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Equipados com NPUs, chips dedicados para acelerar tarefas de inteligência artificial no próprio dispositivo, os AI PCs prometem trazer mais produtividade sem deixar a mobilidade de lado. E, para entender se realmente vale a pena comprar um AI PC cerca de três anos após os primeiros lançamentos, conversamos com Priscila Bianchi, gerente de vendas da AMD Brasil, sobre o momento atual do mercado e quais aplicativos já rodam localmente para aproveitar o poder das NPUs. Veja o que foi dito:
O que é um AI PC?
Um AI PC é um computador — desktop ou notebook — com NPU (Neural Processing Unit, ou Unidade de Processamento Neural) dedicada para acelerar tarefas de IA localmente. A ideia é trazer parte do processamento feito em nuvem para o próprio dispositivo, fazendo com que uma conexão com a internet não seja necessária em algumas tarefas.
A Microsoft definiu um padrão para que computadores fossem categorizados como Copilot+PC. O maior indicativo é o número de TOPS (sigla para trilhões de operações por segundo), mas existem outros detalhes que as empresas precisam levar em conta para que os aparelhos recebam o adesivo da plataforma Copilot+PC. São eles:
| Componente | Requisito Mínimo (Copilot+ PC) |
|---|---|
| NPU (Desempenho de IA) | Mínimo de 40 TOPS |
| Memória RAM | Mínimo de 16 GB |
| Armazenamento | Mínimo de 256 GB |
O AI PC tem a NPU, um espaço reservado para rodar os apps de inteligência artificial. O diferencial é a capacidade para trabalhar localmente, dando muito mais segurança do que na nuvem.
Priscila Bianchi, gerente de vendas da AMD Brasil.
O que ele faz na prática hoje?
O grande propósito desta categoria é rodar algumas atividades de inteligência artificial sem depender de conexão com a internet para uma comunicação com servidores. Alguns aplicativos do Windows 11 conseguem fazer o bom uso destes processadores, como o Paint, que já consegue gerar e editar imagens mesmo sem Wi-Fi. Priscila destaca que o principal propósito destes computadores é entregar uma experiência mais rápida em tarefas que antes exigiam uma conexão com a internet:
São algumas funções que facilitam e faz a gente ganhar tempo no dia a dia. Essa é a grande sacada destes processadores: em tarefas que você demoraria uma hora, consegue fazer em cerca de 10 a 15 minutos.
Priscila Bianchi, gerente de vendas da AMD Brasil.
Além disso, por conta de conseguirem executar mais tarefas com menor consumo de energia, os AI PCs também tendem a oferecer mais autonomia de bateria, com algumas fabricantes prometendo uso contínuo de até 30 horas.
Os processadores AMD Ryzen AI Pro contam com recursos de segurança integrados. Entre eles estão o AMD Memory Guard, que criptografa informações sensíveis na memória, e o Microsoft Pluton, chip de segurança em hardware com atualizações diretas pela nuvem.
Na prática, esses recursos reforçam a segurança do sistema em tarefas como criptografia de dados e proteção do dispositivo. Já recursos de detecção de phishing ou deepfakes dependem do software utilizado e da forma como cada fabricante implementa essas funções.
Onde a NPU realmente ajuda
No ecossistema da Microsoft, os processadores AMD Ryzen AI já aceleram nativamente as ferramentas do Copilot+ PC. Entre os destaques em produtividade diária estão o Recall (em preview), que funciona como uma “memória” do computador para resgatar qualquer conteúdo previamente visualizado na tela, e o Click to Do, que permite aplicar ações de IA diretamente sobre textos e imagens em exibição.
A navegação também fica mais intuitiva com o Improved Windows Search, que possibilita buscar arquivos usando descrições em linguagem natural. Também vale a pena destacar o Live Captions com Tradução ou Legendas ao Vivo, que gera legendas em tempo real com tradução de mais de 40 idiomas para o inglês (e de 27 idiomas para o chinês simplificado). E há o Windows Studio Effects, que aplica efeitos de câmera em videochamadas, como enquadramento automático e desfoque de fundo.
E empresas parceiras também já estão usando o poder da NPU para entregar funções que rodam localmente. Veja a lista indicada pela AMD:
- Adobe Elements: Focado em foto e vídeo, realiza edição inteligente de mídias com o uso de IA;
- AMUSE: Voltado para a criação de arte com IA, executando modelos Stable Diffusion localmente;
- CyberLink PowerDirector: Aplicativo de edição de vídeo que faz detecção de cena em tempo real, isolamento de objetos e efeitos dinâmicos diretamente na NPU;
- Generate (Iterate.ai): Focado em produtividade, roda um modelo de linguagem (LLM) seguro direto no dispositivo para pesquisa de documentos e automação de fluxos de trabalho;
- LM Studio: Permite a execução de grandes modelos de linguagem (LLMs) de forma totalmente local;
- Grammarly: Assistente de escrita com IA para auxiliar na produtividade e revisão de textos;
- McAfee Smart AI: Voltado para segurança, atua na detecção de deepfakes e na proteção contra golpes rodando a IA localmente.
Limitações em 2026
Apesar do avanço das NPUs, boa parte das ferramentas de inteligência artificial local mais populares — como LM Studio e Ollama — ainda depende principalmente da CPU ou da GPU. Na prática, isso significa que o ganho real da NPU varia bastante de acordo com o software e com o tipo de tarefa.
Outro ponto importante é a memória RAM. Em um ecossistema ainda em amadurecimento, 16 GB já viraram o mínimo mais seguro para evitar gargalos em tarefas com IA, enquanto 32 GB podem fazer mais sentido para quem pretende usar esses recursos com mais frequência ou rodar modelos locais com maior folga.
Também entram nessa conta fatores como preço, software ainda em evolução e os limites térmicos de máquinas finas e leves. Em cargas mais pesadas, o sistema pode acionar o thermal throttling, reduzindo o desempenho para controlar temperatura e consumo.
Soma-se a isso o fato de que a arquitetura das NPUs ainda está em consolidação. Cerca de três anos após a chegada dessa categoria ao mercado, ainda faltam mais aplicativos e recursos capazes de aproveitar esse chip de forma realmente consistente no dia a dia.
Vale a pena para quem?
Em 2026, um AI PC já faz sentido para quem busca bateria longa, recursos locais de IA e um notebook mais preparado para a próxima geração do Windows. Mas, para o usuário comum que fará atividades básicas como navegação e consumo de conteúdo, o ganho ainda depende da adoção de mais apps que aproveitem a NPU de forma concreta no dia a dia — por isso, em muitos casos, pode valer mais a pena esperar antes de investir em um modelo mais caro.
Modelos recomendados
Lenovo IdeaPad Slim 5
O Lenovo IdeaPad Slim 5 tem processador AMD Ryzen AI 7 350 com NPU de até 50 TOPS. Além disso, a duração da bateria é outro grande ponto positivo: a fabricante promete até trinta horas de bateria e, com apenas quinze minutos na tomada, o notebook entrega autonomia de duas horas.
Sua tela mede 14″ e entrega resolução WUXGA (1920×1200), com pico de brilho de 300 nits e proporção 16:10 para visualizações mais amplas. O peso oficial do modelo é de apenas 1,47 kg, com espessura de apenas 17 milímetros. Ele também chega com Windows 11, até 32 GB de RAM e um SSD M.2 PCIe de 4ª geração com 1 TB de capacidade.
A conectividade sem fio segue os padrões mais atuais: ele chega com suporte ao Wi-Fi 7 para conexões ainda mais rápidas e seguras, além de Bluetooth 5.4 para menor latência. As conexões físicas incluem duas portas USB-C com velocidade de transferência de até 5 Gbps e fornecimento de energia para outros dispositivos de até 100W de potência, localizadas à esquerda; na direita, há duas portas USB-A tradicionais e um leitor de cartão microSD.
Compre o Lenovo IdeaPad Slim 5 com 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento interno por R$ 6.071,12 no Magalu.
ASUS Zenbook S 16
O ASUS Zenbook S 16 tem processador AMD Ryzen AI 9 com NPU de até 50 TOPS. Segundo a fabricante, 49 minutos na tomada são suficientes para recuperar 60% da carga.
Sua tela OLED mede 16″ e entrega resolução 3K (2880×1800), com pico de brilho de 500 nits e proporção 16:10. O peso oficial do modelo é de apenas 1,5 kg, com espessura de apenas 11 milímetros. Ele também chega com Windows 11, até 32 GB de RAM e um SSD M.2 PCIe de 4ª geração com 1 TB de capacidade.
O modelo também conta com suporte ao Wi-Fi 7 para conexões ainda mais rápidas e seguras, além de Bluetooth 5.4 para menor latência. As conexões físicas incluem duas portas USB-C 4 com velocidade de transferência de até 40 Gbps e fornecimento de energia no lado esquerdo, acompanhadas de um HDMI 2.1 e entrada de áudio; na direita, há uma porta USB-A tradicional e um leitor de cartão SD.
Compre o Zenbook S 16 na Amazon por R$ 11.349,98.
Dell Pro 14
Para quem precisa de um modelo corporativo com foco em segurança, o Dell Pro 14 conta com o processador Ryzen AI 5 Pro 340. Sua NPU chega com até 50 TOPS de desempenho para tarefas de IA, e a fabricante comenta que o aparelho pode entregar até 15 horas de bateria.
A tela do notebook mede 14″, tem resolução FHD+ e taxa de atualização de até 60 Hz, ideal para trabalho e até mesmo assistir séries e filmes. Além do pico de brilho de até 300 nits, a tela conta com camada antirreflexo para melhorar o uso ao ar livre.
Na parte interna, ele chega com opções de 16 GB ou 32 GB de RAM do tipo DDR5, e duas opções de armazenamento interno SSD NVMe M.2 2230 classe 25 de 512 GB ou 1 TB, focado justamente para modelos ultrafinos.
As conexões físicas são bem distribuídas pelas laterais do aparelho. Do lado direito, ele traz duas portas USB tradicionais (sendo uma delas especial para carregar outros dispositivos), uma entrada padrão para cabo de rede de internet e o encaixe para trava de segurança.
Já na esquerda, ficam a entrada de energia, uma saída HDMI e o conector para fone de ouvido. O grande destaque do lado esquerdo são as duas portas USB-C de alta velocidade, que servem tanto para carregar o notebook quanto para ligar monitores externos.
Compre o Dell Pro 14 por R$ 9.297,00 com R$ 1.550 de desconto.
O que você acha da categoria de AI PCs? Compraria um modelo como este para seu dia a dia? Diga pra gente nos comentários!
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Revisado por Arthur Barbosa em 11/06/2026.