Índice
- LUX – Rosalía
- DeBí Tirar Más FOToS – Bad Bunny
- Baby – Dijon
- Ego Death at a Bachelorette Party – Hayley Williams
- Glutton for Punishment – Heartworms
- private music – Deftones
- Sad And Beautiful World – Mavis Staples
- Constant Noise – Benefits
- Glory – Perfume Genius
- Dove Ellis – Blizzard
- LSD – Cardiacs
- Getting Killed – Geese
- The Passionate Ones – Nourish By Time
- Antidepressants – Suede
- New Threats From The Soul – Ryan Davis & The Roadhouse Band
Fãs de música não podem reclamar sobre os lançamentos deste ano. Do rock alternativo ao reggaeton, artistas como Hayley Williams, Rosalía e Bad Bunny deram os nomes ao lançarem os melhores álbuns de 2025, agradando tanto o público, quando a crítica especializada. Todos os anos, o Metacritic organiza uma lista dos trabalhos mais bem avaliados, veja abaixo os melhores discos do ano:
LUX – Rosalía

Rosalía abalou estruturas com seu álbum LUX. A cantora espanhola canta, em 12 faixas, sobre santas de diversas religiões. As produções que chamaram atenção de até mesmo quem não não acompanharam seus trabalhos anteriores.
Com 97 de 100 pontos na crítica especializada, LUX figura na lista de melhores álbuns do ano segundo o Metacritic e tem tudo para estar entre os melhores álbuns do Grammy 2027. Até lá, tire um tempo para apreciar a palavra do melhor álbum do ano.
Na verdade, você não precisa saber o que está acontecendo para achar LUX uma experiência verdadeiramente envolvente e cativante. São canções uniformemente belas, repletas de momentos marcantes.
Alex Petridis para o The Guardian em crítica para o Lux (100/100).
DeBí Tirar Más FOToS – Bad Bunny

Outro álbum que também dispensa apresentações é o de Bad Bunny. Lançado em 05 de janeiro de 2025, o trabalho, completamente em espanhol, também serviu como ato político em meio às sanções de Donald Trump contra estrangeiros nos EUA e em todo o mundo. DeBí Tirar Más FOToS também foi o álbum mais escutado do ano no Spotify, além de Bad Bunny retornar ao lugar de artista mais escutado na plataforma verdinha em 2025, registrando 19,8 bilhões de reproduções em seu catálogo.
Enquanto Bad Bunny transita com confiança entre um turbilhão de ritmos de rumba e o som estridente do reggaeton, é como se ele tivesse encontrado um novo ápice de grandeza no topo das montanhas de Porto Rico. Em Nadie Sabe, ele afirmava estar no auge. Agora, em Debí Tirar Más Fotos, fica claro que ele finalmente está.
Maya Georgi em crítica para a Rolling Stones (100/100).
DeBí Tirar Más FOToS no Spotify
Baby – Dijon

Em seu segundo álbum de estúdio, o rapper estadunidense Dijon apostou em colaborações como BJ Burton, Henry Kwapis, Tommy King, and Tobias Jesso Jr., Mk.gee, e Andrew Sarlo. O trabalho foi aclamado por ter letras viscerais sobre temas como sexo, família, amores duradouros, inseguranças, trabalhos e incertezas da vida adulta, tudo em uma mistura de jazz, funky, R&B e rap.
Baby é inegavelmente feito de uma forma que enfatiza, de maneira surpreendente, o seu próprio processo de criação. É isso que torna tudo tão real.
Ivy Nelson em crítica para o Baby na Pitchfork 90/100.
Ego Death at a Bachelorette Party – Hayley Williams

Outro nome na lista de melhores álbuns do ano que não precisa de muita introdução. A vocalista do Paramore apareceu na internet com um projeto diferente à primeira vista: em vez de colocar as músicas no Spotify, Hayley Williams preferiu liberar as músicas de seu novo álbum em seu site oficial, para que todos pudessem escutar, na ordem que preferissem. Depois disso, o trabalho chegou às plataformas musicais e ganhou destaque na crítica especializada.
Uma catarse musical de padrões traumáticos, depressão, amor, perda e, claro, ego, a sagacidade e a honestidade das letras de Hayley são o grande destaque desta obra. É uma exploração ilimitada de uma vida vivida sob o escrutínio da misoginia e sob os holofotes, pela perspectiva de uma das artistas mais criativas e destemidas da nossa época.
Ali Shutler em crítica para a NME (100/100).
Além de inseguranças e fases de seu antigo relacionamento, Hayley também canta sobre desafios em meio a um novo capítulo de sua vida, agora que o Paramore está completamente independente. O trabalho é o quarto melhor álbum de 2025.
Ego Death at a Bachelorette Party no Spotify
Glutton for Punishment – Heartworms

Primeiro álbum de estúdio da banda inglesa Heartworms, Glutton for Punishment chega como um trabalho essencial de se ouvir para quem aprecia rock alternativo. Liderada pela Cantora e compositora de origem inglesa Jojo Orme, o álbum foi elogiado por suas produções únicas, que mostram que a banda veio para ficar e merece cada vez mais reconhecimento.
Existe um fascínio na forma como esses elementos se entrelaçam, e é possível perceber as diversas influências musicais em ação, que criam um álbum singular e bem elaborado.
The Quietus em análise sobre o Glutton for Punishment.
Glutton for Punishment no Spotify
private music – Deftones

private music é o decimo álbum do Deftones e o primeiro em cinco anos, além de também ser o primeiro com o baixista Fred Sablan. O trabalho foi definido como um dos melhores da década e conta com produção de Nick Raskulinecz, que já havia produzido outros discos da banda no passado. O private music também foi elogiado por conseguir equilibrar a brutalidade do metal alternativo e a atmosfera etérea do gênero shoegaze.
Mesmo dentro do contexto de um dos catálogos mais consistentes e preciosos do rock moderno, Private Music está no nível mais alto, um disco que supera as limitações de seu antecessor.
Kerrang Magazine sobre o private music (100/100).
Sad And Beautiful World – Mavis Staples

O álbum de covers e interpretações de Mavis Staples chega para trazer canções que conseguem reconhecer a tristeza do mundo atual sem perder a fé na humanidade. A ideia é manter a originalidade de Mavis Staples, com produção de Brad Cook (conhecido por trabalhar com Bon Iver e Waxahatchee) e focou em evitar efeitos que alteram a voz mais grave de Staples.
As contribuições podem ser estelares, mas giram em torno dela. Ela tentou se aposentar em 2023, mas sentiu que ainda tinha muito a oferecer. E que presente é este. Mavis Staples tem 86 anos.
At The Barrier sobre o álbum de Mavi Staples.
Sad And Beautiful World no Spotify
Constant Noise – Benefits

O álbum Constant Noise, o segundo da dupla Benefits (Kingsley Hall e Robbie Major), é elogiado por inovar no pós-punk ao misturar o gênero com elementos de ambient, eletrorock, metal e krautrock, servindo de base para vocais falados (spoken word) carregados de raiva e críticas sociais.
Descrito como uma obra densa, perturbadora e ainda mais furiosa que a estreia da banda, o disco aborda temas como o esgotamento mental e a toxicidade das redes sociais, elogiado sua capacidade de ser uma “tempestade sonora” implacável e honesta, que não faz concessões comerciais mas recompensa quem busca música intensa e visceral.
Com este álbum, eles criaram algo que continua poderoso, vital e provocador, mas equilibrado entre fúria e sutileza. Constant Noise é mais envolvente, hipnotizante e, por vezes, belo em sua raiva contida.
The Line of Best Fit
Glory – Perfume Genius

Escrito durante a pandemia de COVID-19, o quinto álbum de estúdio da banda Perfume Genius foi elogiado pela crítica especializada por, apesar das letras mais densas, ir por um otimismo mais cauteloso. O vocalista da banda canta sobre ansiedades da vida moderna ao enfrentar seus próprios medos e também o que espera de um futuro pós-pandemia.
“Eu estava tentando confrontar muito disso — como me envolver, como estar presente nos meus relacionamentos, no mundo, como fazer parte das coisas, mesmo estando com medo?”
Mike Hadreas, vocalista do Perfume Genius, em entrevista para a Rolling Stones.
Dove Ellis – Blizzard

Gravado entre Londres e Liverpool e autoproduzido pelo próprio Dove Ellis, Blizzard nasceu de um período pessoal de dificuldade e esperança do compositor irlandês, ganhando forma enquanto ele abria a turnê da banda Geese.
Lançado no último dia 05 de dezembro de 2025, o disco foi celebrado como uma estreia gloriosa que justifica todo o hype ao misturar texturas de sophisti-pop e folk com uma performance vocal visceral frequentemente comparada à de lendas como Jeff Buckley e Rufus Wainwright.
The Guardian em críticasobre o Blizzard, de Dove Ellis (100/100).Por vezes, os dedilhados e acordes das guitarras, o piano rock característico dos anos 70, os instrumentos de sopro e a percussão estridente são intercalados com ruídos aleatórios e distorção, mas de alguma forma tudo parece ter se encaixado perfeitamente nesta estreia gloriosa.
LSD – Cardiacs

O álbum LSD carrega uma história marcada pela tragédia e pela perseverança, tendo sido finalmente lançado em setembro de 2025 após quase duas décadas de espera. Originalmente previsto para 2008, o projeto foi indefinidamente suspenso quando o líder da banda, Tim Smith, sofreu um ataque cardíaco que o deixou paralisado, culminando na sua morte em 2020.
O disco foi completado postumamente pelos restantes membros e colaboradores próximos, que seguiram rigorosamente as orientações e composições deixadas por Smith. A crítica aclamou o lançamento como uma “conclusão triunfante” e uma obra-prima final, elogiando a forma como o álbum preserva a complexidade caótica e o espírito “pronk” (punk progressivo) da banda, servindo como um tributo emocionante e vital ao legado do seu criador.
Em resumo, LSD é uma celebração comovente de quase cinquenta anos de música e uma despedida memorável para um verdadeiro pioneiro da indústria. … Sem dúvida, tornou-se um dos melhores lançamentos de 2025.
SputnikMusic sobre LSD (100/100).
Getting Killed – Geese

O álbum Getting Killed da banda Geese, lançado em 26 de setembro de 2025, foi aclamado como um dos grandes destaques do ano, consolidando a evolução do grupo nova-iorquino para um som ainda mais ambicioso e imprevisível. Produzido com a ajuda de Kenny Beats, o disco afasta-se das referências retrô óbvias do trabalho anterior (3D Country) para abraçar um caos controlado que mistura art-rock, post-punk e experimentalismo.
A crítica elogiou amplamente a capacidade da banda de unir letras surreais e apocalípticas — com temas que vão de bombas em carros a críticas sociais mordazes — a melodias sofisticadas e performances instrumentais intensas. Descrito como uma trilha sonora “ansiosa e bela” para tempos absurdos, o álbum equilibra momentos de frenesi, reafirmando o Geese como uma das bandas mais vitais e criativas da sua geração.
Esta é uma banda que faz jus à sua reputação de ser incrivelmente livre e descontraída, não tanto provando que merece todos os elogios e o fanatismo fervoroso que a cercam, mas exigindo-os.
NME sobre o disco Gettling Kiled.
The Passionate Ones – Nourish By Time

Segundo álbum do músico que, na verdade se chama Marcus Brown, The Passionate Ones foi considerado o 13º melhor álbum de 2025. A crítica especializada aponta os sintetizadores sem deixar as características de seu primeiro álbum, o Erotic Probiotic 2, como ” gama de raiva e romance que impulsionam sua composição “, segundo o que disse a Paste Magazine:
Mesmo que os elementos musicais essenciais que fizeram de Erotic Probiotic 2 ou do EP Catching Chickens do ano passado projetos tão impressionantes e caseiros ainda estejam presentes, The Passionate Ones apenas expande o escopo desses lançamentos para abarcar toda a gama de raiva e romance que impulsionam sua composição — e ele realiza esse salto com maestria.
Paste Magazine em crítica sobre o The Passionate Ones (92/100).
O trabalho teve a colaboração com o rapper Tony Bontana como um dos principais destaques, além das composições sobre decadência emocional e social, além do consumismo também terem sido apontadas pelos críticos como pontos altos do disco.
The Passionate Ones no Spotify
Antidepressants – Suede

Segundo volume de uma trilogia de álbuns com estética em preto e branco da banda The London Suede (o primeiro leva o nome de Autofiction), Antidepressants foi definido pelos músicos como um álbum pós-punk e rock gótico. Com 89 de 100 pontos na média geral, o trabalho foi elogiado como “grande trabalho da carreira”.
Cada uma das suas 11 faixas flui com uma imediaticidade que dá a sensação de serem partes separadas de uma narrativa semelhante. … Antidepressants parece ser um disco que o Suede ansiava fazer há anos, talvez até décadas.
Under The Radar em crítica sobre o Antidepressants.
O terceiro álbum da trilogia, ainda sem nome, foi definido por Brett Anderson, vocalista da banda, como mais experimental, com previsão para 2026. Enquanto a isso, a banda conseguiu aclamação da crítica especializada ao falar de temas como morte e desconexão na era moderna.
New Threats From The Soul – Ryan Davis & The Roadhouse Band

Finalizando a lista de melhores álbuns do ano, o New Threats From The Soul é um álbum com músicas que passam os 11 minutos de duração, mas nem isso impediu que ele fossem bem avaliado pela crítica. Segundo álbum de estúdio do grupo, o trabalho se destacou por suas composições interessantes que colocam Ryan Davis como “um dos melhores musicistas de sua geração”.
É interessante notar que o álbum tem apenas sete faixas, mas conta com quase uma hora de duração. O disco é o segundo da dupla, que sucede o Dancing on The Edge após 2 anos. O grupo também foi caracterizada como um seleto grupo de artistas que estão aprofundando, ampliando e revitalizando o gênero Americana”.
New Threats From The Soul no Spotify
E para você qual o melhor álbum do ano? Seu cantor favorito apareceu na lista acima? Diga pra gente nos comentários!
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Com informações: Metacritic
Revisado por Luís Antônio Costa em 10/12/2025
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