Para a Nintendo, Brasil não tem capacidade técnica para produzir consoles

Para a Nintendo, Brasil não tem capacidade técnica para produzir consoles 3
Presidente da Nintendo para as Américas afirma que já estudou a viabilidade de fabricar consoles no Brasil "diversas vezes", mas falta de capacidade técnica da indústria brasileira impede a operação.

Reprodução Nintendo Wii

Em matéria publicada hoje pela agência Bloomberg, o presidente da Nintendo para a região das Américas, Reggie Fils-Aime, afirmou que a produtora japonesa de games já estudou diversas vezes a possibilidade de produzir consoles no Brasil, mas desistiu ao concluir que a indústria nacional não teria “capacidades técnicas” para produzir os aparelhos.

A declaração porém, esbarra no fato de que Microsoft e Sony fabricam no país o Xbox 360 e o PlayStation 3, respectivamente. A Microsoft, inclusive, já iniciou a produção nacional de seu próximo console, o Xbox One. Atualmente, os aparelhos da Nintendo são produzidos na Ásia pela taiwanesa Foxconn.

Sem a fabricação nacional, os consoles da Nintendo (Wii U e 3DS) estão sujeitos às altíssimas taxas de importação aplicadas pelo governo e à volatilidade do dólar, que elevam drasticamente os custos e afastam compradores. Este problema também afeta o PlayStation 4, mas a Sony já adiantou que pretende produzi-lo em Manaus o mais breve possível.

No caso do Wii U, o console sequer possui distribuição oficial no Brasil. Isto significa que os consumidores não terão benefícios como manual em português e assistência técnica. A Nintendo pretendia trazer o videogame no início de 2013, mas adiou a chegada para este trimestre.

Outra preocupação da companhia é em relação à pirataria. A Nintendo incluiu o Brasil em uma lista de países onde a produção de itens falsificados deve ser monitorada por autoridades comerciais dos EUA. Mesmo assim, relatório divulgado esta semana pela consultoria GFK mostra que os brasileiros tem optado cada vez mais pelo mercado formal na hora de adquirir jogos eletrônicos.

Apesar das queixas, Fils-Aime acredita que o mercado de games no Brasil possui “grande potencial”. A empresa vem enfrentando dificuldades em territórios como EUA, Europa e Japão, devido às baixas vendas do Wii U e à concorrência com jogos para smartphones, por isso, planeja sua expansão para novos mercados, como a América Latina.

Fontes: Bloomberg, O Globo, UOL Jogos

5 Comentários

Clique aqui para postar um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

  • Acredito que, quando eles disseram não haver capacidade técnica para produzir, estavam falando na fabricação completa do videogame.

    As concorrentes apenas “montam” os seus videogames aqui. Que eu saiba todas as peças vem de fora (provavelmente da China), e apenas a montagem é feita aqui.

      • Sim. Há fabricantes que até constroem fábricas para efetuar a montagem aqui. Fazem acordos com o governo e até conseguem reduzir impostos ou conseguir algum “incentivo”. Mas convenhamos, é algo bastante arriscado. Ainda mais se não houver um bom retorno depois. Bastaria esses videogames encalharem para que tudo fosse perdido. E mesmo montando aqui, o custo não chega a ser tão reduzido. Vide o X1, que agora irá custar 2300 reais. Continua sendo mais cômodo deixar a fabricação na China e abastecer esse mercado (que para eles, pode ainda ser um mero nicho) via importação.

Receba Notícias por E-mail:

Share via