Presidente do Google depõe no Congresso sobre polêmica com Donald Trump

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Presidente do Google precisou responder algumas perguntas sobre políticas de transparência da empresa e possíveis manipulações de resultados de pesquisas

Sundar Pichai, presidente do Google, foi convocado pelos congressistas dos Estados Unidos para testemunhar sobre o funcionamento do seu sistema de buscador e sobre os recursos e políticas de transparência utilizadas pela empresa. Isso acontece devido a importância e a relevância que o Google tem na vida de tantas pessoas atualmente, principalmente por causa do seu sistema operacional, o Android.

Porém, além de responder perguntas a respeito do retorno da empresa à China, um dos assuntos que mais entrou em pauta durante essa audiência foi a respeito de como o buscador funcionava e como os resultados da pesquisa poderiam estar sendo “burlados” por questões políticas. E se durante a audiência que aconteceu com o presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, muitas pessoas ficaram alarmadas com a falta de conhecimento sobre como algumas coisas na internet funcionam, o encontro com Sundar Pichai se tornou mais uma prova disso.

Resultados insatisfatórios

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Sundar Pichai, presidente do Google

Uma das perguntas mais inesperadas veio do Representante Republicano do Estado do Texas, Lamar Smith, que questionou o presidente do Google se ele havia ordenado para que um dos seus funcionário manipulasse os resultados das pesquisas no buscador. Com paciência, Sundar Pichair tentou explicar como os resultados do Google não são fruto de intervenção humana, e sim de algoritmos que levam em consideração uma gama de fatores.

Ainda assim, Lamar Smith não pareceu satisfeito com a resposta, e ainda afirmou veementemente o quanto discordava com o que o empresário estava tentando explicar aos presentes. Segundo o representante republicano, as pessoas podem de fato manipular os resultados das buscas do Google. E por incrível que pareça, ele não era o único. Muitos dos representantes republicanos realmente provaram acreditar que os bilhões de sites que são analisados durante o processo de busca no Google podem ser arbitrariamente manipulados por indivíduos dentro da empresa.

Possíveis tendências políticas do Google

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Outro representante, dessa vez do Estado de Ohio, chamado Steve Chabot, ainda questionou a respeito das buscas por termos ou palavras a respeito do corte de impostos pelo Partido Republicano ou da conta do serviço de saúde republicano.

Segundo Steve Chabot, essas buscas sempre resultam em páginas com artigos que vão contra essas iniciativas. Steve pediu para que Sundar explicasse um aparente tendência do Google contra essas práticas conservadoras. “Como o senhor explica a aparente inclinação dos resultados do Google contra os pontos de vistas conservadoress e contra as políticas conservadoras?  apenas o algoritmo, ou tem algo a mais acontecendo aqui?”, ele questionou.

O presidente do Google respondeu que entendia a frustração em ver resultados negativos a uma pesquisa que se refere a si mesmo, afirmando que isso de fato acontecia com ele próprio em seu próprio sistema de busca.

“O que é importante aqui é que nós utilizamos uma metodologia robusta que reflete o que está sendo dito sobre um assunto em um momento em particular. Nós tentamos fazer isso de uma forma objetiva, usando uma série de regulações estabelecidas. Posso assegurá-lo de que fazemos isso sem qualquer tipo de ideologia política. Nossos algoritmos não têm qualquer noção sobre sentimento político.”

Os conservadores não estavam inclinados a acreditar no empresário, entretanto, e Steve Chabot questionou sua posição. Ele insistiu que o Google estava “escolhendo vencedores e perdedores no discurso político. “Existem muitas pessoas que acham que isso está acontecendo […] eu acredito que esteja acontecendo”.

O caso Donald Trump

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A imagem do presidente aparece na pesquisa pela palavra “idiot”

Ainda assim os republicanos não pareceram satisfeitos com as explicações dadas pelo empresário. Segundo muitos deles, o Google estaria sim escolhendo vencedores e perdedores em um discurso político. Um dos assuntos comentados durante a audiência foi, sem dúvidas, toda a história com o atual presidente dos Estados Unidos.

Há alguns meses alguns ativistas da internet começaram uma campanha para que ao se pesquisar pela palavra “idiot” (idiota) no Google, a imagem do presidente Donald Trump aparecesse nos primeiros resultados. Isso devido ao comportamento de Trump durante um tour pela Europa. Vale lembrar que isso já havia acontecido antes com Bill Clinton, que surgia nos resultados ao se pesquisar a palavra “rapist” (estuprador).

A cereja do bolo

Sundar explicou mais uma vez que cada vez que uma pessoa faz uma busca com uma palavra-chave no buscador, o Google procura entre bilhões de páginas em seu arquivo os melhores resultados que têm a ver com relevância, popularidade, se é algo novo, e como outras pessoas estão usando isso. E baseado nisso, o buscador procura mostrar sempre os melhores resultados.

No geral, o empresário explicou da melhor forma possível que não é alguém sentado atrás de uma cortina selecionando o que o Google vai mostrar. A cereja do bolo ficou por parte de Steve King, um Representante Republicano que questionou Sundar sobre o fato de notícias sobre ele aparecer para a sua filha enquanto ela joga um joguinho em seu iPhone.

Pichai então precisou explicar educadamente que o iPhone é feito por uma empresa diferente da sua.

Fonte: Techly

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