Hannah Gadsby, autora do stand-up Nanette, lançará livro no Brasil

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Hannah Gadsby, autora do stand-up Nanette lançará um livro de memórias da mais nova sensação da Netflix que está para ser publicado no Brasil

Conhece Hannah Gadsby? Ela é a humorista australiana que está dando o que falar por causa de seu especial de comédia para a Netflix, Nanette.

Ou, se você está imerso no mundo das séries, consegue reconhecê-la da série australiana Please Like Me, quando ela interpreta a amiga que a mãe do personagem principal conheceu em uma clínica psiquiátrica.

De qualquer jeito, Hannah, depois de 10 anos trabalhando com a comédia, decidiu largar a carreira.

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Um livro de memórias de Hannah Gadsby está previsto para ser publicado em 2019, de acordo com a Folha de São Paulo.

Ten Steps to Nanette (Dez Passos Para Nanette) foi comprado no Brasil pela editora Intrínseca. O livro conta a vida de Gadsby desde seu nascimento até a decisão de deixar o humor de lado.

Entre os tópicos abordados, a Folha adiantou que a autora fala sobre temas que não abordou no especial para a Netflix, como sua relação com o próprio corpo.

Nanette

O show de stand-up Nanette, de Hannah Gadsby, rodou a Austrália e está rodando o mundo pelas telas de todos os assinantes da Netflix.

Nanette, inclusive, já recebeu uma série de prêmios por apresentar essa nova maneira. Ganhou na categoria de melhor comédia no Adelaide Fringe Festival, por melhor performance de comédia no Helpmann Award, melhor comédia no Last Minute Edinburgh Comedy Award e como melhor show no Melbourne International Comedy Festival.

Por que Nanette? Bem, é por causa de uma mulher interessante que Hannah conheceu chamada Nanette. Para tentar impressionar alguém e conseguir flertar, muita gente apela para a comédia. Fazer alguém rir já é meio caminho andado. Por causa disso, Hannah apostou que conseguiria arrancar uma hora de risadas de Nanette. Mas não deu certo, ela não conseguiu fazer a mulher rir.

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Por isso, nomeou seu especial de uma hora de stand-up de Nanette. Essa piada autodepreciativa abre o espetáculo que traz inúmeros reflexões a respeito da sociedade machista em que vivemos, assim como o que é “não ser normal” e os motivos dela querer lagar a comédia.

“(…) é por isso que preciso largar a comédia. Porque o único jeito de falar a minha verdade e deixar a sala tensa é com raiva. Eu sinto raiva e acho que tenho todo o direito de sentir! O que eu não tenho direito é de espalhar a raiva. Não tenho. Porque a raiva, assim como o riso, pode unir uma sala cheia de estranhos de um jeito único. Mas a raiva, ainda que ligada ao riso, não vai aliviar a tensão. Porque a raiva é uma tensão. É uma tensão tóxica e contagiosa. Seu único propósito é espalhar um ódio cego e não quero participar disso. Porque uso a liberdade de expressão com responsabilidade. E poder me colocar como vítima, não torna minha raiva construtiva. Ela nunca é construtiva. Rir não é o melhor remédio. O que cura são as histórias. O riso é só o mel que adoça o remédio amargo. Não quero unir vocês pelo riso ou pela raiva. Só queria que minha história fosse ouvida, sentida e compreendida por indivíduos com pensamentos próprios. Porque, queira ou não queira, a sua história é a minha história. E a minha história é a sua história. Só não tenho mais forças para cuidar da minha história. Não quero que minha história seja definida pela raiva. Só posso pedir que, por favor, me ajudem a cuidar da minha história.”

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