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The Line, a cidade linear árabe | TRIO

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Também mencionamos a relação entre o TikTok e a Geração Z, bem como o fato de pesquisadores estarem usando aranhas mortas como ferramentas. Confira o Trio!

No Showmetech TRIO da semana falaremos sobre o projeto The Line, uma cidade linear com 170 km de extensão. Você também verá o curioso fato do TikTok ter se tornado uma ferramenta de pesquisa para a Geração Z. E, por fim, mostraremos como cientistas estão usando aranhas mortas como garras mecânicas, dando início à chamada “necrobótica”. Confira as principais notícias da semana!

The Line, a cidade linear

As iniciativas sustentáveis estão em todos os lugares possíveis, inclusive na engenharia. E é a partir dessa premissa que o projeto The Line foi proposto, uma cidade linear na Arábia Saudita que teria 170 km de extensão, 500 metros de altura e 200 metros de largura.

The line, a cidade linear, é um projeto ambicioso para abrigar pelo menos 9 milhões de pessoas até 2045. Reprodução: the next web
The Line, a cidade linear, é um projeto ambicioso para abrigar pelo menos 9 milhões de pessoas até 2045. Reprodução: The Next Web

O projeto sugere uma cidade com duas faces de vidro, contendo filtros solares semi-refletivos, ventilação natural e oferecendo zero emissão de carbono. A intenção é comportar uma população de pelo menos 9 milhões de pessoas até 2045. O projeto The Line está estimado em 1 trilhão de dólares, mais de 5 trilhões reais.

Morar no The Line seria viver numa cidade sem carros, apenas com um trem subterrâneo, com viagens de no máximo 20 minutos para qualquer ponto, com facilidade de acesso a lojas, drogarias e outros estabelecimentos, em menos 5 minutos de caminhada. Até então esse tipo de  arquitetura era vista apenas em produções de ficção científica. Será que dessa vez se tornará realidade?

TikTok e a Geração Z

A Geração Z, que compreende pessoas nascidas a partir dos anos 2000, veio ao mundo num momento de transição tecnológica. Isso inclui os celulares ficando mais acessíveis, a internet e redes sociais se popularizando na sociedade e até mesmo a forma em que víamos filmes, através do DVD. Depois que a internet se estabilizou, vimos que pesquisar por literalmente qualquer coisa era mais fácil através do Google, que sempre tinha dezenas de páginas de resultado. 

Porém esse costume parece estar mudando: uma pesquisa feita pelo vice-presidente do Google Search, Prabhakar Raghavan, aponta que jovens entre 18 a 24 anos preferem pesquisar mais no TikTok ou Instagram do que no próprio Google.

Se um dia os jovens já precisaram entrevistar pessoas específicas ou ir a biblioteca para pesquisarem sobre alguns assuntos, hoje em dia essas fontes de informação estão baseadas na internet - mais especificamente em redes sociais como instagram e tiktok. Reprodução: mashable
Se um dia os jovens já precisaram entrevistar pessoas específicas ou ir a biblioteca para pesquisarem sobre alguns assuntos, hoje em dia essas fontes de informação estão baseadas na internet – mais especificamente em redes sociais como Instagram e TikTok. Reprodução: Mashable

Entre as pesquisas mais realizadas pelos jovens, os tópicos mais acessados são receitas, restaurantes ou lanchonetes e recomendações de viagens. No caso de receitas, a criadora de conteúdo Emily Mariko exibe seus vídeos que têm a proposta de serem mais intuitivos do que instruções detalhando passo a passo.

Outro atrativo que também chama a atenção dos usuários do TikTok, é o fato deles verem os relatos através dos vídeos, sobre como são os lugares em que querem ir. Dessa maneira, há uma experiência mais completa, antes mesmo de chegar. Apesar dessas informações também estarem presentes nas pesquisas do Google, os mais jovens preferem o TikTok, que conversa mais com sua idade e estilo.

Usando aranhas como ferramentas

A Universidade de Rice, que fica nos Estados Unidos, trouxe um novo termo interessante para a ciência: a Necrobótica ou Necrorrobótica. A concepção se deu pelo fato dos pesquisadores dali transformarem cadáveres de aranhas-lobo em garras mecânicas robóticas. A revista Advanced Science explica que essa prática se dá pela dificuldade em replicar o movimento destes animais em possíveis ferramentas artificiais.

Após presenciarem a morte de uma aranha em 2019, os pesquisadores Daniel Preston e Faye Yap observaram como o aracnídeo se retraía e decidiram investir num estudo para poderem replicar o movimento em suas atividades.

A função dos cadáveres é servir como uma espécie de "pinça" para pegar objetos mais delicados e leves. Reprodução: super interessante
A função dos cadáveres é servir como uma espécie de “pinça” para pegar objetos mais delicados e leves. Reprodução: Super Interessante

Através de uma seringa, os responsáveis injetam ou retiram ar de uma câmara que fica próxima à cabeça das aranhas, dessa maneira eles conseguem comandar o movimento de suas pernas. Assim, é possível pegar pequenos objetos ou eletrônicos mais delicados, sempre levando em consideração o peso em que o corpo da aranha poderia suportar.

O fato destas garras serem biodegradáveis também é uma vantagem, pois reduziria a quantidade de resíduos possivelmente poluentes em sua fabricação. Por outro lado, os cadáveres começam a sofrer desgaste após muitos usos, talvez pela desidratação que as juntas sofrem com o tempo. Todos os dias a ciência nos impressionando de maneiras diferentes, não é mesmo?

Assista o vídeo

Veja também

Não deixe de conferir a nossa última edição do Showmetech TRIO, nela falamos sobre os seguintes assuntos:

  • As Fases 5 e 6 da Marvel, contando suas futuras produções;
  • Desavença bilionária: caso entre Elon Musk e mulher de Sergey Brin causou confusão;
  • Um robô caseiro foi filmado atirando com uma submetralhadora.

Fonte: The Next Web, Mashable e Super Interessante.

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