Crítica | venom: tempo de carnificina

CRÍTICA: Venom – Tempo de Carnificina

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Sequência do filme estrelando Tom Hardy traz filme divertido e um slogan digno, afinal, estamos em tempo de carnificina

Em 2018, a Marvel lançou o filme Venom, gerando opiniões muito conflitantes e uma recepção bem negativa — apesar da boa atuação de Tom Hardy e dos visuais que agradaram, o filme foi criticado por quebrar o próprio tom e não saber se queria ser uma comédia ou um filme sério.

Três anos depois, com Venom – Tempo de Carnificina, a empresa volta ao conceito do Protetor Letal, para arriscar uma segunda chance em dar o tom que o público gostaria e fazer um filme realmente bom — desta vez, com a ajuda de um vilão querido dos quadrinhos, um pouco mais vermelho e brutal para o novo filme da Marvel. Peguem a pipoca e preparem a adrenalina: já é tempo de carnificina.

Venom volta à ação em tempo de carnificina! Imagem: sony (divulgação)
Venom volta à ação!
Imagem: Sony (Divulgação)

O Protetor Letal está de volta

Mais uma vez Tom Hardy está protagonizando Eddie Brock, jornalista investigativo agindo junto à polícia que tenta manter seu emprego e sua vida relativamente normal enquanto convive com o simbionte atrelado a seu corpo, o auto-intitulado Venom. Eddie está seguindo a história do assassino em série Cletus Kasady (interpretado por Woody Harrelson), enquanto procura lidar com a possibilidade constante de demissão se não conseguir uma boa história para as notícias e com seu novo “companheiro de casa” que constantemente está batendo de frente com seus pensamentos.

Tempo de Carnificina procura continuar a relação entre Eddie e Venom, se divertindo em mostrar a confusão que se tornou a vida de Eddie Brock – caixas e mais caixas de chocolates espalhadas por seu apartamento para suprir o monstro em seus ombros (já que chocolate é uma das únicas coisas que Venom pode comer para sobreviver – além de cérebros), milhares de papéis espalhados, além de um casal de galinhas às quais Venom se afeiçoou e se recusa a comer – é um filme que abandona a tentativa de uma estética mais “séria” que o primeiro filme tentou alcançar (sem sucesso) e abraça o absurdo e a comédia que vem da relação entre os dois.

Eddie brock e seu fiel companheiro discutindo pacificamente em seu apartamento. Imagem: sony (divulgação)
Eddie Brock e seu fiel companheiro discutindo pacificamente em seu apartamento.
Imagem: Sony (Divulgação)

A grande novidade do filme é a presença do novo vilão: Carnificina. O vilão, que se originou nas HQs do Homem Aranha em 1992, é considerado um dos vilões mais sedentos de sangue da história do herói, e sua forma de simbionte é constantemente vista usando seus tentáculos na forma de foices — algo que permanece visível em Tempo de Carnificina. Além disso, Woody Harrelson fica bastante parecido com o visual de Cletus nos quadrinhos, e as cenas em que ele está sendo o foco principal são ótimas cenas — é apenas uma pena que elas sejam tão apressadas.

A apresentação e história do vilão não são exatamente ruins: sua origem é contada pelo próprio Cletus na forma de uma breve animação cartunesca bem estilizada em vermelho, mas pouco tempo é dado para deixar as informações e eventos transparecerem naturalmente — muito provavelmente pelo limite de tempo almejado pelo filme. Para adicionar aos pontos negativos, os fãs que esperavam ver Carnificina fazer jus ao próprio nome provavelmente ficarão desapontados ao saber que — provavelmente pela decisão de manter a faixa etária do filme para 13 anos ou mais — as cenas de destruição são relativamente mansas, o que pode ser visto como uma total perda da intenção original do personagem.

As cenas com carnificina, como a mostrada aqui, ainda tem cinematografia interessante, apesar dos pesares.
As cenas com Carnificina ainda tem cinematografia interessante, apesar dos pesares.
Imagem: Sony (Divulgação)

Apesar dos pesares, é interessante ver o rumo que Tempo de Carnificina toma: é um filme repleto de ação exagerada, bastante humor e que com certeza não se leva a sério, com direito a uma cena que beira uma briga de casal entre Eddie Brock e Venom, um assalto a um galinheiro e uma cena onde Venom dá a sábia filosofia de “Seja quem você quer ser” — seguida de uma derrubada de microfone ao estilo anos 80.

Veredicto Final

Venom – Tempo de Carnificina é um filme melhor que seu antecessor. É um título que abraça suas situações absurdas com bom humor e não tenta ser mais do que é, apresentando um tom divertido que não estaria fora de cogitação em quadrinhos de sua nêmesis aracnídea. Porém, o filme ainda sofre por se apressar, não dando tempo suficiente para mergulhar em seu vilão e conflitos principais, o que pesa com certeza em seu aproveitamento e impede Tempo de Carnificina de ser um filme tão bom quanto poderia ser.

Carnificina representado em cena de venom: tempo de carnificina
Imagem: Sony (Divulgação)

Leia mais:

Confira os lançamentos de outubro para a Netflix, incluindo o primeiro filme de Venom:

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