Ivar da fgv

Conheça o IVAR, novo índice de reajuste de aluguéis da FGV

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Novidade chega como alternativa ao IGP-M, que é utilizado atualmente no mercado, com reajustes sendo feitos mais próximos da realidade

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) desenvolveu o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) para ser utilizado como base no momento de reajuste de contratos de aluguéis de imóveis em quatro grandes capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Para conseguir desenvolver a nova metodologia do IVAR, o IBRE (Instituto Brasileiro de Economia), que pertence à FGV, fechou uma parceria com imobiliárias das quatro cidades, realizando a análise de 10.000 contratos. O principal destaque é que o atual cenário do mercado imobiliário será analisado para que o IVAR seja definido. Entenda como isso funcionará na prática agora mesmo.

Como ficam o IGP-M e IPCA?

Mais utilizado como base para revisão de contratos de aluguéis a cada 12 meses, o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) também é calculado pelo IBRE. Mas seu grande problema é que contextos externos como a desvalorização da moeda brasileira, além da inflação, acabam gerando uma porcentagem que, muitas vezes, não está de acordo com a realidade da renda dos brasileiros.

Local afetado pelo igp-m
IGP-M tem causado problemas para locatários e proprietários (Foto: FGV)

Sendo utilizado como base desde 1947, este índice já é considerado ultrapassado por algumas pessoas. Se você é dono de um imóvel ou locatário, já sabe que agora em 2021 o IGP-M teve uma alta de 17,78%. Durante 2020, o mesmo índice alcançou 23,14%.

Falando sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este é mais focado em monitorar o preços dos produtos que consumimos em nossa rotina, com uma porcentagem indicando a inflação no Brasil. O IPCA é o índice mais importante do Brasil e também é utilizado na conta do IGP-M (além do IPA-M e do INCC-M).

Representação do ivra
O IVRA é focado em chegar a números mais reais (Foto: FreePik)

Apesar dos dois principais utilizados como base agora ganharem um novo “concorrente”, que é o IVAR, ambos ainda podem ser utilizados para o reajuste de aluguéis. Não há uma lei que obriga os especialistas a usarem um índice específico para o cálculo do novo valor dos aluguéis, mas ter uma opção adicional será mais do que essencial para que tanto locatário, quando proprietário, tenham um acordo mais assertivo.

Entendendo o IVAR

Apesar de estar sendo mais comentado pela mídia nos últimos dias, o IVAR já estava sendo utilizado pelo IBRE, mas sua metodologia possuía erros que também não estavam de acordo com a realidade do mercado.

Antes de passar pela atualização, os valores de anúncios dos imóveis estavam sendo utilizado como base. Não precisa ser nenhum especialista para saber que de tempos em tempos, os valores iniciais passam por mudanças, certo?

Esse claramente não é um método ideal porque a gente sabe que o preço pedido não necessariamente é o valor da transação efetiva, o valor é o que está no contrato, após negociações.

Paulo Picchetti, coordenador do IPC Brasil do Ibre/FGV

Esta mudança que conseguiu entregar um índice mais real foi possível devido ao IBRE conseguir fechar uma parceria com imobiliárias que permitiu uma análise de contratos de mais de 10.000 locais em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Foi possível ter acesso aos reais valores que cada locatário está pagando para que em seguida, o índice seja fechado.

Homem utilizando o ivar como base
Pessoas de quatro cidades já podem usar o IVAR como base (Foto: Freepik)

Durante o acumulado de 2021, já que o IVAR é um índice atualizado mensalmente, o IBRE divulgou que o IVAR, com a metodologia antiga, teve uma alta de 4,45%. Já com a nova forma de cálculo, considerando a passagem de novembro para dezembro, o valor teve uma queda de 0,61% no primeiro mês. O índice também permite uma separação por cidades. São eles:

  • Rio de Janeiro: elevação de 0,46%;
  • São Paulo: queda de  de 1,83%;
  • Belo Horizonte: alta de 1,46%;
  • Porto Alegre: queda de 0,35%.

É importante lembrar que o IVAR não considera valores de aluguéis por temporada, mas sim os valores dos contratos de longo prazo que existem e reajustes que forem sendo realizados. As características de cada local alugado também são utilizadas como base na hora do cálculo. Você pode conferir a metodologia completa no PDF disponibilizado pela FGV:

Índice de variação de aluguéis residenciais já está valendo

Com a atualização acontecendo e permitindo a divulgação de números que são de acordo com a realidade do mercado imobiliário das cidades em que a FGV possui aos contratos, o IVAR pode ser utilizado como base desde o dia 11 de janeiro de 2022, como mais uma opção para quem está passando por reajustes.

Índice de variação de aluguéis residenciais
FGV fechou parceria com imobiliárias de quatro cidades brasileiras para melhorar metodologia do IVAR (Foto: Freepik)

Neste momento, apenas quatro cidades receberão o índice, mas se espera que com a aderência e o passar do tempo, pessoas de outras regiões possam utilizar o IVAR como uma base para reajuste de aluguéis.

O Institulo Brasileiro de Economia afirma que a grande dificuldade está em justamente ter acesso aos dados de contratos para que o índice seja calculado com a maior assertividade. Você foi atingido pela alta de aluguéis? Como conseguiu realizar a negociação? Diga pra gente nos comentários!

Veja também

Durante o final de 2021, o Quinto Andar realizou a compra da Navent, um importante conglomerado de portais da América Latina. Confira detalhes e o que acontecerá em seguida com a startup:

Fontes: FGV, CNN, CONJUR e Portal IBRE

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