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Depois de lançar o épico RPG de ação e aventura The Witcher 3: The Wild Hunt em 2015, o mundo dos games tinha altas expectativas pela nova empreitada da desenvolvedora polonesa CD Projekt Red, Cyberpunk 2077. Porém, apesar de muitas promessas e muitos atrasos, o que chegou até as mãos dos jogadores no final de 2020 foi um jogo repleto de bugs, falhas técnicas e problemas de desempenho que o tornavam quase injogável.
Felizmente a empresa se redimiu de seus erros com as devidas correções e atualizações e, 4 anos depois de seu lançamento, Cyberpunk 2077 Ultimate Edition chega ao novo console da Nintendo, o Nintendo Switch 2, entregando uma experiência imersiva, de qualidade e repleta de ação como nunca.
História
A narrativa continua sendo um dos pontos altos do jogo. Você controla V, um mercenário, nômade ou corpe (dependendo do tipo de personagem que você escolher jogar) em busca de fama e sobrevivência nas ruas futuristas de Night City, enquanto lida com o “fantasma” digital de Johnny Silverhand (Keanu Reeves).

A expansão Phantom Liberty adiciona um arco político de espionagem, envolvendo uma conspiração internacional e novos personagens marcantes, como Solomon Reed (Idris Elba). Tudo isso faz com que a história prenda do início ao fim, mesmo para quem já jogou em outras plataformas.
Livre dos bugs que assombraram os jogadores nos primeiros meses desde o lançamento inicial do jogo, Cyberpunk 2077 Ultimate Edition traz o pacote completo da experiência narrativa e de combate que eram as metas iniciais de sua equipe de desenvolvedores. Com a adição do pacote de DLC, a história de V conta com sete finais diferentes e únicos, sendo revelados ao jogador conforme as escolhas feitas ao longo da história. Você será um mercenário tocando o terror em Night City, ou talvez um corpe renegado que irá participar em jogos de poder para conseguir chegar onde deseja?

Jogabilidade
Uma adição curiosa e extremamente bem-vinda é o suporte oficial a jogabilidade por mouse utilizando os Joy-Cons 2. A Nintendo implementou sensores ópticos nos novos controles, permitindo que eles sejam usados como um “air mouse” para navegação de menus e até mira no jogo. Funciona melhor do que o esperado, principalmente em combates à distância, oferecendo uma precisão que se aproxima de um mouse real, mas ainda com aquela leve sensação de improviso.

O jogo também suporta o tradicional esquema de controles com os analógicos e, claro, a personalização total dos botões, incluindo perfis salvos para diferentes estilos de jogo. O único caso em que não recomendamos o uso dos novos Joy-Cons 2 como mouse é no controle de veículos, pois mesmo ajustando o nível de sensibilidade, a movimentação é muito imprecisa e controlar pelos analógicos entrega uma experiência muito mais confortável.

Gráficos, desempenho e bugs
A maior surpresa desta versão é, sem dúvida, o desempenho técnico. Graças ao hardware mais robusto do Switch 2 e à tecnologia de upscaling por IA implementada pela CD Projekt RED, Cyberpunk 2077 Ultimate Edition roda a 720p no modo portátil e 1080p no modo docked, com taxa de quadros variando entre 30 e 40 fps. Enquanto no modo docked a resolução é fixa, ela varia entre 720p no modo desempenho com até 40 fps, e 1080p no modo qualidade com no máximo 30 fps, ambos modos disponíveis apenas no modo portátil. Embora essa taxa seja menor que os 60fps disponíveis no PS5, Xbox Series X e PCs mais potentes, o compromisso é bem equilibrado para o formato híbrido.

O uso de DLSS 4 adaptado para o chip NVIDIA do Switch 2 permite texturas mais nítidas e iluminação aprimorada em comparação ao que vimos no primeiro Switch. Em áreas muito densas como Japantown ou Watson, pode haver pequenas quedas ocasionais de desempenho, mas nada que comprometa a experiência geral.
Durante as mais de 30 horas de gameplay realizadas para essa análise, somente um bug provocou um travamento do jogo e sua reinicialização, mas acreditamos se tratar de uma falha pontual que não se repetiu. Além disso, fica evidente que no modo docked o jogo exige mais do console, se percebendo uma saída maior de ar quente da parte superior do Nintendo Switch 2, mas nada que provocasse superaquecimento ou mesmo ruídos.

Já no modo portátil, mesmo consumindo mais bateria do console, não ocorreram aquecimentos excessivos do dispositivo. Feitas essas considerações, é seguro afirmar que Cyberpunk 2077 Ultimate Edition é uma experiência sólida em termos gráficos do começo ao fim no Nintendo Switch 2.
Preço de disponibilidade
Cyberpunk 2077 Ultimate Edition para o Nintendo Switch 2 pode ser adquirido em mídia digital pela eShop por R$ 339,99 ou nas principais lojas de eletrônicos do país como Mercado Livre em edição física a partir de R$ 469,90 (incluindo uma cartela de adesivos especiais e itens cosméticos para resgatar no jogo).

Conclusão
Cyberpunk 2077: Ultimate Edition no Nintendo Switch 2 é um feito técnico impressionante, equilibrando qualidade gráfica, estabilidade e portabilidade. Para quem nunca jogou ou quer revisitar Night City de forma mais casual, essa versão entrega mais do que o esperado, especialmente pela conveniência do modo portátil. Ainda que essa versão não atinja o nível técnico daquelas encontradas nas plataformas de ponta, o fato de termos esse escopo narrativo e gráfico na palma da mão é algo digno de destaque.

Se você queria uma desculpa para revisitar Night City de qualquer lugar, acabou de encontrar.
Revisado por Tiago Rodrigues em 24/06/2025
Cyberpunk 2077 Ultimate Edition (Nintendo Switch 2)
Cyberpunk 2077 Ultimate Edition (Nintendo Switch 2)Prós
- Trama envolvente e completa com Phantom Liberty
- Visual surpreendente para um console híbrido
- Suporte a mouse com Joy-Cons 2 agrega versatilidade
- Modo portátil extremamente competente
Contras
- 30fps pode desagradar jogadores mais exigentes
- Pequenas quedas em áreas muito densa
- Ray tracing ausente
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