Apple pode lançar serviço com conteúdo original, e ele vai ser gratuito

Apple
A estratégia envolve engajamento de usuários dos dispositivos, que poderão ter acesso gratuito a conteúdo original via serviço de streaming

Há sete anos, Walter Isaacson escreveu que o fundador da Apple, Steve Jobs, gabou-se de ter desvendado o segredo para incorporar a televisão à era digital. Por hora, o plano perfeito de Jobs permanece no escuro, mas isso não significa que a gigante da tecnologia não esteja tentando revolucionar a indústria.

Novo serviço

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A empresa quer se inserir no mercado e competir junto a Netflix e Hulu.

Trata-se de um novo serviço de vídeos digitais, que promete ser o casamento perfeito entre conteúdo e serviço de assinatura de grandes conglomerados midiáticos. Boatos circulam que os usuários de dispositivos com iPhone, iPad ou Apple TV poderão ser beneficiados com a opção de um aplicativo denominado simplesmente de “TV” em um futuro próximo. Porém ainda tudo parece nebuloso, já que as informações estão mantidas em máximo sigilo.

O boca a boca garante que o aplicativo irá investir em conteúdo original Apple, de acesso gratuito aos usuários, como também irá fornecer canais televisivos em pacotes de assinatura, permitindo acesso ao conteúdo não somente pelos aparelhos de TV, assim como via online, algo muito próximo já oferecido pelos canais pagos Starz e HBO.

Ao que tudo indica, segundo boatos, o serviço já estará disponível logo no começo do ano que vem, mas a Apple decidiu ficar em silêncio por enquanto. O que se sabe apenas é que o projeto tem como objetivo oferecer um produto final muito próximo daquilo que já conhecemos como o Amazon’s Prime Video Channel Subscription, onde os usuários poderão ter acesso direto ao conteúdo, centralizando e unificando-o, sem a necessidade de download de aplicativos extras.

Conteúdo original Apple

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O projeto tem como melhorar o serviço de TV e fornecer conteúdo original.

A gigante de tecnologia está investindo aproximadamente US$ 1 bilhão, somente esse ano, para o desenvolvimento de conteúdo, em sua maioria, acessível para todas as idades. Eles não querem ser barrados pela censura, pelo menos não em um primeiro momento, já que conteúdo inapropriado para menores de idade tende a ser alvo fácil de discussão e boicote pela Associação de Pais nos Estados Unidos.

Um conteúdo clean é o carro chefe da empresa, que, de acordo com o Wall Street Journal, já tem 24 séries confirmadas em diferentes estágios de produção.

Vilão

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Empresas estão preocupadas, já que muitos a consideram responsável pelo declínio da indústria musical.

No entanto, encontrar shows, séries interessantes e demais conteúdos palatáveis para todas as idades, tem se mostrando uma missão com vários percalços. A começar pelos contratos e parcerias com grandes empresas midiáticas, que estão hesitando em estabelecer vínculos com a empresa, que alguns consideram culpada pelo declínio definitivo da indústria musical, devido a  sua política de vender singles por 99 cents.

O atual chefe de software e serviços da Apple, Eddy Cue, tornou-se protagonista nos esforços da gigante de tecnologia em vender músicas avulsas, incentivamento o declínio nas vendas de álbuns, dando a largada ao que conhecemos como a era do streaming.

Como resultado, os executivos de mídia têm relutado em permitir que Cue e o CEO, Tim Cook, tenham acesso ao entretenimento premium da TV, para fornecê-lo em nova roupagem que seria capaz de prejudicar os canais, que por sua vez arcaram com os altos custos de produção.

O melhor dos aliados

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Peter Stern é a peça chave para o novo projeto, que promete mais uma vez revolucionar o mercado.

Por tudo isso, a companhia está contando com uma estratégia especifica. Peter Stern, que ingressou na empresa em 2016, tornou-se o encarregado de fechar contratos com empresas de mídia, com o objetivo único de dar andamento a esse projeto visionário.

Stern, que se reporta a Cue, era o diretor de estratégia da Time Warner Cable. Ele ajudou a vender a empresa,  primeiro para a Comcast (um acordo que foi barrado pelos reguladores) e depois para a Charter. Ele saiu da Warner em 2016, depois que a aquisição da Charter foi concluída.

O conhecimento do setor de TV a cabo pode ser essencial para fechar acordos que resultarão no melhor conteúdo possível ao novo serviço de TV, sem assustar os executivos que ainda temem o controle da Apple sobre a indústria, como ela já fez anteriormente.

Em contrapartida, a empresa também está tentando persuadir executivos de empresas de mídia impressa a se juntarem à Texture, um revista digital que foi adquirida no começo deste ano, como parte da estratégia de Stern. Por enquanto, o grande desafio de Peter está sendo persuadir algumas das organizações a cederem à Apple o controle da relação de cobrança dos assinantes.

Isso porque quem conseguir manter o controle direto das decisões de compra dos clientes, oferece às empresas mais formas de impedir que elas cancelem serviços (ou adicionem novos). Enquanto este impasse não for solucionado, tudo fica livre para especulação, e o projeto visionário de Jobs continua sendo apenas um projeto, não uma realidade.

Fonte: CNBC

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