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A Meta começou a testar no Brasil o WhatsApp Plus, uma assinatura opcional para usuários do mensageiro que custa R$ 7 por mês nesta fase inicial. O plano pago não muda o envio de mensagens, chamadas ou a criptografia de ponta a ponta, mas libera recursos extras de personalização e organização, como temas, ícones, figurinhas premium, ringtones e até 20 conversas fixadas.
O que é o WhatsApp Plus?

O WhatsApp Plus é uma assinatura oficial da Meta dentro do WhatsApp Messenger. A proposta é oferecer recursos extras de personalização e organização sem alterar o funcionamento básico do aplicativo, que continua gratuito para mensagens, chamadas e grupos.
A novidade também não deve ser confundida com versões modificadas e não oficiais do mensageiro que usam nomes parecidos. O suporte do WhatsApp afirma que a assinatura funciona apenas nas versões oficiais baixadas pela Google Play Store ou pela App Store; usar apps não oficiais pode levar ao bloqueio temporário ou permanente da conta. O alerta é relevante porque o nome “Plus” já foi usado por mods populares fora da loja oficial.
No Showmetech, já havíamos explicado que a Meta preparava um plano de assinatura paga para o WhatsApp.
Quais recursos entram na assinatura?

Até agora, o pacote é mais focado em personalização visual e organização de conversas do que em funções essenciais. Ou seja: quem não assinar não perde o envio de mensagens, chamadas, grupos, comunidades ou proteção por criptografia.
- Figurinhas premium: pacotes exclusivos com efeitos especiais para conversas individuais e grupos;
- Temas e ícones: novas cores, aparência do app e ícones alternativos, visíveis apenas para o próprio usuário;
- Até 20 chats fixados: mais espaço para manter conversas importantes no topo da lista;
- Ringtones premium: toques exclusivos que podem ser atribuídos a contatos importantes;
- Listas personalizadas: alertas, ringtones e temas próprios para listas de conversas.

O limite maior de conversas fixadas é o recurso mais funcional do pacote. Atualmente, o WhatsApp permite fixar até três conversas no topo da tela. Com o WhatsApp Plus, o limite sobe para 20 chats simultaneamente, recurso pensado principalmente para quem usa o aplicativo para trabalho, estudos, grupos e contatos frequentes.
Já os temas, ícones, ringtones e figurinhas aproximam o WhatsApp de uma estratégia comum em outros serviços sociais pagos: cobrar por itens cosméticos e conveniências sem criar uma barreira para o uso básico. O modelo segue uma tendência já adotada por outras plataformas digitais, como Telegram Premium, Discord Nitro e Snapchat+, que oferecem recursos visuais, personalização e conveniências extras sem alterar o funcionamento gratuito principal do serviço, como explicamos em nosso guia sobre a Meta AI no WhatsApp, Instagram e Facebook.
Quanto custa no Brasil e quem pode assinar?

No Brasil, os primeiros testes mostram o WhatsApp Plus por R$ 7 ao mês. Como a assinatura ainda está em fase limitada, o valor pode mudar caso a Meta decida lançar o serviço de forma ampla. Em outros mercados, relatos anteriores mostraram preços diferentes, como € 2,49 mensais em partes da Europa. Isso indica que a Meta pode adotar valores regionalizados conforme o país.
Para verificar se a novidade apareceu no seu celular, o caminho indicado é abrir o WhatsApp e acessar Configurações > Assinaturas. Se o recurso estiver disponível, a tela deve mostrar a opção WhatsApp Plus e a lista de benefícios. A própria Central de Ajuda informa que alguns recursos ainda estão sendo liberados gradualmente e podem não aparecer para todos.
Também há uma limitação importante: o plano é voltado ao WhatsApp Messenger, não ao WhatsApp Business. Empresas e profissionais que dependem da versão comercial do aplicativo ainda não aparecem como público-alvo dessa assinatura.
Vale a pena pagar?

Por enquanto, o WhatsApp Plus parece fazer mais sentido para usuários que passam boa parte do dia no aplicativo e querem mais controle visual ou organização da caixa de entrada. Fixar até 20 conversas pode ajudar quem acompanha muitos grupos, familiares, contatos de trabalho e listas; já os temas, ícones e ringtones são benefícios mais ligados a gosto pessoal.
Para a maioria dos usuários, porém, a assinatura ainda não parece essencial. O plano não promete remover anúncios, ampliar privacidade, liberar armazenamento extra, melhorar chamadas ou mudar a segurança das mensagens. Figurinhas premium também competem com alternativas gratuitas, incluindo métodos para criar figurinhas no iPhone para WhatsApp e outros apps.
A melhor recomendação é tratar a assinatura como um teste opcional, não como um upgrade obrigatório. Se o WhatsApp Plus aparecer no seu aparelho, vale conferir a lista exata de benefícios antes de assinar e cancelar caso os recursos não façam diferença no uso diário.
O que ainda falta saber?
A Meta confirmou que está testando uma assinatura opcional para usuários que querem mais formas de organizar e personalizar a experiência, mas ainda não detalhou quando o serviço será expandido para todos, se o preço brasileiro continuará em R$ 7, nem quais recursos adicionais entrarão no pacote depois.
Em alguns aparelhos Android, usuários relataram a oferta de um período de teste gratuito de 30 dias antes da cobrança mensal. A Meta ainda não confirmou se essa condição será mantida em um lançamento mais amplo.

Nas redes sociais, a reação inicial foi dividida. Enquanto alguns usuários enxergam utilidade no aumento do número de conversas fixadas, muitos criticaram a ideia de pagar por recursos considerados cosméticos, como temas, figurinhas e toques exclusivos. Em fóruns online, parte do público também demonstrou preocupação com a possibilidade de o WhatsApp adotar cada vez mais recursos pagos no futuro.
Enquanto isso, vale manter distância de aplicativos paralelos que prometem funções “Plus” fora das lojas oficiais. Além de risco de privacidade, esse tipo de app pode violar as regras do WhatsApp e levar ao banimento da conta, tema que já explicamos em nossa lista de motivos que podem fazer o WhatsApp banir sua conta.
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Fontes: WhatsApp Help Center, WhatsApp Help Center, Tecnoblog, TechCrunch e WABetaInfo.
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