Você sabia que a pulseira usada nos festivais vem da Segunda Guerra Mundial?

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A tecnologia nas pulseiras que funcionam como ingresso começou a ser usada durante a Segunda Guerra Mundial

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A pulseira que vai te colocar dentro do festival chegou. E agora? Antes de tudo: NÃO COLOQUE A PULSEIRA ANTES DA HORA!

Como ela substitui o ingresso de papel, ela é sua única garantia de entrar. Se você colocar bem antes do dia do show, você vai acabar querendo tirá-la e, uma vez arrancada, já era. Pode parecer que essa pulseira só surgiu para complicar mais a vida dos desatentos e ansiosos, mas ela é bem mais do que um adereço que funciona como ingresso.

Esse meio de entrada está cada vez mais sendo usado por produtoras para garantir a entrada das pessoas dentro dos festivais. Por quê? Bom, olha só!

O que é a tal pulseira?

Isso é simples. É uma pulseira como qualquer outra, certo? Errado! Esse pedaço de pano e plástico é feito especialmente para se encaixar no seu pulso, lacrar e permitir que você curta os shows sem se preocupar com que ela caia.

Uma vez colocada, o lacre não pode ser retirado sem que você danifique a pulseira, impedindo sua própria entrada. Por isso, assim que recebê-la em casa ou for retirá-la, NÃO A COLOQUE! Se não, você vai ter que ficar com ela no pulso até o fim dos dias do festival e não é uma das situações mais agradáveis, como algumas pessoas já provaram.

 

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Reprodução

 

Como funciona?

As pulseiras que vão permitir a sua entrada no festival é feita com um sistema chamado de RFID – Radio Frequency IDentification, ou Identificação por Radiofrequência, ou seja, elas funcionam com base nos sinais de rádio que o chip, que está na partezinha de plástico da sua pulseira, emite.
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O chip da pulseira é um tag ou um transpoder, um pequeno objeto que responde aos sinais de rádio enviados por uma base transmissora e passa esses sinais para o leitor, o qual vai convertê-los para informações digitais, possibilitando a leitura para o computador.

Esse tipo de transmissão é considerada passiva, pois os sinais se originam de uma base muito maior e reflete no microchip.

Também existem as ativas, que possuem bateria e podem enviar seu próprio sinal, mas elas são um pouco mais caras do que sua versão mais simples.

Essa tecnologia foi muito trabalhada durante a Segunda Guerra Mundial para a identificação de aviões e e submarinos para assim descobrir se eram inimigos ou aliados.

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Pulseiras sendo usadas na entrada de eventos

 

Quais os benefícios?

Trocar o ingresso de papel por uma pulseira que vai passar todo o tempo com você parece bem prático, mas esse tipo de entrada tem vários pontos positivos que tem feito produtoras se interessarem por ela cada vez mais.

  • Como as pulseiras já são registradas com as informações de quem possui a entrada, esse método permite que as pessoas entrem mais rápido e elimina as filas quase completamente;
  • Não se preocupar em confundir os ingressos dos dias que você irá atender;
  • Ser cashless: você pode recarregar sua pulseira antes de sair de casa e sem a necessidade de levar cartões e dinheiro;
  • Assim como maior facilidade na hora de pagar por comidas e bebidas, sem ter que lidar com os mangos ou outro tipo de dinheiro personalizado usado pelos festivais;
  • Elas não são tão facilmente falsificáveis quanto um ingresso normal, o que permite que você compre sua pulseira em segunda-mão sem ficar tanto com o pé atrás;
  • As pulseiras podem até te deixar conectar com suas redes sociais e compartilhar com seus amigos online a experiência que você vai ter dentro de um festival.
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As pulseiras com RFID facilitam a vida dos usuários

E quais os pontos negativos?

Como tudo que é bom também tem um lado ruim, as pulseiras podem ser um empecilho às vezes, veja por quê:

  • Bem, como a pulseira representa os dias do festival que você vai aderir, isso significa que, se você for em mais de um, você vai ter que passar o final de semana inteiro com seu ingresso no braço. Tomar banho, comer e dormir, tudo só com a sua entrada no pulso;
  • Já foram registrados casos em que as filas ficaram enooooooormes porque pessoas que pensavam que tinham carregado suas pulseiras, na verdade, tiveram seus adereços cashless zerados.

Porém, os pontos positivos continuam se sobressaindo em número.

Quem já aderiu às pulseiras?

Lá fora, festivais gigantes já adaptaram seus ingressos à pulseiras. Coachella, Bonnaroo, Firefly, Tomorrowland, Reading & Leeds e as edições gringas do Lollapalooza aderiram ao modo RFID de entrada desde 2012.

O Brasil entrou tarde na corrida. Em 2015, com a estreia do festival belga de música eletrônica Tomorrowland, as pulseiras também apareceram pela primeira vez em terras brasileiras.

O festival Maximus também entrou na onda e, em sua primeira edição, trocou os ingressos convencionais pelas pulseiras personalizadas com chips em 2016, assim como a primeira edição do Ultra Brasil, que aconteceu no mesmo ano.

Já em 2017, foi a vez do Lollapalooza Brasil estrear as pulseiras, sendo que também irá mantê-las em 2018, para a volta da versão com três dias do festival. Assim como o Rock in Rio, que está começando a usar as pulseiras esse ano para facilitar o acesso das pessoas que vão adentrar o Parque dos Atletas durante o festival criado por Roberto Medina.

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