Crítica: o regime mostra a versatilidade de kate winslet na nova minissérie do max. Sátira política mostra a depreciação de uma líder autoritária em um país europeu fictício. Veja a crítica

CRÍTICA: O Regime mostra a versatilidade de Kate Winslet na nova minissérie do Max

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Sátira política mostra a depreciação de uma líder autoritária em um país europeu fictício. Veja a crítica

A nova minissérie da HBO, O Regime, foi criada por Will Tracy e traz a trajetória política da Chanceler Elena Vernham (Kate Winslet). A obra ocupa um horário bastante privilegiado da grade da rede de televisão por assinatura. Afinal, o domingo à noite é o dia estrategicamente escolhido para transmitir grandes produções desse streaming.

Um exemplo disso foi Succession, que só em 2023 conquistou seis prêmios na categoria drama dos Emmy. Ou Game of Thrones, que ganhou Melhor Série Dramática por quatro anos consecutivos, além de totalizar 59 Emmys conquistados ao longo de suas oito temporadas. 

Assistimos ao primeiro episódio da minissérie The Regime e daremos a seguir algumas informações relevantes que revelam se vale a pena ou não conferir esse lançamento do Max, sem spoilers.

História

Neste primeiro episódio, conhecemos um pouco do dia a dia da líder autoritária e da sua equipe em meio às atividades cotidianas executadas em um antigo hotel escolhido pela própria Elena para tomar posse.

Nos primeiros instantes, vemos uma das assessoras da equipe notar no smartphone uma notícia sobre o açougueiro da Zona Cinco. Trata-se de Herbert Zubak (Matthias Schoenaerts), um soldado que agora ocupará o cargo de medidor de umidade particular de Elena e que antes participou de um massacre contra manifestantes.

Tal ocupação se dá pelo fato da personagem da Kate Winslet ser hipocondríaca e ter medo de morrer de insuficiência pulmonar, tal qual aconteceu com seu pai. Diante disso, existe uma grande equipe ocupada em garantir tanto a segurança como o bem-estar dela. 

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Kate Winslet vive a Chanceler Elena Vernham na minissérie O Regime (Imagem: Max)

Entretanto, a insegurança e o medo da rejeição colaboram para o declínio da líder no poder. Percebemos que ela se encontra cada vez mais debilitada após a invasão de uma manifestação em seu quarto. O amparo de Herbert nesse momento é bastante importante, pois é por meio dessa ocasião que eles criam uma forte parceria.

O soldado é uma peça essencial na mudança de postura da Elena. Após um conselho bastante ríspido e sem rodeios, ela decide não agir de maneira pacífica e traça seus objetivos conforme sua visão autoritária e com total foco no patriotismo.

Principais destaques

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A interpretação do ator Matthias Schoenaerts chama atenção por sua lealdade à Chanceler Elena Vernham (Kate Winslet) (Imagem: Max)

Talvez os argumentos absurdos e cheios de deboche lembrem um pouco o caráter de Selina Meyer de Veep (2012–2019), mas Elena tem um humor diferente e está envolta numa atmosfera que não se assemelha muito à referida série como um todo.

De maneira geral, a personagem Elena até pode lembrar outros líderes políticos, mas a personalidade e o contexto em que ela se insere são diferentes e despertam uma curiosidade em relação aos rumos que essa história tomará. Apesar de todo autoritarismo e abuso de poder, vemos também uma mulher totalmente frágil e que deseja de todas as maneiras ser amada pela nação.

Toda essa complexidade e versatilidade que Kate Winslet traz para essa personagem é um grande acerto do criador da série Will Tracy, mente por trás de Succession (2018–2023). Ele também é co-criador e produtor executivo de The Last O.G. (2018-presente) e do programa noturno de comédia Late Night with Seth Meyers (2014-presente).

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A atriz e produtora britânica Andrea Riseborough faz uma personagem muito relevante na série (Imagem: Max)

A atriz Kate Winslet, que ficou muito conhecida em filmes como Titanic (1997) e O Leitor (2008), também já protagonizou 2 séries da HBO: Mildred Pierce (2011) e Mare of Easttown (2021). As duas produções renderam o Emmy de Melhor Atriz em Minissérie em seus respectivos anos de premiação.

A frieza e resiliência do personagem de Matthias Schoenaerts, além de Guillaume Gallienne, que faz o papel de marido de Elena, e a apatia intrigante da personagem da atriz e produtora britânica Andrea Riseborough também são dignos de nota. Por fim, o elenco também conta com participações especiais de Hugh Grant e Martha Plimpton.

Aspectos Técnicos

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Elena Vernham (Kate Winslet) e Herbert Zubak (Matthias Schoenaerts) em O Regime (Imagem: Max)

O roteiro apresenta os personagens de uma maneira cartesiana e sutil. A fotografia nos primeiros instantes trabalha com a predominação de cores bastante frias, principalmente quando conhecemos os personagens de Matthias Schoenaerts, Andrea Riseborough e de outros assessores que fazem parte do palácio.

Entretanto, quando a protagonista aparece em cena somos tomados por cores bastante fortes e vibrantes. Essa mudança é bastante oportuna e pertinente, uma vez que maximiza o poder que a personagem tem ou precisaria ter aos olhos de quem julga uma imagem de confiança para governar uma nação. 

O Regime tem o mesmo nível de qualidade de outras séries que preencheram o horário dominical noturno da HBO. Existe um equilíbrio entre a sátira e o absurdo e somos surpreendidos por motivos severos, ao mesmo tempo em que há situações de vergonha alheia e cômicas o suficiente para trazer certa leveza nos assuntos tratados.

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Elena Vernham (Kate Winslet) e Herbert Zubak (Matthias Schoenaerts) são personagens muito marcantes na minissérie O Regime (Imagem: Max)

Aqui nessa produção vemos a presença do típico humor britânico que se mostra por meio de sutilezas e situações chocantes. A abertura traz toda essa proposta de depreciação e reestruturação governamental, seja com a chegada de um novo líder ou com o próprio declínio de quem já se encontra em um cargo de poder público.

A trilha sonora conserva todo esse dinamismo, elegância e tensão que a série propõe. É necessário também destacar o figurino e a locação em ambientes bastante harmônicos e que nos surpreende com uma arquitetura barroca, características que também trazem um destaque para a série A Idade Dourada (2022 – presente) disponível na mesma plataforma de streaming

Conclusão

Crítica: o regime mostra a versatilidade de kate winslet na nova minissérie do max. Sátira política mostra a depreciação de uma líder autoritária em um país europeu fictício. Veja a crítica
Kate Winslet como a Chanceler Elena Vernham na minissérie O Regime (Imagem: Max)

The Regime é uma minissérie de 6 episódios que todo assinante do Max ou usuário que tem acesso a HBO pode conferir semanalmente. O primeiro episódio em si prende atenção não só pela presença de Kate Winslet, mas por todo elenco que apresenta personagens com personalidades fortes e cheios nuances para uma trama com toques de humor satírico e falas que exigem profunda reflexão.

Isso ocorre ao passo que todos os absurdos e autoritarismo que beiram ao non sense presentes no comportamento de Elena servem de alerta quanto às nossas escolhas políticas. O fim do primeiro episódio, que recebeu o título Dia da Vitória, é bastante empolgante e desperta a curiosidade de presenciar os novos rumos dessa nova chanceler da Europa Central.

Onde assistir

O Regime já está disponível no catálogo da Max e todo domingo, a partir das 23h, o assinante do streaming pode conferir um novo episódio dessa minissérie que contará com 6 episódios.

Sugestões de séries no Max

Anteriormente mencionamos Veep (2012–2019), Succession (2018–2023) e A Idade Dourada (2022 – presente), três produções que agradarão o telespectador de The Regime pelo fato de serem produções grandiosas com roteiros impecáveis, personagens vorazes e complexos, tramas com trilha sonoras envolventes e ótimos cliffhanger que aguçam a curiosidades do usuário para ver os novos episódios. 

Além disso, citamos também Mildred Pierce (2011) e Mare of Easttown (2021) que, além de fazerem parte da plataforma, também contam com a presença da Kate Winslet. Só que agora também queremos apresentar algumas opções que com certeza valerão sua assinatura. Confira abaixo!

Tokyo Vice

Jake Adelstein (Ansel Elgort) é um jovem ambicioso que faz parte de um dos principais jornais de Tóquio, Japão. Ele é o primeiro estrangeiro a integrar a equipe de reportagem criminal do jornal Yomiuri Shimbun.

Entretanto, ele entra para o submundo do crime organizado japonês e se envolve em vários dilemas éticos. Além de explorar o submundo da Yakuza, Tokyo Vice traz muita reflexão sobre a hierarquia do crime organizado, códigos de honra e aceitação. A série recebeu indicações ao Emmy e ao Globo de Ouro. As duas temporadas já estão disponíveis no Max.

Bookie

Sem dúvidas, uma série bastante despretensiosa e cheia de humor peculiar. Se você se interessou por O Regime, com certeza vai gostar de Bookie, uma série que mostra o cotidiano de Danny (Sebastian Maniscalco), um agiota carismático e experiente no mundo das apostas e jogos de azar. 

Entretanto, ele sofre dificuldades para se adaptar às mudanças do mercado e sempre se ver obrigado a tomar decisões drásticas quanto às dívidas pendentes de seus clientes em Los Angeles. É uma comédia de Chuck Lorre, o nome por trás de produções como Young Sheldon, The Big Bang Theory, Two and a Half Men e Mom.

A primeira temporada da série Bookie já está disponível no Max.

The Righteous Gemstones

Se você gostou da dinâmica de Succession, talvez seja interessante conhecer outra família que passa por vários dilemas sociais e comportamentais. Na ativa desde 2019, The Righteous Gemstones mostra o dia a dia de uma família de televangelistas multimilionários. 

A produção faz várias sátiras à hipocrisia do controle do império religioso e da moralidade dentro de um império religioso. A série já recebeu  indicações ao Emmy e ao Globo de Ouro, além de ter nomes como John Goodman, Danny McBride, Adam DeVine, Edi Patterson e Tim Baltz no elenco.

Ficou com vontade de assistir O Regime? Já assistiu algumas dessas sugestões de séries no Max? Deixe seu comentário!

Veja também!

Fontes: HBO Brasil, Max

Revisão do texto feita por: Pedro Bomfim

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