Próximo filme da Mulher-Maravilha seguirá regras contra assédio

Mulher Maravilha - Próximo filme da Mulher-Maravilha seguirá regras contra assédio
O novo filme com Gal Gadot no papel da heroína seguirá regras e procedimentos recomendados pelo Sindicato dos Produtores dos EUA para evitar assédio sexual no cinema.

Além de impactar a indústria cinematográfica com uma mulher protagonista em um filme de super-herói, a saga da Mulher-Maravilha nas telonas irá dar outro passo para as mulheres no cinema.

A sequência do filme lançado em 2017 será o primeiro a adotar as regras do Sindicato dos Produtores (Producers Guild of America, ou PGA), que foram publicadas em um documento oficial do grupo.

Na declaração, o sindicato ajuda a identificar e a resolver os casos de assédio sexual ao apresentar como reconhecer o assédio, sugerir recomendações para tratar a situação e o protocolo para as vitimas, testemunhas e produtores saberem como agir diante o assédio.

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Gal Gadot como Mulher-Maravilha.

Como solução, o PGA também aponta a necessidade para o treinamento para ajudar em casos de assédio, além de oferecer o contato para ajudar a marcar as sessões. Assim, fica mais fácil identificar os casos, aprender a escutar atentamente qualquer relato sobre assédio e saber como proceder.

De acordo com a Folha, a sequência de Mulher-Maravilha irá adotar essas medidas para transformar o ambiente de produção do filme em um local seguro para mulheres.

Além de Gal Gadot no papel principal, o filme também conta com Patty Jenkins como diretora. Uma situação como essa, com mulheres tanto no centro do longa quanto na cadeira de direção, são raros no campo dos filmes de super-heróis.

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A amazona mais conhecida como Mulher-Maravilha.

Mulher-Maravilha provou ainda mais que as mulheres do cinema estão aqui e vão ficar. E que nenhum homem irá impedi-las de tomar o espaço que sempre privaram das mulheres.

Ao adotar essas regras, o filme também é uma prova poderosa que, a partir de agora, nenhum homem sairá impune em casos de assédio.

#MeToo

A declaração do Sindicato dos Produtores também se deve a onda de denúncias contra o assédio sofrido por todas as mulheres em Hollywood, coisa que só recebeu a atenção necessária ano passado.

Silenciadas e ameaçadas, muitas mulheres não denunciavam os homens que as assediavam porque não apenas não acreditavam nelas, mas esses homens fariam questão de destruir suas carreiras, enquanto as dele permaneceriam intactas.

Agora, o cenário finalmente mudou: os agressores estão sendo punidos por suas ações ao invés das vítimas.

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As mulheres que fizeram as denúncias foram escolhidas como a Pessoa do Ano da revista Time.

A série de denúncias começou contra o produtor Harvey Weinstein. Muitas atrizes como Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow e Rose McGowan denunciaram os assédios e até estupro cometido por Weinstein. Na reportagem do New York Times, o número de denúncias contra o produtor aumentou.

Após o caso, toda mulher que já sofreu assédio usou a hashtag #MeToo. O número de adesões é absurdo. E eu me incluo nele.

Finalmente Hollywood está tomando as ações necessárias: chega de estupradores e homens que assediam mulheres continuarem com suas carreiras intactas enquanto elas perdem suas vidas.

Até Woody Allen teve sua carreira abalada recentemente, embora Dylan Farrow, sua filha adotiva, tenha denunciado ele de estupro anos atrás. O ato teria ocorrido quando ela tinha 7 anos.

Contra o caso, o ator Timothée Chalamet, astro de Me Chame Pelo Seu Nome, doou todo o cachê que ganhou ao participar do último filme de Woody Allen em sinal de repúdio.

É uma nova era em Hollywood. As mulheres não ficaram caladas e esses homens não passarão.

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