Microondas pode ganhar sua maior atualização em 50 anos

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Protótipo desenvolvido pela FSL, substituo do microondas utilizará freqüência de rádio em estado sólido (RF) pra aquecer refeições, sem sacrificar seu sabor

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Já tem algum tempo que o forno de microondas é um item obrigatório nas cozinhas. O eletrodoméstico foi um dos símbolos mais fortes da modernização tecnológica que começou a entrar nas casas dos subúrbios americanos na década de 1950 e se espalhou pelo mundo, transformando o estilo de vida e o ato de cozinhar.

Desde então, os fornos de microondas ganharam muitas críticas e controversas e poucas renovações técnicas – ao contrário de companheiros mais velhos de cozinha – como a geladeira e o fogão. Essa história pode mudar e os aparelhos podem estar prestes a receber o maior upgrade dos últimos 50 anos.

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Basicamente, os fornos microondas de hoje funcionam a partir de um um magnetron, dispositivo desenvolvido originalmente para sistemas de radar da Segunda Guerra Mundial. Eles usam válvulas para gerar uma radiação eletromagnética de 2.450 MHz, que aumenta a agitação das moléculas de água dos alimentos, aquecendo-os de fora para dentro.

Mas não é preciso uma aula de física para saber que este processo gera vários inconvenientes como: o cozimento desigual dos alimentos, ressecamento de pães e massas e principalmente o gosto insosso, característico desse “processo culinário“. Com uma demanda tão óbvia dessas, seria uma questão de tempo até que alguma empresa pensasse em solucionar essa questão.

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A Freescale SemiconductorFSL (empresa subsidiária da Motorola) está desenvolvendo o RF Cooking Concept (livre tradução: conceito culinário RF), que utiliza tecnologia de freqüência de rádio (RF) para aquecer refeições rapidamente, sem sacrificar seu sabor.

O aparelho desenvolvido pela Freescale Semiconductor fornece aos usuários maior controle sobre o processo desejado, permitindo-lhes escolher onde, quando e como as ondas de calor são direcionadas para os alimentos. Segundo a empresa, a tecnologia será capaz de evitar o cozimento excessivo e a destruição dos nutrientes que muitas vezes ocorre na utilização do microondas.

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Além disso, também será possível cozinhar alimentos em diferentes intensidades e aquecer pratos distintos ao mesmo tempo na mesma unidade. O dispositivo poderia assar, cozinhar, gratinar e ainda deixar a comida tostadinha e crocante. O RF Cooking Concept será conectado à Internet, para que possa adicionar e armazenar receitas e se adaptar às preferências do consumidor. 

Se você também ficou com água na boca para poder transformar aquela pizza amanhecida numa verdadeira refeição, terá que esperar um pouco. A Freescale Semiconductor não revelou quando (e nem mesmo se) os dispositivos utilizando o RF Cooking Concept serão oficialmente comercializados. Oficialmente, a empresa diz que está apenas testando o conceito de “um forno de microondas com inspiração no século 21“. Vale a pena ficar de olho.

E aí, não seria uma boa dar mais dignidade as nossas sobras de comida?

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