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Lançado em julho de 2025, o Galaxy Z Fold7 chega com a proposta de ser mais leve e mais fino, além de melhorar o jogo de câmeras que era usado desde a quarta geração do dobrável da Samsung. O modelo aproveita as novidades do Galaxy AI e coloca um padrão interessante para a indústria, mesmo que com algumas melhorias pendentes. Veja nossa análise:
Design

Além das câmeras terem passado por uma grande reformulação em comparação com a geração passada, o design é outro ponto importante. O Galaxy Z Fold7 chega com peso de 215 gramas, redução de 24 gramas em relação ao Galaxy Z Fold6, que pesava 239 gramas.
O atual dobrável da Samsung estilo livro está mais fino quando aberto por inteiro, agora com espessura de 4,2 mm contra os 5,6 mm do modelo de 2024. Isso se traduz em um uso mais confortável no dia a dia, com o conforto sendo colocado em primeiro lugar sem precisar descartar o estilo e elegância.

Falando em estilo, não tem como negar que o aparelho é lindo e por onde você levá-lo, ele chama atenção. A Samsung diminuiu as opções de cores, mas todas são bem estilosas: é possível comprar o aparelho nas cores Azul e Preto e também em Verde-Menta, caso faça a compra online na Samsung.com.

A durabilidade também está melhor. A Samsung deu uma boa caprichada na construção na hora de passar do Galaxy Z Fold6 para o Galaxy Z Fold7, focando em deixar o celular bem mais durão, mas ao mesmo tempo mais fino e leve. Para começar, a tela de fora ganhou um vidro novo com uma pegada de cerâmica.

Na prática, isso significa que ela está bem mais difícil de riscar no bolso ou quebrar numa queda boba do dia a dia. Já a carcaça de alumínio em volta do aparelho também recebeu um “upgrade” e ficou parecendo uma armadura mais resistente do que a da geração anterior.

Quando a gente abre o celular, as melhorias continuam. A Samsung colocou uma chapa de titânio, que é um metal super forte e leve, escondida bem debaixo da tela grande para dar mais firmeza e proteger contra pancadas.
Falando nessa tela de dentro, aquele vidro flexível ficou mais grosso. Isso é ótimo não só para deixar o painel mais resistente a apertões, mas também porque ajuda muito a disfarçar aquele vinco chato que fica bem no meio, onde o aparelho dobra.

Por fim, a dobradiça também foi aprimorada. Eles usaram um design novo e materiais mais firmes para garantir que o mecanismo aguente o tranco de abrir e fechar toda hora sem forçar a tela ou desgastar as peças. O mais legal de tudo isso é que, mesmo usando materiais mais fortes e vidros melhores, a marca conseguiu fazer o Fold7 ficar ainda mais leve e bem mais fininho que o Fold6.
Tela externa

Um apontamento que fizemos no review do Galaxy Z Fold6 é que sua tela externa focada em entregar a experiência de “smartphone normal” é que ela era muito pequena, o que deixava as informações um tanto achatadas.

A Samsung parece ter ouvido as preces dos usuários e fez uma pequena mudança de 0,2 polegada, com o modelo tendo uma tela externa de 6,5″ contra 6,3″ do modelo de 2024. O pico de brilho permanece o mesmo de 2.600 nits do modelo de 2024, o que colabora para um bom uso ao ar livre e em dias ensolarados.

Aplicativos em modo escuro ainda entregam aquele aspecto da tela se tornar um espelho, até porque não temos uma camada antirreflexo em nenhuma tela por aqui. Então diria que, quando estiver usando um Galaxy Z Fold7 ao ar livre, a melhor coisa a se fazer é optar pelo modo claro.
A resolução da tela, com o aumento de tamanho, também subiu: agora ela passa a ser FHD+ (1080 x 2520 pixels), com a mesma taxa de atualização dinâmica de 1Hz a 120Hz, que ajuda na economia de energia ao selecionar o nível conforme o que estiver na tela. Fator interessante que a Samsung traz há uns anos e é bom de se manter.

A tela externa do Galaxy Z Fold7 ganhou um leve aprimoramento que a sexta geração precisava e agora está em sua melhor versão. É possível jogar, ver vídeos nas redes socias, assistir a filmes e séries com a mesma experiência que usamos smartphones com apenas uma tela.

O destaque fica para o bom pico de brilho, que finalmente permite um uso ainda melhor do aparelho em locais com muita iluminação natural. No mais, eu ainda sinto falta de ver um dobrável com camada antirreflexo na tela externa, mas este é um desejo que fica para a próxima geração. Mesmo sem isso, a Samsung acertou bastante na hora de desenvolver esta parte externa do Galaxy Z Fold7.
Tela interna

A Samsung implementou mudanças importantes na tela interna do Galaxy Z Fold7 em relação à geração anterior, focando bastante em reforçar a durabilidade e expandir o tamanho do painel dobrável. A primeira grande diferença física visível está nas dimensões do display, que saltou das 7,6 polegadas no Fold6 para impressionantes 8,0 polegadas no Fold7.

Essa mudança acompanha a nova camada de vidro ultrafino (UTG), que ficou cerca de 50% mais espessa do que a encontrada no modelo passado. Isso confere à tela uma resistência muito maior contra toques bruscos e impactos do dia a dia.
Além disso, foi adicionada uma placa de suporte feita de titânio por baixo do display flexível, atuando como um reforço extra para dar mais rigidez ao conjunto, trabalhando aliada ao novo sistema de trilhos da dobradiça.

Passando para a experiência de uso real e a opinião prática, essas mudanças entregam um painel muito mais maduro e produtivo. O ganho de espaço para as 8,0 polegadas permite ver ainda mais coisas de uma só vez, o que se alinha perfeitamente com a excelente adaptação de software da Samsung para seus aparelhos dobráveis.

Essa integração entrega uma experiência de uso ainda melhor, facilitando recursos como o modo multitela, onde você pode rodar dois aplicativos diferentes, simultaneamente com total fluidez e conforto, como se fosse um tablet, mas que cabe dobrado no bolso.

Em relação à iluminação, a tela mantém o mesmo pico de brilho de 2.600 nits da geração passada. No entanto, a otimização do display faz com que a visualização geral esteja ainda melhor, garantindo uma clareza excelente sob luz forte. Já sobre o famoso vinco central, a evolução é nítida: a marca está consideravelmente reduzida e bem menos aparente do que no Fold6.

Apesar desse avanço, o vinco ainda não desapareceu por completo. Dependendo do ângulo e, principalmente, ao usar o aparelho ao ar livre com a luz do sol batendo diretamente na tela, ainda é possível notar a dobra no meio do painel de vez em quando. Não chega a ser um grande problema e um tempo depois de usar o aparelho diariamente, ele passa batido.
Processador

O processador Snapdragon 8 Elite For Galaxy (também presente no Galaxy S25 Ultra) chega com fôlego de sobra para rodar todos os recursos do aparelho, além de oferecer suporte a Ray Tracing em jogos AAA.
Em comparação ao Snapdragon 8 Elite tradicional presente em smartphones de outras marcas, esta versão personalizada da Samsung entrega 41% de ganho para a NPU, 38% para a CPU e 26% para a GPU. Sendo um dos chips mais potentes do mercado atual, a Samsung tira o máximo proveito dele para a multitarefa.

Rodar dois aplicativos ao mesmo tempo é ótimo, mas o que realmente impressiona é a ausência total de engasgos. Isso é mérito dos 12 GB de memória RAM do modelo que recebemos, aliado a um excelente gerenciamento térmico garantido pela câmara de vapor maior. É claro que em jogos mais exigentes, como Asphalt ou Destiny Rising, o aparelho vai esquentar mais, mas não é nada que impeça a jogatina por horas a fio.

Durante nossos testes, a gravação de vídeos em 4K foi a tarefa que mais elevou a temperatura, concentrando o calor na área das câmeras. Mesmo assim, vale ressaltar que o smartphone não travou ou perdeu desempenho em nenhum momento. A Samsung conseguiu consolidar uma premissa importante: um celular elegante e com design refinado não precisa abrir mão de potência e fluidez no dia a dia.
Como a Samsung ainda navega praticamente sozinha no mercado brasileiro de dobráveis em formato de livro, a comparação mais justa é com o seu antecessor. Houve um salto de 30% em performance entre as gerações, com o Galaxy Z Fold6 marcando 2.252 pontos contra 2.948 do Z Fold7 (em testes do Geekbench). Esse cenário, no entanto, deve ficar mais movimentado com a previsão de lançamento do Motorola RAZR Fold no segundo semestre, mas isso é assunto para um futuro comparativo.
Sistema e interface

O Galaxy Z Fold7 saiu da caixa rodando o Android 16 de fábrica via One UI 8.0, sendo o modelo pioneiro da Samsung a estrear essa versão do sistema do Google na época de seu lançamento. Para quem enxerga o dispositivo como um investimento a longo prazo, a excelente notícia é o suporte prolongado da marca, que garante até 7 anos de atualizações. Na prática, isso significa que a vida útil de software do aparelho está garantida até o futuro Android 22.
Para os usuários que já estão acostumados com o ecossistema da Samsung, a curva de aprendizado é zero, pois a interface mantém toda a identidade visual consagrada da marca. No entanto, a experiência ganha outra proporção graças às modificações feitas especialmente para a usabilidade multitelas. Quando o smartphone está aberto, o software brilha ao entregar uma navegação muito mais produtiva e adaptada ao formato de tablet.
A grande vantagem dessa interface otimizada é a excelente visualização das informações e a fluidez na navegação, pensada para reduzir a quantidade de cliques. O sistema foi desenhado para que você possa acessar recursos sem precisar ficar mudando de página o tempo todo.

Um exemplo prático disso ocorre ao acessar o menu de conexões: com um simples toque, o aparelho exibe uma lista com todas as opções e redes disponíveis ali mesmo, de forma sobreposta. Essa capacidade de visualizar e interagir com menus sem precisar atualizar ou sair da tela atual deixa o uso no dia a dia muito mais dinâmico e ágil.
O Modo DeX continua sendo o grande trunfo de produtividade da Samsung, e a evolução do Galaxy Z Fold6 para o Z Fold7 focou puramente em desempenho. Visualmente a interface é a mesma, mas graças ao poder do novo processador Snapdragon 8 Elite For Galaxy, a transição para o modo desktop (com ou sem fio) agora é praticamente instantânea, eliminando os pequenos engasgos iniciais da geração anterior. Ele pode ser conectado à sua smart TV ou outra qualquer tela com suporte para conexão sem fio.

A maior diferença prática está na estabilidade da conexão. Com o suporte ao Wi-Fi 7, o atraso (delay) ao espelhar a tela via Wireless DeX em monitores ou Smart TVs foi reduzido a quase zero. Manipular múltiplas janelas, redimensionar aplicativos pesados e usar o celular como touchpad ficou muito mais fluido e responsivo, consolidando ainda mais o dobrável como uma ferramenta capaz de substituir o notebook no trabalho.
Um aplicativo que passou por um soft redesign foi o Samsung Reminder, que agora exibe seis blocos como prioridade em vez de uma lista com diversos itens. Ficou mais fácil visualizar as categorias: Hoje, Agendado, Importante, Local, Nenhum Alerta e Concluídos. E o mais interessante é que é possível cadastrar lembretes apenas com comandos de voz.

Com isso, ficam de fora apenas as opções “Todos” e “Lixeira”, que eram encontradas no finado menu auxiliar esquerdo. A janela de adicionar lembretes também foi redesenhada, ganhando um visual que lembra a barra de Configurações da One UI 7.

Ainda é um aplicativo que exige um certo esforço para criar o hábito de uso, mas é uma ferramenta interessante para quem não quer deixar nada passar no dia a dia, aproveitando o painel interno como uma verdadeira lousa de anotações.
Galaxy AI

Aqui, não tem como fugir: a Galaxy AI é a plataforma de inteligência artificial mais completa para o mercado de smartphones, e a Samsung aproveita isso muito bem em seu dobrável. Ferramentas consolidadas, como o apagador de objetos, seguem disponíveis para apagador de objetos /instrusos em fotos, assim como a criação de imagens geradas pelo Portrait Studio.


A Samsung prometeu que o Now Brief — sua central de informações que deveria atuar como um assistente pessoal realmente útil — estaria melhor na época do lançamento do Galaxy Z Fold7. Contudo, ele ainda pode passar despercebido por alguns usuários. Ainda está melhor do que vimos no ano passado, como por exemplo a integração direta com Gemini, mas… falta alguma coisa aqui, talvez se o Now Brief pegasse dados de uso e desse soluções práticas sobre como chegar direto a um compromisso, ele seria mais útil.

O recurso carece de novidades focadas no uso do dia a dia, funcionando, muitas vezes, apenas como um mural que repete informações que você já sabe. Quem sabe ele ganhe mais utilidade com a chegada da One UI 9.
Mas o que mais gostei foi o recurso de edição lado a lado. A exibição do original permite que você compare, em tempo real, as imagens brutas e as versões editadas. Isso torna muito mais fácil decidir o que modificar e o que manter em suas fotos. Dessa forma, aproveitando a tela maior, você pode editar fotos e até vídeos pelo aplicativo da Samsung como se estivesse usando um tablet tradicional, mas que na verdade é um smartphone.

No geral, as novidades do Galaxy AI para o Z Fold7 parecem uma atualização mais básica. Tenho certeza de que o aparelho vai se mostrar ainda mais útil ao ganhar novos recursos quando receber as interfaces One UI 8.5 e 9 forem lançadas, mas não tem como negar que a Samsung está anos-luz à frente de outras empresas quando o assunto é inteligência artificial, ainda mais para smartphones dobráveis.
É o que falo em todo review de smartphones que tem a IA como destaque: se a tecnologia não for para realmente ajudar o usuário, não faz sentido disponibilizá-la. Por mais que a Samsung ainda tropece ao colocar funções de pouca utilidade prática, as ferramentas mais essenciais — e muito bem adaptadas para o formato dobrável — continuam presentes e funcionais. E é isso que importa no final do dia.
Memória e armazenamento

A Samsung lançou o Galaxy Z Fold em variantes de 256 GB, 512 GB e 1 TB e até 16 GB de RAM na versão com mais armazenamento interno ou 12 GB nas duas primeiras. O carregamento de arquivos e início do sistema acontece em menos de 30 segundos e sem erros por conta do tipo UFS 4.1, com o aparelho se tornando uma extensão de seu computador, gravando bons momentos.
Conectividade

Em termos de conectividade sem fios, o modelo tem suporte para o mais recente padrão de conexão de internet, o Wi-Fi 7, e também redes 5G, Bluetooth 5.4, GPS e NFC para pagamentos por aproximação. E é possível colocar até 2 SIMs físicos e eSIM, sem mudanças em relação às gerações anteriores. A entrada física continua sendo a USB-C, que serve para recarregar a bateria, conectar dongles de microfones sem fio.
Áudio

O som do Galaxy Z Fold7 tenta se destacar com o apoio do processamento de IA, mas pode passar batido por 90% dos usuários em momentos que estamos usando os alto-falantes. Localizados na parte de cima e debaixo na tela externa, o som consegue ser reproduzido sem problemas e mesmo com tons mais agudos, não temos distorções.
A Samsung destaca o suporte para o Dolby Atmos ao modelo, que quando está ativado apenas com os alto-falantes, coloca um filtro digital que potencializa as vozes e sintetizadores, mas tudo fica bastante artificial e pode mexer na qualidade original do arquivo.
Com isso, manter o equalizador no modo “Equilibrado” é o melhor a se fazer na hora de usar os alto-falantes do smartphone. O áudio do Galaxy Z Fold7 não é ruim, mas também não impressiona ao ter super alto-falantes que irão impressionar entusiastas.
Bateria e carregamento

Chegamos ao calcanhar de Aquiles dos dobráveis da marca. Há quatro gerações, a Samsung não altera nem a tecnologia (ainda temos lítio em vez de silício-carbono) nem a capacidade de 4.400 mAh de sua linha em formato de livro. É claro que a atualização do processador é importante e a eficiência energética de chips mais modernos deve ser levada em conta, mas o Galaxy Z Fold7 está longe de ser um campeão de autonomia.
Na prática, o tempo de uso é praticamente o mesmo do Galaxy Z Fold6. O aparelho ainda vai precisar ir para a tomada ao menos uma vez por dia. E, se você for rodar jogos ou aplicativos que exigem maior processamento, é melhor ter o carregador na mochila. Ao jogar Asphalt 9 por duas horas, a bateria caiu de 100% para 60%.
Na gravação de vídeo em 4K, percebi que essa também é uma atividade que drena bastante energia, especialmente porque o painel interno, a tela externa e as câmeras precisam operar simultaneamente. O smartphone perdeu 40% de carga durante uma hora de filmagem.
O suporte para carregamento com fio também já está ultrapassado para um modelo premium dessa categoria e faixa de preço: ele ainda recarrega a no máximo 25W (com a fonte enviada na caixa), suporta 10W sem fio e apenas 5W via carregamento reverso. O tempo total na tomada para ir de 0% a 100% é de 1 hora e 22 minutos.
O que mais chama a atenção nisso tudo é olhar para a concorrência. O OPPO Find N5, um dos rivais no mercado internacional, oferece uma bateria de 5.600 mAh e carregamento rápido de 80W. Já o Motorola RAZR Fold eleva a barra com 6.000 mAh e a mesma velocidade de recarga da OPPO. Ou seja, a tecnologia para mudar existe, a Samsung só precisa adotá-la. 45W é o mínimo, enquanto 60W seria o ideal aqui.
Fica então o nosso maior desejo para o Galaxy Z Fold8: que a fabricante realmente expanda a capacidade energética e adote um carregamento mais veloz em um hardware que tem tudo para brilhar. O potencial é enorme, mas é fundamental que a Samsung saia da zona de conforto pela falta de concorrência direta no Brasil e comece a olhar para o que as rivais estão entregando lá fora.
Câmeras traseiras

Finalmente, a Samsung ouviu os usuários e trouxe o tão aguardado upgrade para o conjunto fotográfico. Durante anos, quem optava por investir em um smartphone dobrável precisava aceitar um certo sacrifício: abrir mão das melhores lentes da marca em troca da inovação da tela flexível. Com o Galaxy Z Fold7, essa realidade muda, e presenciamos um salto interessante que coloca o aparelho de volta na briga dos pesos-pesados da fotografia.

O novo conjunto traseiro agora é encabeçado por um poderoso sensor principal de 200 MP, acompanhado de uma lente ultrawide de 12 MP e uma telefoto de 10 MP com zoom óptico de 3x. O processamento de imagem e a correção de cores também receberam reforços de peso através de algoritmos avançados da marca.

O software atua nestas frentes principais:
- Nightography: Otimiza drasticamente as fotos e vídeos noturnos, reduzindo o ruído digital e capturando muito mais luz e detalhes em cenários escuros.
- ProScaler: Utiliza inteligência artificial para corrigir cores, melhorar texturas e transformar capturas de baixa resolução em imagens nítidas e bem definidas.
No quesito vídeo, o smartphone entrega uma qualidade excepcional. Com o módulo traseiro, é possível gravar em resolução 8K a 30 FPS ou em 4K a 60 FPS, garantindo imagens com altíssimo nível de detalhes e excelente estabilização.
E aqui entra o grande trunfo: a versatilidade fotográfica que só um dobrável tem. Você pode usar essas poderosas câmeras traseiras para tirar selfies ou gravar vlogs, utilizando a tela externa como visor para garantir sempre o enquadramento perfeito com a melhor lente do aparelho. Veja algumas fotos:
Para fechar, é preciso alinhar as expectativas: o Galaxy Z Fold7 ainda não supera a excelência fotográfica do Galaxy S25 Ultra. No entanto, o dobrável chega muito próximo desse patamar. Ele se mostra um celular extremamente competente e confiável, entregando resultados fantásticos de foto e vídeo em qualquer condição de luz. As fotos com as câmeras traseiras saem bem e com ótima qualidade para as redes sociais:
Com o uso do Expert RAW, disponível exclusivamente na Galaxy Store, é possível desbloquear configurações manuais que permitem melhor uso das câmeras traseiras, como exposição, controle de foco e mais. Destaco o modo de abertura virtual, que por agora tem suporte apenas para a lente de 12 MP, mas consegue realizar um bom desfoque sem exigir muito conhecimento do usuário.
Câmeras frontais

Outra mudança crucial e muito bem-vinda ocorreu na tela interna: a câmera deixou de ser escondida sob o display. Ao abandonar essa tecnologia, que antes resultava em imagens opacas e sem definição, a Samsung adotou um sensor tradicional de 10 MP (deixando o sensor de 4 MP da geração passada) no painel maior, evitando erros na captação de luz e entregando selfies e videochamadas infinitamente mais nítidas.

Já no display externo, a fabricante optou por manter o sensor de 10 MP da geração passada. Mesmo não tendo sofrido alterações de hardware, ela segue entregando a experiência confiável que vemos nas câmeras frontais dos smartphones tradicionais, com cliques rápidos ricos em detalhes e a capacidade de gravar vídeos em alta resolução (4K a 60 FPS), o que é ideal para o uso diário e para abastecer as redes sociais.
A Samsung também finalmente deixou de aplicar aquele efeito de lavagem de pele que deixava pessoas mais retintas com um tom de pele mais branco quando o modo retrato está ativado em ambas as lentes. Veja algumas selfies:
O modo estúdio acabou sendo meu preferido, entregando uma qualidade interessante sem a necessidade de muitas alterações nos modos. E, caso prefira, você também pode alterar o tipo de desfoque de fundo na galeria, para algo em preto e branco, estilo e mais.
Preço e disponibilidade

O Galaxy Z Fold7 foi lançado no Brasil em julho de 2025 com o preço oficial sugerido a partir de R$ 14.599. Cerca de nove meses após o lançamento pode ser encontrado na casa dos R$ 9 mil, veja as opções:
| Mercado Livre | 512 GB + 12 GB: R$ 10.799 1 TB + 16 GB: R$ 9.162,62 |
| Magazine Luiza | 512 GB + 12 GB: R$ 9.449,10 1 TB + 16 GB: R$ 11.011,50 |
| Amazon | 512 GB + 12 GB: R$ 8.998 1 TB + 16 GB: R$ 12.799 |
Durante o fechamento deste review, o aparelho dobrável não tinha concorrentes da mesma categoria no Brasil. Uma opção que deve mexer neste mercado é o Motorola RAZR FOLD, que tem previsão de ser lançado em alguma parte do segundo semestre deste ano. Vamos aguardar.
Conclusão

O Galaxy Z Fold7 chega ao mercado como um grande acerto da Samsung e se consolida como um excelente investimento a longo prazo. A fabricante finalmente atendeu a um pedido que ecoava entre os usuários há anos: melhorou substancialmente as câmeras, eliminando a sensação de que era preciso sacrificar a qualidade fotográfica em prol do design flexível.
Aliando esse novo conjunto óptico a uma tela interna espetacular e a um processador extremamente potente, fica claro que a marca atingiu o seu ápice no mercado de smartphones dobráveis no estilo livro.
Ao mesmo tempo, é evidente que a Samsung precisa sair da sua zona de conforto. Manter a mesma capacidade de bateria há quatro gerações seguidas e limitar o aparelho a um carregamento de apenas 25W é algo que já está muito abaixo dos padrões exigidos para a categoria ultrapremium.

Dessa forma, por mais que o Galaxy Z Fold7 seja uma escolha fantástica e entregue uma experiência de uso excepcional no dia a dia, fica a ressalva: por já estar em sua sétima geração de desenvolvimento, ele poderia — e deveria — ser ainda melhor.
Pensando no futuro, a adoção de uma bateria de silício-carbono nas próximas gerações seria o caminho ideal para aumentar a capacidade sem comprometer a espessura fina do aparelho. Outro ponto que faz falta é o suporte nativo a anéis magnéticos na traseira, nos moldes do MagSafe, para facilitar o carregamento sem fio e o uso de acessórios.

Quem optar pelo modelo não fará uma compra ruim, mas vale a pena ressaltar que suas câmeras não são as melhores do mercado, sua bateria ainda não tem a melhor tecnologia e pode não durar tanto modelos de empresas chinesas. Mas se você precisa de um aparelho com tela grande e não quer ir para o mundo dos tablets, ele pode ser uma opção interessante para aumentar sua produtividade.
Especificações técnicas

| Modelo | Galaxy Z Fold7 |
|---|---|
| Display | Principal AMOLED dinâmico 2X de 8,6 polegadas (2160×1856, 20:9:18) Taxa de atualização adaptável de 120Hz (de 1 a 120Hz) Tela frontal AMOLED dinâmico 2X de 6,4 polegadas (2376×968, 22.1:9) Taxa de atualização adaptável de 120Hz (de 1 a 120Hz) |
| Processador | Qualcomm Snapdragon 8 Elite for Galaxy (4㎚) |
| Memória RAM | 12 GB |
| Armazenamento interno | 256 GB / 512 GB / 1 TB |
| Proteção contra água e poeira | IP48 |
| Câmeras | Câmeras traseiras: Principal: 200 MP, f/1.7, 24 mm (wide), 1/1.3″, 0.6 µm, PDAF multidirecional, OIS Secundária: 10 MP, f/2.4, 67 mm (telefoto), 1/3.52″, 1.12 µm, PDAF, OIS, zoom óptico de 3x Ultrawide 12 MP, f/2.2, 123˚, 12 mm (ultrawide), 1/3.2″, 1.12 µm Câmera sob a tela: 4 MP com abertura F1.8 e campo de visão de 85º Câmera da tela externa: 10 MP com abertura F2.2 e campo de visão de 85º |
| Bateria | Bateria dupla 4.400mAh Carregamento super rápido de 25W Carregamento rápido sem fio 2.0 PowerShare sem fio de até 4,5W Qi2 Ready |
| Conectividade | Dual-SIM (SIM 1 + SIM 2 / SIM 1 + eSIM / Dual eSIM) 3G/4G/5G Bluetooth v5.4 NFC Wi-Fi 7 |
| Dimensões e peso: | Desdobrado 158,4 x 143,1 x 3,9 mm Dobrado 68,1 x 153,5 x 12,1 mm 224 gramas |
| Preço | Mercado Livre: 512 GB + 12 GB: R$ 10.799 1 TB + 16 GB: R$ 9.162,62 Magazine Luiza: 512 GB + 12 GB:R$ 9.449,10 1 TB + 16 GB: R$ 11.011,50 Amazon: 512 GB + 12 GB: R$ 8.998 1 TB + 16 GB: R$ 12.799 |
| Disponibilidade no Brasil | A partir de 24 de julho de 2025 |
Tem alguma dúvida sobre o uso no dia a dia do Galaxy Z Fold6? Diga pra gente nos comentários!
Veja também
Revisado por Tiago Rodrigues em 06/04/2026
Veredito: Galaxy Z Fold7
Veredito: Galaxy Z Fold7-
Design7/10 Bom
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Tela externa9/10 Incrível
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Tela interna10/10 Excelente
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Processador10/10 Excelente
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Sistema e interface7/10 Bom
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Memória e armazenamento10/10 Excelente
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Conectividade10/10 Excelente
-
Áudio6/10 Normal
-
Bateria e carregameto6/10 Normal
-
Câmeras traseiras9/10 Incrível
-
Câmera frontal9/10 Incrível
Prós
- Melhor sistema de câmeras
- Sistema adaptado para tela grande
- Processador potente
Contras
- Carregamento abaixo da categoria premium
- Bateria ainda é de lítio
- Áudio com efeitos ainda soa artificial
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