Queimadas na Amazônia são capturadas por satélites no espaço, mostra NASA

Registro da NASA sobre o aumento das queimadas
Segundo imagens divulgadas pela NASA, as queimadas na Amazônia podem ter número recorde este ano; Governo admite descontrole da situação

Nesta quarta-feira (21), a NASA registrou imagens impressionantes do espaço sobre as queimadas que vêm ocorrendo na Amazônia. As imagens foram capturadas pelo satélite Aqua, que monitora a saúde ambiental do planeta. Segundo a companhia, “o número dos incêndios pode ser um recorde”, o que pode ser visto pela grande nuvem de fumaça que paira sobre a região amazônica.

Queimadas na Amazônia pode ter número recorde

Na Amazônia, os incêndios são raros na maior parte do ano porque o clima úmido impede que eles comecem e se espalhem. No entanto, em julho e agosto, a atividade aumenta devido a chegada da estação seca. Muitas pessoas usam o fogo para manter terras e pastagens cultiváveis ou para limpar a terra para outros fins. Normalmente, há um pico em setembro, e esse período dura até novembro, quando o ar volta a ficar bem úmido.

Imagem de satélite da NASA sobre as queimadas na Amazônia no dia 16 de agosto
Imagem de satélite da NASA sobre as queimadas no dia 16 de agosto.

No dia 16 de agosto de 2019, observações por satélite indicaram que a atividade total de incêndio na bacia amazônica estava ligeiramente abaixo da média em comparação com os últimos 15 anos. Embora a atividade tenha sido acima da média no Amazonas, e em menor escala em Rondônia, ela tem sido abaixo da média no Mato Grosso e Pará, de acordo com o Banco Mundial de Emissões de Incêndio.

Registro da NASA sobre o aumento das queimadas
Registro da NASA de 21 de agosto, mostrando um aumento significativo na fumaça gerada.

O que tornou as coisas mais alarmantes foram atualizações que vieram nos dias posteriores. Uma imagem publicada pela NASA no último dia 21 mostrou um aumento expressivo na camada de fumaça sobre a Amazônia e se espalhando por locais vizinhos. O que pode indicar, segundo a própria agência, um aumento recorde nas queimadas, que coincide com o informado pelos dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

O Programa Queimadas do INPE informou que a Amazônia concentra 52,5% dos focos de queimadas de 2019. O Cerrado aparece em segundo lugar, com 30,1% dos focos de incêndio, seguido pela Mata Atlântica, com 10,9%. Segundo o programa, os incêndios de 2019, registrados entre janeiro e o último dia 19 de agosto, foram 83% maiores em relação ao mesmo período do ano passado.

Queimadas fazem dia virar noite em SP
Imagem do jornalista Alex Silva do Estadão, ás 16 horas do dia 19 de agosto em São Paulo.

Todas essas informações aumentam o volume do debate sobre as políticas de desmatamento e preservação ambiental utilizadas no governo do atual presidente, Jair Bolsonaro. O Twitter tem sido o palco principal desse debate, sendo um dos assuntos mais comentados na rede social em todo o mundo com a hashtag #PrayForAmazonas.

Céu de São Paulo escurece devido às queimadas

Esse aumento de fumaça gerado pelas queimadas tem gerado uma repercussão acalorada na internet, principalmente após o dia 19, quando muitas pessoas notaram nuvens negras no céu de São Paulo e em cidades da região Centro Oeste. As nuvens estavam tão escuras que muita gente fez imagens registrando a “noite” na cidade ás 16 horas, algo no mínimo curioso.

Sua cidade também “anoiteceu” mais cedo? Deixe nos comentários abaixo sua opinião.

Fonte: Global Fire Data, NASA, INPE

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