Índice
O Made by Google 2026 acontece em 12 de agosto, às 19h no horário de Brasília, e deve concentrar a maior renovação anual do ecossistema Pixel. Além da já confirmada pré-venda do Pixel 11, renders com aparência oficial e registros de sistemas antecipam os modelos Pixel 11 Pro e Pixel 11 Pro Fold, o Pixel Watch 5, uma nova cor para os Pixel Buds Pro 2 e recursos de inteligência artificial. Saiba mais:
Quando acontece o Made By Google 2026?
O evento será realizado em Nova York, na quarta-feira, 12 de agosto, às 18h no horário da Costa Leste dos Estados Unidos (19h no horário de Brasília). O convite enviado à imprensa menciona a “próxima geração do Pixel”, enquanto a página oficial do Google Store já informa que a pré-venda do Pixel 11 começará no mesmo dia.
O Google ainda não detalhou publicamente todo o catálogo do evento nem divulgou, até a publicação deste texto, um link específico para a transmissão ao vivo.
Pixel 11
Começando pelo Pixel 11, o Google publicou o primeiro teaser oficial, que destaca o contorno do novo smartphone e um brilho colorido no módulo de câmeras. Essa animação foi inicialmente chamada de Pixel Glow ou HiLight nos vazamentos e deve funcionar como um sinal de notificação que alerta o usuário de atividades do celular, de acordo com a cor apresentada.
A existência do Pixel 11 e o início da pré-venda em 12 de agosto estão confirmados pelo Google. Mas os detalhes técnicos ainda vêm apenas de vazamentos. Imagens publicadas pelo leaker Evan Blass mostram o aparelho em tons associados aos nomes Fuchsia, Moss, Sterling e Midnight:
O design mantém a barra horizontal de câmeras que identifica a família Pixel, agora com acabamento mais uniforme e bordas aparentemente menores ao redor da tela. A expectativa é de um painel OLED de aproximadamente 6,3 polegadas, taxa de atualização de 120 Hz e um novo painel M16 da Samsung.
Por dentro, os quatro celulares da família devem usar o novo Tensor G6. Relatos apontam para fabricação em processo de 2 nanômetros da TSMC e uma configuração de sete núcleos, além do modem MediaTek M90.
Listagens apagadas da Amazon indicam que o Google retirará a opção de 128 GB: o modelo básico aparecia com 256 GB ou 512 GB e 12 GB de RAM. Há, porém, uma divergência: o insider Mystic Leaks cita uma versão de 8 GB de RAM, deixando 12 GB para uma configuração mais cara. Na bateria, as fontes convergem para uma capacidade típica de 4.985 mAh, um aumento em relação ao Pixel 10.
A câmera principal também deve ser renovada. As fontes consultadas falam em um novo sensor de 50 MP, codinome “chemosh”, acompanhado de câmeras ultrawide e teleobjetiva. A câmera frontal terá 13 MP em toda a família.
O Google confirmou ao Android Authority que fará ajustes de preços na nova família por causa da alta no custo das memórias, mas não revelou valores. Listagens apagadas da Amazon indicam que o Pixel 11 de 256 GB pode custar US$ 899 nos Estados Unidos e £ 879 no Reino Unido. Os preços ainda não foram confirmados pelo Google.
Pixel 11 Pro e Pro XL
Os modelos Pixel 11 Pro e Pixel 11 Pro XL devem preservar a estratégia atual: o primeiro entrega recursos avançados em um corpo menor, enquanto o XL prioriza uma tela maior e mais bateria. O Google, inclusive, já publicou o teaser acima sobre eles.
Renders vazados também mostram acabamentos associados aos nomes Midnight, Fog, Pine e Dune:
Os mesmos materiais mostram o HiLight colorido e azul no módulo traseiro. O estado azul pode representar uma ação do Gemini, mas essa associação ainda é uma interpretação do material promocional vazado.
O Pixel 11 Pro é esperado com tela de cerca de 6,3 polegadas, enquanto o Pro XL deve chegar a 6,8 polegadas. Ambos usariam o Tensor G6 e teriam versões de 256 GB, 512 GB e 1 TB. As listagens da Amazon indicam 12 GB de RAM nos aparelhos de 256 GB e 16 GB nas configurações de maior armazenamento.
As baterias vazadas são de 4.850 mAh no Pixel 11 Pro e 5.115 mAh no Pro XL. A recarga com fio pode chegar a 45 W, enquanto o padrão magnético Pixelsnap deve continuar compatível com carregadores Qi2. A capacidade real e a potência máxima ainda dependem da confirmação oficial.
Na fotografia, são esperadas melhorias em pelo menos dois sensores, mas há divergências sobre quais câmeras serão trocadas. Um dos novos renders destaca Pro Zoom de 120 vezes, acima do limite de 100 vezes do Pixel 10 Pro. Outros materiais exibem as frases “Capturing video and photos” e referências ao Night Sight, sugerindo captura simultânea de fotos e vídeos e avanços em imagens noturnas. Como as telas não detalham o funcionamento, esses recursos ainda precisam de confirmação no evento.
Para as versões de 256 GB, os preços vazados são de US$ 1.099 ou £ 1.079 para o Pixel 11 Pro e de US$ 1.299 ou £ 1.279 para o Pixel 11 Pro XL. Os valores ainda não são oficiais.
Pixel 11 Pro Fold
O dobrável Pixel 11 Pro Fold também ganhou um teaser oficial do Google (acima) e apareceu em uma extensa galeria de imagens do leaker Evan Blass. O aparelho mantém o formato de livro, mas pode ficar mais fino: os números vazados indicam 10,1 mm fechado e 4,8 mm aberto, contra 10,8 mm e 5,2 mm do antecessor.
A tela interna deve permanecer próxima de 8 polegadas. Para o display externo, os vazamentos divergem entre 6,4 ou 6,5 polegadas: o primeiro número aparece em relatos anteriores, enquanto a listagem atribuída à Amazon traz 6,5 polegadas.
O módulo de câmeras foi reorganizado e as imagens mostram uma versão verde, possivelmente chamada Pine ou Olive, com o mesmo brilho colorido visto na campanha do Pixel 11.
Os rumores citam processador Tensor G6, 16 GB de RAM em todas as configurações e armazenamento de 256 GB, 512 GB ou 1 TB. A listagem mais recente da Amazon aponta capacidade típica de 4.750 mAh de bateria. Também surgiram menções a zoom de até 100 vezes apoiado por IA e modo Cinematic Blur em 4K a 30 quadros por segundo, mas esses recursos são menos corroborados do que o design mostrado nos renders.
O Fold pode ser anunciado em 12 de agosto e chegar às lojas mais tarde. O Google adotou uma janela posterior para o dobrável na geração passada, por isso uma estreia comercial em setembro ou outubro continua possível.
Nos Estados Unidos, a versão de 256 GB do Pixel 11 Pro Fold apareceu por US$ 1.899 em listagens apagadas da Amazon. Não há preço britânico vazado para o dobrável, e o valor norte-americano ainda depende de confirmação.
Não há previsão de venda oficial da linha Pixel 11 no Brasil. Os aparelhos das gerações anteriores também não foram comercializados diretamente pela Google Store brasileira.
Pixel Watch 5
Quanto aos relógios, os renders do Pixel Watch 5 indicam que o Google manterá o mostrador redondo, o vidro curvo, o encaixe das pulseiras e os tamanhos de 41 mm e 45 mm. As quatro combinações de cores vazadas são Dark Anthracite, Natural Silver, Pyrite e Warm Gold — esta última possivelmente exclusiva da caixa menor.
Uma nova face de relógio aparece com atalho para o Gemini, reforçando a integração da IA ao Wear OS. Imagens adicionais mostram os mesmos contatos de recarga do Pixel Watch 4, além de sensores, coroa e botão lateral praticamente inalterados.
O Google Play Console identificou o Pixel Watch 5, codinome “godric”, com a plataforma Qualcomm SW5100, CPU de quatro núcleos Cortex-A53 a 1,7 GHz e GPU Adreno 702. Uma ficha técnica posterior publicada pelo Dealabs, porém, chama o processador de Snapdragon W5 Gen 2 Accelerated, chip ainda não anunciado pela Qualcomm. Como os identificadores de CPU e GPU permanecem iguais aos da geração atual, ainda não está claro se o nome representa um novo componente ou uma versão acelerada da mesma plataforma.
Os dois vazamentos convergem em 3 GB de RAM, contra 2 GB no Pixel Watch 4, enquanto o armazenamento interno deve dobrar para 64 GB. O registro do Play Console também mostra tela de 426 × 426 pixels em uma das variantes. As especulações anteriores sobre um Tensor próprio para relógios, portanto, perderam força.
As baterias teriam pequenos aumentos: 332 mAh no modelo de 41 mm, ante 325 mAh, e 465 mAh no de 45 mm, ante 455 mAh. A autonomia declarada permaneceria em 30 horas com a tela sempre ativa no relógio menor e 40 horas no maior.
A ficha também cita uma segunda geração da pulseira Active Band em borracha HNBR, além de Wear OS 7.0 com Gemini Intelligence. Permaneceriam o painel Actua 360 com brilho de até 3.000 nits, Bluetooth 6.0, Wi-Fi, NFC, UWB e as certificações 5 ATM e IP68. Todos esses dados continuam não oficiais até a apresentação do Google.
Uma tabela atribuída ao varejo europeu prevê preço inicial de US$ 399 para o modelo de 41 mm com Wi-Fi e US$ 429 para o de 45 mm. As versões LTE custariam US$ 499 e US$ 529, respectivamente. O início das vendas estaria definido para 20 de agosto, mas data e preços ainda não são oficiais.
Nova cor do Pixel Buds Pro 2

Apesar da expectativa por um Pixel Buds Pro 3, os vazamentos mais recentes apontam em outra direção. Imagens de Evan Blass mostram fones com o mesmo desenho dos Pixel Buds Pro 2, mas em uma nova tonalidade de verde escuro combinando com os celulares.
O cenário mais provável, portanto, é apenas uma nova opção de cor para o modelo atual, acompanhada ou não de uma atualização de software. Não surgiram evidências consistentes de uma terceira geração de fones para o evento de agosto.
Os Pixel Buds Pro 2 custam US$ 229 na Google Store dos Estados Unidos. Como o vazamento aponta apenas uma nova cor do modelo atual, ainda não há preço separado confirmado para esse acabamento.
Gemini e Android 17
O hardware deve dividir o palco com o Gemini Intelligence e o Android 17. A expectativa é que o Google apresente funções capazes de entender o conteúdo da tela, combinar informações entre aplicativos e concluir tarefas com menos etapas manuais.
No Pixel Watch 5, os materiais vazados sugerem automações de várias etapas iniciadas pelo pulso e uma função para criar widgets personalizados. Nos celulares, a memória adicional e o Tensor G6 podem ampliar o processamento local, embora a lista final de recursos exclusivos só seja conhecida no evento.
Outros anúncios, como novidades de Android XR, óculos inteligentes, produtos Nest ou um rastreador da família Pixel, ainda têm evidências frágeis. Eles podem aparecer como surpresa, mas não devem ser tratados como parte confirmada do catálogo.
Veja também
Fontes: Google Store, CNET, 9to5Google(1), 9to5Google(2), 9to5Google(3), 9to5Google(4), 9to5Google(5), 9to5Google(6), 9to5Google(7), 9to5Google(8), 9to5Google(9), Digital Trends e Yahoo Tech.