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iPhone com tela estilhaçada

Ciência e Tecnologia

Cientistas criam material com ‘fator de cura’ para telas

Derivado de um polímero flexível, a substância permite que as telas de smartphone se regenerem horas depois de serem quebradas

Polímero para telas

Ter uma tela arranhada ou estilhaçada certamente está entre os piores pesadelos de quem tem um smartphone, mas já pensou em não ter de se preocupar toda vez que seu aparelho cair no chão?

Embora essa realidade ainda esteja um pouco distante, químicos da Universidade da Califórnia a trouxeram para mais perto dos dias atuais: liderada por Chao-Wang, a equipe de cientistas desenvolveu um material capaz regenerar sua estrutura, podendo eliminar os efeitos de quebras e arranhões.

“Realizamos vários testes com o material, avaliando inclusive a sua habilidade de recuperar cortes e arranhões profundos. Após partirmos a peça ao meio, ambos os lados se uniram automaticamente 24 horas depois”

Ainda segundo Wang, o material é capaz de estender o seu tamanho original em até 50 vezes, sendo obtido a partir da união de polímeros flexíveis e compostos iônicos. Embora tudo isso pareça mágica, o químico explica que a ligação íon-dipolo – presente na composição do invento – faz com que as moléculas separadas se atraiam e eliminem quaisquer cortes ou arranhões.

Telas que se curam sozinhas

Polímero para telas de smartphones

Por mais que este seja o primeiro material do tipo capaz de conduzir eletricidade – podendo assim ser utilizado em telas touchscreen – a técnica desenvolvida pelos cientistas não é uma novidade no mundo dos smartphones: apresentado em 2013, o LG G Flex já tinha um acabamento similar em sua tampa traseira, mas que não podia ser usado na construção de displays.

Em uma entrevista dada ao Business Insider, Wang também explicou que as telas sensíveis ao toque funcionam com vários eletrodos em suas camadas, e conforme um dedo interage com eles, o smartphone identifica onde foram os toques e então responde ao usuário. Justamente por isso, era de suma importância que o material não impedisse o fluxo de elétrons.

“Meu ídolo de juventude foi o Wolverine, dos X-Men. Ele podia salvar o mundo, mas só porque conseguia curar a si mesmo”

Apesar de ter sido um sucesso nos testes, espera-se que o produto só chegue ao mercado por volta de 2020, podendo estar presente também em baterias para os gadgets. Bastante animados com os resultados, os cientistas ainda acreditam que o polímero poderá compor músculos artificiais, justamente por ele responder a impulsos elétricos.

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19 anos, brasiliense, acadêmico de Direito e apaixonado por tecnologia, informação e entretenimento.

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