Pedro pascal em comercial e curta-metragem someday da apple

Ranking: 15 comerciais de tecnologia mais icônicos de todos os tempos

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Estas produções marcaram a história e, em alguns casos, se tornaram mais icônicas que os próprios produtos. Veja a lista, história da criação e making offs

Os comerciais de tecnologia mais icônicos de todos os tempos adquiriram esse título, principalmente, por terem se tornado marcos culturais e redefinido algumas fórmulas do marketing de forma criativa e humanizada. Com foco na experiência sensorial e no despertar de emoções, e não no produto em si, propagandas como Old Friends (Meta), Alexa Loses Her Voice (Amazon), Dream Job (Google) e Double Life (Sony PlayStation) se destacaram ao longo dos anos. Confira abaixo o ranking completo!

Welcome Home (Apple)

O comercial de tecnologia Welcome Home, lançado pela Apple em 2018 para promover o HomePod, foi dirigido pelo cineasta Spike Jonze, vencedor do Oscar. A propaganda em formato de curta-metragem em vez de vender o produto destacando suas especificações técnicas, focou em priorizar a experiência emocional e transformadora que a música proporciona no ambiente doméstico. 

Protagonizado pela artista FKA Twigs, o curta acompanha a jovem que chega em casa exausta após um dia de trabalho. Ao pedir à Siri para tocar uma música, ela é transportada para uma realidade paralela, onde seu apartamento se distorce e se expande em formas coloridas e geométricas, acompanhando seu movimento de dança. O intuito é destacar a qualidade sonora do HomePod, que não apenas reproduz músicas, mas também é capaz de imergir o consumidor em seu próprio mundo.

Old Friends (Meta)

Old Friends, comercial no Super Bowl LVI de 2022, foi utilizado como ferramenta de introdução do conceito de metaverso após o rebranding corporativo da Meta.  Unindo nostalgia com elementos emocionais, a empresa teve o intuito de mostrar que a realidade virtual é o futuro das conexões sociais e não apenas um dispositivo qualquer.

Na campanha, uma banda de animatrônicos famosos no passado são negligenciados no mundo real e passam a ser obsoletos. Após algumas desventuras, eles conseguem se unir novamente por meio da realidade virtual (VR) imersiva, focando na quebra de barreiras do mundo físico por meio do novo universo digital proporcionado pelo óculos Meta Quest 2.

Empowering (Microsoft)

O comercial de tecnologia Empowering da Microsoft, veiculado no Super Bowl de 2014, marcou o início da era do CEO Satya Nadella. A campanha evitou focar em software ou hardware ao adotar um tom profundamente inspirador e humano para redefinir a missão da empresa, destacar histórias reais de superação com a tecnologia Microsoft e projetar uma imagem corporativa mais sensível e socialmente consciente.

O tema principal para ilustrar o comercial foi a emocionante história de Steve Gleason, ex-jogador da NFL diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). A campanha demonstrou como a tecnologia de rastreamento ocular e comunicação desenvolvida pela Microsoft permitiu que Gleason mantivesse sua voz ativa, fazendo com que a empresa se destacasse pela tecnologia inclusiva. 

Chromebook for Everyone, Everywhere (Google)

O comercial Chromebook: For Everyone, Everywhere, lançado pelo Google em 2015, foi um marco estratégico para consolidar o Chromebook como uma alternativa democrática e acessível aos laptops tradicionais. O comercial utilizou um tom universal, posicionando o Chromebook para além de um produto de nicho. Ele foi vendido como uma ferramenta indispensável para diversos estilos de vida, abrangendo estudantes, viajantes, exploradores e criadores.

Hello (Apple)

O comercial da Apple Hello foi o “follow-up” direto da campanha de lançamento do Macintosh em 1984. Enquanto a propaganda anterior, 1984 (que também integra esta lista), era conceitual e não exibia o produto, Hello funcionou como a grande revelação, destacando a interface gráfica amigável e as capacidades revolucionárias do Mac, encerrando a era dos computadores mais complexos de operar.

O ponto alto e mais memorável desta campanha como um todo é a cena de apresentação do computador por Steve Jobs em 24 de janeiro de 1984, onde o próprio Macintosh sintetiza a voz humana na tela, dizendo: “Hello, I am Macintosh”. Este ato, pioneiro para um computador de uso pessoal, solidificou a visão da Apple de que a máquina deveria ser acessível e estabelecer uma relação pessoal com o usuário, cumprindo a promessa de que o Mac era “o computador para o resto de nós”.

Alexa Loses Her Voice (Amazon)

O comercial de tecnologia Alexa Loses Her Voice foi a grande atração da Amazon no Super Bowl LII (2018). Vencedora do USA TODAY’s Ad Meter, a campanha utilizou o humor como a ferramenta principal da premissa. A Alexa perde a voz e a Amazon busca substitutos entre celebridades de primeira linha para demonstrar o valor e a diferença que faz ter uma assistente de voz. A mensagem consolidou a Echo no mercado de smart devices.

O comercial se destacou pela escalação de artistas como Gordon Ramsay, Rebel Wilson, Cardi B e Sir Anthony Hopkins, cujas personalidades exageradas tentavam responder aos comandos, resultando em um grande caos que contou até com uma participação especial do próprio CEO Jeff Bezos.

Dream Job (Google)

Dream Job foi a principal aposta do Google como comercial no Super Bowl de 2025, veiculado com o propósito de promover o assistente Gemini Live AI no smartphone Pixel 9. Criado pelo Google Creative Lab e dirigido pelo cineasta Henry-Alex Rubin (Murderball, Garota Interrompida), o anúncio se destacou por sua abordagem extremamente humanizada em contraste com o temor popular em torno da inteligência artificial.

A  campanha mostra um pai se preparando para uma entrevista de emprego, utilizando o Gemini Live como ferramenta de conversação. O protagonista, contudo, descobre que as lições mais valiosas para o mundo corporativo vieram de sua experiência como pai, recontextualizando os desafios da paternidade. A mensagem principal é que o Gemini foi criado para ser uma ferramenta de suporte para conexões pessoais, e não um substituto para as experiências da vida.

We All Win (Microsoft)

O comercial no Super Bowl We All Win foi a aposta da Microsoft em 2019 e se tornou um marco de publicidade por seu foco em inclusão e acessibilidade. O anúncio destacou o Xbox Adaptive Controller, um dispositivo inovador para gamers com mobilidade limitada. Em vez de gráficos ou celebridades, a narrativa baseou-se nas histórias reais e inspiradoras de jovens que descreveram suas dificuldades com comandos padrão.

Aclamado pela crítica e público, o comercial humanizou a tecnologia e reforçou o compromisso social da Microsoft, vencendo o prestigiado Kellogg School Super Bowl Advertising Review. A campanha elevou a discussão sobre design universal, provando que a inclusão é um poderoso motor narrativo.

Someday (Apple)

Veiculado em 2025, o comercial da Apple, Someday, que promoveu os fones AirPods 4, foi um sucesso instantâneo que fez com que a marca retornasse ao topo da publicidade criativa. A campanha é um curta-metragem dirigido pelo vencedor do Oscar Spike Jonze e estrelado por ninguém menos que Pedro Pascal. A trama acompanha Pascal, inicialmente melancólico em Nova York, que transforma dramaticamente sua realidade ao colocar os AirPods. O Cancelamento Ativo de Ruído (ANC) isola o ruído externo, enchendo a cidade de cores vibrantes e coreografias.

A campanha gerou grande repercussão global, em parte pela trilha sonora que inclui a canção Perfect (Sam i, Tropkillaz, Bia & MC Pikachu), garantindo que o funk carioca estivesse na publicidade mundial e também pela coreografia excelente dirigida por Tanisha Scott.

Double Life (Sony PlayStation)

O comercial de tecnologia Double Life, lançado em 1999 para o PS1, é a campanha mais icônica e aclamada da história da PlayStation. O anúncio teve destaque por mudar o foco da publicidade de videogames das especificações técnicas para a experiência humana e o escapismo. Ele apresenta pessoas comuns recitando monólogos sobre as aventuras extremas que vivem em segredo, contrastando com suas vidas cotidianas. A mensagem principal é de que a marca oferece aos jogadores uma “vida dupla”, culminando no slogan “Não subestime o poder da PlayStation“.

Essa abordagem atraiu um público diversificado e estabeleceu o videogame como entretenimento mainstream. O impacto do comercial foi grande, tornando-se o mais premiado do mundo em 1999/2000 e sendo introduzido no Hall da Fama do Clio Awards em 2007. 

Parisian Love (Google)

Exibido no Super Bowl de 2010, o comercial Parisian Love foi um ponto de virada para o Google, que, pela primeira vez, usou o evento para promover seu produto mais básico: a busca. O anúncio se destacou pelo minimalismo e pela narrativa profundamente humana, que se desenrola inteiramente dentro da janela de pesquisa. A premissa acompanha, por meio de buscas digitadas, a história de amor de um casal, desde o primeiro encontro até o casamento e o nascimento de um filho.

O conceito nasceu de um briefing do Google para “lembrar as pessoas do que elas amam na Pesquisa Google”, utilizando a busca diária para provar que a tecnologia não é apenas utilitária, mas sim a ponte onipresente que conecta as pessoas aos momentos mais importantes de suas vidas.

The Next Big Thing (Samsung)

Lançado em 2011, o comercial de tecnologia The Next Big Thing foi o ataque mais direto da Samsung ao domínio da Apple no mercado de smartphones. Aproveitando que o Galaxy S II já oferecia recursos como tela maior e 4G, fatores que eram ausentes no iPhone da época, a Samsung se posicionou como a desafiante inovadora. O comercial satirizava o fanatismo dos consumidores da Apple, mostrando todos em longas filas, acampados e discutindo rumores. A mensagem era clara: a “próxima grande coisa” já estava disponível e não exigia filas.

O comercial reforçou que o consumidor da Apple perdia a inovação por lealdade cega, mostrando a confusão dos “fãs” na fila ao verem alguém feliz usando um Samsung. A campanha foi um sucesso estrondoso, ajudando a marca a aumentar significativamente sua relevância no mercado e a se consolidar como uma das maiores gigantes rentáveis do setor.

Get a Mac (Apple)

O comercial da Apple Get a Mac, lançado em 2006, foi um dos mais bem-sucedidos e memoráveis da história da marca. A ideia era enfatizar as diferenças entre o Mac e o PC. A campanha, desenvolvida pela TBWA\Media Arts Lab, foi feita de forma simples e criativa. Ela gerou mais de 60 comerciais e focava sempre em um diálogo bem-humorado entre Justin Long, representando o descolado Mac, e John Hodgman que interpretava o PC regular e antiquado. 

A estratégia da Apple foi humanizar o debate tecnológico, focando nas experiências e personalidades dos sistemas, e não nas especificações complexas. Cada comercial de 30 segundos destacava, de forma cômica, uma desvantagem do PC (vírus, upgrades complexos ou lentidão) em contraste com a facilidade e estabilidade do Mac. Como consequência, as vendas do Mac aumentaram e a Apple tornou-se uma marca reconhecida por sua alta qualidade. 

Think Different (Apple)

O comercial da Apple Think Different foi o golpe de mestre da Apple em 1997, após o retorno de Steve Jobs, quando a empresa estava à beira da falência. A estratégia tinha como objetivo associar a Apple a uma filosofia de inovação e rebeldia. 

O vídeo icônico do comercial de tecnologia usava imagens em preto e branco de visionários como Albert Einstein, Mahatma Gandhi e Martin Luther King Jr., transmitindo a mensagem de que o usuário da Apple pertencia a esse mesmo grupo. Steve Jobs, embora cético, garantiu o impacto da campanha ao optar pela narração de Richard Dreyfuss em vez de sua própria voz, mantendo o foco na essência da Apple. O sucesso da campanha foi crucial: ela revigorou a imagem pública e serviu como ferramenta para a reviravolta financeira e tecnológica da empresa.

1984 (Apple)

O comercial da Apple, 1984, é o mais icônico da história da tecnologia e marcou o lançamento do Macintosh. Exibido durante o Super Bowl de 1984, a propaganda foi dirigida pelo renomado cineasta Ridley Scott (Alien, o 8º passageiro e Gladiador).

A Apple se vendeu como uma marca inovadora que se destacaria entre as tecnologias já existentes. A ideia do comercial foi destacar a sensação de revolução e despertar a curiosidade dos consumidores. Por isso, o vídeo não mostrou o produto em si, mas focou nas sensações que poderia proporcionar com a narrativa proposta.

A narrativa mostra trabalhadores uniformizados hipnotizados por uma tela, até que uma heroína chega correndo e arremessa um martelo, destruindo a imagem autoritária do “Grande Irmão”. O comercial termina com a frase potente: “No dia 24 de janeiro, a Apple Computadores introduzirá o Macintosh. E você verá o porquê 1984 não será como “1984’”.

Agora queremos saber: para você, qual é o melhor comercial de tecnologia de todos os temnpos? Conta pra gente nos comentários abaixo!

Veja também:

Texto revisado por Alexandre Marques em 25/11/2025.

Fontes: PlayPlay, TechCrunch e Hollywood Reporter


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