se imaginaria sem, hoje em dia.

Foi seguindo essa “regra” da vida,  que Sandra Rey criou bactérias bioluminescentes e sua startup, Glowee, que as utiliza para iluminar fachadas, ruas e vitrines de lojas sem gastar eletricidade. “A ideia surgiu após assistirmos a um documentário sobre os peixes das profundezas marinhas que produzem sua própria luz”, disse Sanda à BBC Brasil.

A empresa utiliza a bioluminescência (emissão de luz por seres vivos, resultante de uma reação química provocada por um gene) para produzir iluminação.

As bactérias (não patogênicas, nem tóxicas) recebem o gene de luminescência de lulas e são cultivadas em uma solução com nutrientes e açúcar para se multiplicar.

Os micro-organismos “mutantes” são colocados numa espécie de “lâmpada”, invólucros de resina orgânica de várias formas e que também são adesivos, podendo ser fixados e removidos facilmente da superfície que será iluminada.

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O desafio da startup no momento é conseguir que as bactérias iluminem por mais tempo. Atualmente a vida útil do sistema é de apenas três horas. Por conta disso, as bactérias luminosas só tem sido utilizadas em instalações e eventos rápidos, como festas, por exemplo.

“Devemos atingir a duração de um mês de iluminação neste ano”, diz ela, que prevê conseguir prazos mais longos no futuro. Segundo a Glowee, a iluminação começará a ser utilizada em vitrines de lojas na França a partir do início de 2017.

A próxima etapa da empresa, a partir de 2018, serão as fachadas de prédios e mobiliário urbano. Os clientes, prefeituras ou empresas, pagarão assinaturas para que a iluminação seja renovada cada vez que as bactérias deixarem de emitir luz, após um período.

Rey também tem planos de expansão para outros países onde a energia elétrica é mais cara. “Há países na Europa onde a eletricidade é mais cara do que na França. Também queremos equipar áreas remotas em países emergentes, onde há menos recursos”, diz a fundadora da Glowee.

A startup recebeu investimentos privados e subsídios públicas para desenvolver sua tecnologia e já ganhou um prêmio do polo francês de biotecnologia Genopole, um dos maiores da Europa.

Fonte: BBC

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Desenvolvedor web, técnico em eletrônica, geek desde criança, nerd e gamer caixista, ama Halo e Gears of War mas está esperando a SEGA lançar outro console porque é fã de Sonic. Entusiasta de tecnologia em geral, ama robôs e PC gaming.

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