Ryzen 5 5600g análise

REVIEW: Ryzen 5 5600G é um belo custo x benefício na crise

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Ryzen 5 5600G aposta numa boa relação de performance e preço, principalmente num momento de crise como “quebra-galho”

Recentemente a AMD lançou o Ryzen 5 5600G, o processador com gráficos integrados para desktops com a nova arquitetura Zen 3. Por se tratar de uma APU, esse componente é integrado com um chip gráfico baseado em Vega 7, e se mostra uma interessante opção de custo x benefício tanto com uma placa de vídeo dedicada quanto com uma integrada.

O Showmetech recebeu o Ryzen 5 5600G gentilmente pela AMD, e após usar esse processador nos últimos dias, trazemos a análise completa do modelo.

O Ryzen 5 5600G

Na hora de falar de um processador não tem muita firula, afinal de contas, não há muito o que mostrar além da caixa e do cooler. Logo, já seremos bem diretos nesse texto. O Ryzen 5 5600G vem com o famoso e remodelado AMD Wraith, o simpático cooler box da AMD, feito como um “quebra-galho”.

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Cooler box Wraith (foto/Felipe Vidal)

Aliás, em nossos testes — que trataremos nos próximos parágrafos — não utilizamos o Wraith, mas sim um modelo muito parecido, porém, da Cooler Master: o T2. No fim das contas a diferença é bem imperceptível. O cooler box, como o nome sugere, chega apenas para acompanhar o processador caso o usuário não tenha um cooler, seja seu primeiro PC, etc. Além disso, por ser um processador intermediário, o Ryzen 5 5600G não esquenta tanto.

O processador é aquilo: a camada de metal por cima com seu nome estampado e os pinhos amarelos na parte de trás. É simples, mas a simplicidade está nesses detalhes que nos fazem gostar desse mundo do hardware de computador.

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Pinos do Ryzen 5 5600G (foto/Felipe Vidal)

O chip

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Configurações do CPU-Z (print/Felipe Vidal)

Agora sim, partindo para o que interessa, o Ryzen 5 5600G é um processador com gráficos integrados de 6 núcleos e 12 threads, clock base de 3.9 Ghz e boost para até 4.4 Ghz. Sua fabricação foi feita na litografia de 7 nm FinFET, sem grandes alterações, e mantém o soquete AM4. Dessa forma, é compatível com as placas-mãe desenvolvidas originalmente para os Ryzen 3000, por exemplo, bastando apenas fazer uma atualização de BIOS.

Já com a placa de vídeo integrada há uma Vega 7 com frequência de até 1900 MHz que foi bem surpreendente nos testes. Em geral, já posso adiantar que o Ryzen 5 5600G sobra em tarefas cotidianas, multitarefas, etc. Nos games ele se sai muito bem, mas para jogar com o vídeo integrado, fique ligado, use 16 GB de memória RAM em dual channel para aprimorar a estabilidade do sistema e evitar engasgos e travadinhas.

Bancada de testes

Antes de começar nossos testes em benchmarks sintéticos e em games, o Ryzen 5 5600G foi testado numa bancada com placa-mãe Gigabyte Aorus B550I Pro AX, 16 GB de RAM (2×8) a 2666 MHz, SSD de 1 TB Imation, fonte de 600W Corsair e uma NVIDIA RTX 3060 da EVGA.

Benchmarks sintéticos

Fire Strike Ultra

3DMARK é uma das principais ferramentas para a realização de testes sintéticos e tangenciar a capacidade do Ryzen 5 5600G. O primeiro teste foi com o Fire Strike Ultra, criado para a testagem de GPUs e CPUs poderosas com benchmark de tesselação pesada, iluminação volumétrica, simulações de fumaça, iluminação de partículas dinâmicas, física para a CPU e pós-processamento; totalizando 5033 pontos.

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Benchmark Fire Strike Ultra (print/Felipe Vidal)

CPU Profile

Nosso segundo teste é com o CPU Profile, um benchmark que realiza vários testes utilizando os diferentes números de núcleos e threads do processador. Ao total são realizados 6 testes com todas as threads, 16 threads, 8 threads, 4 e 2 threads e, por fim, apenas 1 thread, utilizando a mesma métrica para todas; culminando em diferentes pontuações para cada teste, como observamos abaixo:

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Benchmark CPU Profile (print/Felipe Vidal)

Cinebench

Os testes do CINEBENCH servem para colocar o processador e placa de vídeo em carga máxima na renderização de cenários e cenas complexas. Os testes colocam os 6 núcleos do processador e, posteriormente, apenas um núcleo principal para renderizar uma cena realista com anti-serrilhado, reflexões, iluminação, sombras e diversos outros efeitos que compõem cerca de 2000 objetos.

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Benchmark Cinebench (print/Felipe Vidal)

Blender

Por fim, o Blender é uma ferramenta de código aberto utilizado para modelagem, animação, texturização, composição e renderização de vídeo. Neste teste utilizamos a demo BMW para render.

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Benchmark Blender (print/Felipe Vidal)

Testes em games com placa dedicada

Antes de começarmos, precisamos salientar alguns pontos. Como a análise deste texto é observar o comportamento do processador, a ideia principal é deixar a placa de vídeo mais confortável possível para fazer altos números de quadros. Dessa maneira a CPU terá mais trabalho, principalmente quando em resoluções menores. Assim, em muitos casos, usamos qualidade média ou baixa, pois o objeto é ver até onde o processador aguenta.

No mundo dos PCs dizemos que o importante é deixar a placa de vídeo sempre a 99% de sua capacidade de uso, pois o componente estará entregando todo seu desempenho. Nos processadores é o inverso: quanto menor for sua % de uso, melhor é o desempenho. Então, se nossa placa está sendo completamente utilizada, o gargalo do sistema vira a CPU, e conseguimos saber quão longe essa peça pode chegar.

Metro Exodus Enhanced Edition

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Performance em Metro Exodus (print/Felipe Vidal)

Metro Exodus Enhanced Edition é uma versão que utiliza apenas Ray Tracing na composição de sua iluminação global. Em Full HD e qualidade média, com Ray Tracing normal e DLSS no modo desempenho, o gameplay fica com média de 90 frames, enquanto o processador se mantém entre 35 a 50% de uso. A placa de vídeo não conseguiu alcançar os 100%.

Já em Quad HD com qualidade baixa, Ray Tracing normal e DLSS no modo desempenho, a jogabilidade sobe para a casa dos 104 quadros em média, porém, o Ryzen 5 5600G continua usando menos de 50%, enquanto a RTX 3060 já começa a ficar próxima de 93% de uso.

Por fim, jogando em 4K em qualidade baixa e mesmas configurações de RT e DLSS, temos algo instável entre 54 a 90 frames — sim, a margem é alta. A placa de vídeo finalmente entrega seu máximo, mas o processador continua na mesma. Logo, Metro Exodus deu trabalho para a 3060, enquanto o Ryzen 5 5600G encarou bem o desafio. Na dúvida, jogue com DLSS ligado e trave os quadros a 60 frames para ter a melhor experiência.

Fortnite

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Gameplay em Fortnite (print/Felipe Vidal)

Em seguida foi a vez de Fortnite. O sucesso da Epic roda numa faixa de 180 quadros no médio, Full HD, sem Ray Tracing e DLSS no modo desempenho. O Ryzen 5 5600G fica em cerca de 46% de carga, e a RTX 3060 oscila.

Com resolução Quad HD, sem RT, texturas no médio e DLSS desempenho, a jogabilidade fica ótima a quase 200 quadros, usando menos de 40% do processador e puxando bastante da RTX 3060.

Em 4K, no médio, sem Ray Tracing e DLSS no desempenho, o gameplay surpreende com média de 96 frames; a RTX 3060 figura em seus 99%, enquanto nosso Ryzen nem faz esforço, ficando com apenas 33% de carga de uso. Aqui, acho que vale investir no Quad HD num balanço entre médio e alto dependendo da taxa de atualização do seu monitor.

Control

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Jogabilidade em Control (print/Felipe Vidal)

Em Control as coisas foram diferentes. Nosso gameplay em Full HD ficou em qualidade máxima, Ray Tracing no alta e DLSS renderizando em HD, para dar aquele gás na RTX 3060. Dito e feito, a placa estabilizou em 99%, enquanto o processador ficou folgado a menos de 41% de uso, num gameplay pouco maior que 60 quadros, mas muito estável.

Já em Quad HD as coisas também ficaram boas. Usando um preset médio, sem Ray Tracing ou DLSS, nossa 3060 ficou em 99% e o Ryzen 5 5600G não fez força com seus 30% de carga. O gameplay ficou bem tranquilo na casa dos 58 frames.

Em 4K no baixo, sem Ray Tracing ou DLSS, o Ryzen nem chega a fazer 25% de uso direito, mas ai o gameplay encosta na média de 44 frames, pois começamos a exigir demais da nossa placa. Porém, talvez colocar no médio, com DLSS renderizando em Full HD e travar os quadros seja uma boa pedida.

Resident Evil Village

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Resident Evil Village em Full HD (print/Felipe Vidal)

Resident Evil Village também integra nossa bateria de testes. O game da Capcom roda a mais de 150 frames mesmo com tudo no ultra, Full HD, sem RT ou FidelityFX. Nossa placa fica em 98%, enquanto o Ryzen 5 5600G chega a pegar 50% de carga.

Na resolução Quad HD, no médio, sem RT ou FidelityFX, o cenário é uma jogabilidade maior do que 110 quadros, com o Ryzen 5 5600G fazendo de 38 a 54% de uso e a placa de vídeo dando seu máximo.

Em 4K e qualidade baixa, o Ryzen não ultrapassa 30% de uso, e fica bem estável. A jogabilidade total fica na casa dos 67 fps em média.

Warzone

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Warzone no Ryzen 5 5600G (print/Felipe Vidal)

Por fim, fechando nossa bateria de testes com uma placa dedicada, Warzone roda em Full HD, no baixo, com DLSS desativado, a cerca de 110 frames, enquanto o Ryzen 5 5600G oscila até 60% de uso em determinados momentos.

Testes em Quad HD ou 4K não foram feitos em decorrência de problemas na otimização do jogo. Sendo sincero, jogue Warzone no Full HD, você não estará perdendo nada.

Testes em games com placa integrada

A seguir, fizemos testes apenas com a Vega 7, a placa gráfica integrada do nosso Tyzen 5 5600G. Nesses testes não utilizamos modo de captura interna para não impactar na performance. Assim, as imagens a seguir foram filmadas pela própria câmera do celular, para ser justo com nossa APU.

Para método comparativo, os testes foram realizados em qualidade média e/ou baixo, utilizando a resolução HD como padrão.

Rocket League

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Gameplay de Rocket League (foto/Felipe Vidal)

Rocket League abre nossa nova bateria de testes. O game roda muito bem no modo qualidade em resolução HD entre 90 até 130 quadros. Arrisco até a dizer que rodaria sem dificuldades em Full HD.

CS:GO

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CSGO no Ryzen 5 5600G (foto/Felipe Vidal)

CS:GO é outro game que rodou muito bem em qualidade média, ficando até bem bonito, e resolução HD a mais de 80 quadros por segundo. Acho que valeria até investir numa configuração em 900p ou Full HD.

Warzone

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Jogabilidade de COD:Warzone (foto/Felipe Vidal)

Warzone é a grande surpresa desses testes. O pesado título roda no baixo em resolução HD numa boa faixa de 55 a 62 frames. O gameplay foi surpreendentemente fluido, e ainda dá para aumentar a resolução para 900p, caindo para casa dos 40 quadros. Um ótimo resultado.

Fortnite

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Fortnite rodando na Vega 7 (foto/Felipe Vidal)

Por fim, Fortnite não decepciona. O game da Epic fica estável entre 70 e 90 frames sem problemas na qualidade média em HD. A melhor opção, no entanto, é ativar a sincronia vertical para ter ainda mais estabilidade.

Conclusão

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Case do processador (foto/Felipe Vidal)

Finalmente chegamos naquele momento decisivo. Será que vale a pena investir no Ryzen 5 5600G?Primeiramente, vamos ao preço: encontramos o modelo por R$ 1.689 na Pichau ou por R$ 1.734 na Amazon. Logo, falaremos da concorrência. Do próprio lado da AMD há o seu irmão, o Ryzen 5 5600X, que tem performance levemente melhor — uns poucos frames.

Falando como uma APU, ou seja, usando esse processador para com os gráficos integrados, posso dizer com facilidade que dificilmente você encontrará um competidor a altura dessa CPU. Nesse sentido, o Ryzen 5 5600G é uma aposta certíssima, ainda mais nesse momento onde as placas mais básicas estão batendo quase 2 mil. Uma excelente opção é comprar esse modelo, levar os gráficos integrados e adquirir uma GPU dedicada depois.

Por outro lado, se você planeja ter um processador e usar com placa de vídeo dedicada, mesmo que este tenha gráficos integrados para ter aquela segurança a mais, ele ainda é muito bom. Porém, fica com o Intel Core i5 11600K como grande antagonista.

Dentre as duas situações, não há muito por onde correr: o Ryzen 5 5600G é um bom processador intermediário para aguentar jogos leves com a Vega 7, e um ótimo processador para acompanhar sua GPU em Full HD, Quad HD ou 4K. A AMD mostra novamente seu poderio, e manda bem demais com esse modelo.

Ficha técnica

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Ficha técnica e especificações da CPU (reprodução/AMD Brasil)
MarcaAMD
ModeloRyzen 5 5600G
Nº de núcleos de CPU6
Nº de threads12
Litografia7 nm FinFET
Clock base3.9 Ghz
Clock (boost)até 4.4 Ghz
TDP65W
Desbloqueado? Sim
SoqueteAM4
Cache L23MB
Cache L316 MB
Cooler BoxWraith Stealth
Gráfico integradoVega 7
Frequência gráfica1900 MHz
Compatibilidade de memóriaDDR4
PreçoR$ 1.689

Veja também

E aí, o que achou do Ryzen 5 5600G? Dá uma olhada no review de outro grande lançamento da AMD: A RX 6600 XT, placa com ótimas especificações para rodar games em Full HD no ultra.

Veredito e nota

Veredito e nota
8 10 0 1
O Ryzen 5 5600G se mostra uma ótima opção em meio à crise dos chips, servindo tanto para um desktop de orçamento mais limitado quanto para um PC Gamer parrudo e placa dedicada
O Ryzen 5 5600G se mostra uma ótima opção em meio à crise dos chips, servindo tanto para um desktop de orçamento mais limitado quanto para um PC Gamer parrudo e placa dedicada
8/10
Total Score
  • Desempenho
    8/10 Ótimo

Prós

  • Bom desempenho
  • Placa gráfica bem satisfatória
  • Não aquece tanto
  • Cooler box incluso
  • Ótimo custo benefício

Contras

  • Performance inferior ao do Ryzen 5 5600X

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