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Inventora tecnológica chinesa é vítima de machismo americano

A talentosa designer e inventora já coleciona diversos projetos interessantes, mas o fato de ser mulher ainda parece incomodar alguns

Naomi Yu é uma jovem amante da tecnologia, conhecida principalmente na internet através dos seus vídeos. Em muitos deles, a jovem que se intitula como Sexy Cyborg mostra seus locais de trabalhos e alguns dos seus projetos que incluem em sua maioria impressões em 3D. Infelizmente ela também está se tornando alvo de machismo na rede.

Milhares de pessoas já seguem Naomi em suas redes sociais, que é onde ela atualiza seus projetos DIY (Do It Yourself), ou seja, “Faça Você Mesmo”.

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O talento que incomoda

Dona de próteses de silicone e com um gosto voltado para roupas mais curtas, o simples fato de Naomi ser uma mulher vem atraindo alguns olhares curiosos e machistas a respeito do seu trabalho. Seus projetos são focados muitas vezes em produtos para mulheres, como saias com luzes LED, capas impressas em 3D para absorventes, smartphones e até mesmo biquínis impressos em 3D também.

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Pareceu ser o bastante para que pessoas como Dale Dougherty, resolvessem assediar Naomi a esse respeito. Segundo o homem, que passou algumas semanas postando frases machistas sobre a chinesa, Naomi é apenas uma modelo que serve como rosto para projetos realizados por engenheiros homens. Um blogueiro anônimo em seguida fez um posto desmerecendo o trabalho realizado por ela, e tentando provar que Naomi é uma farsa. O post logo foi refutado.

Segundo a inventora, essa pessoa anônima é um homem, e ela até pareceu dar indícios de saber quem ele é, mas não revelou nenhuma identidade. Ainda diz que é comum que americanos cheguem na China querendo ter atenção romântica e sexual das mulheres e quando elas não aceitam isso, eles acabam reagindo com violência e raiva. Naomi adiciona que a misoginia americana não é bem vinda em seu país.

Uma cidade evoluída

Mas apesar dos ataques dos machistas de plantão, ela ainda continua com seus projetos, sem qualquer intenção de deixá-los de lado. E também parece ter muita esperança que cada vez mais mulheres sejam bem-vindas no mundo da tecnologia, mesmo sabendo que atualmente ainda existe um tabu nesse assunto.

Naomi Wu at the 2017 Bangkok Mini Maker Faire 720x540 - Inventora tecnológica chinesa é vítima de machismo americano

O que talvez a maioria desses homens não saiba é que na verdade a cidade onde Naomi mora, Shenzhen, realmente é bastante tolerante e até mesmo estimula o feminismo e esse tipo de tecnologia. Com apenas 35 anos de existência, talvez o fato da cidade ser tão nova tenha possibilitado que as pessoas por lá tenham uma mente mais “aberta” sobre o assunto. Então lá, Naomi pode usar roupas que valorizam suas próteses, ou saias mais curtas, ou até mesmo chamativas, que acaba se tornando comum.

“Todo mundo aqui é jovem e faminto, e a tecnologia é a ferramenta que eles estão usando. Quase todos querem ser prósperos por aqui”.

Mulheres no caminho certo

Ela não esconde sua luta por direitos iguais, e diz saber que muitas mulheres bastante profissionais acabam sendo forçadas e ficar apenas nos bastidores ou abaixar as cabeças. Mas Naomi defende que mulheres de qualquer tipo físico de corpo podem participar e aproveitar do mundo com projetos DIY e tecnológicos.

“Muitas mulheres fazem esse tipo de trabalho bem melhor, e eu faço tudo o que eu posso para ampliar os sinais delas usando a visibilidade que eu tenho para beneficiar a comunidade.”

Apesar de aparecer em muitos eventos de tecnologia e conferências, muitos americanos ainda se referem a ela como uma cosplayer ou modelo. Esses termos sempre são utilizados, esquecendo outros como engenheira, designer, criadora, etc.

Para pessoas inovadoras como Naomi, o futuro não está necessariamente em codificações, desenvolvimento de aplicativos ou inteligência artificial e sim na construção de hardwares, tecnologia vestível e projetos tangíveis.

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Apaixonada por tecnologia e amante em tempo integral de livros, séries e filmes. Biomédica por formação, aquariana por natureza e vanguardista por escolha.

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