Apps de namoro

A batalha pelos usuários: apps de namoro apostam no vídeo

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As redes sociais atuais são completamente dependentes dos vídeos, e os apps de namoro ganham muita força com isso

A corrida pela atenção dos usuários não diminui nem por um minuto. Redes sociais, mensageiros instantâneos, apps de namoro e outras plataformas estão constantemente competindo entre si, aproveitando ideias de recursos de concorrentes e criando suas próprias versões e assim por diante. Como resultado, existe uma espécie de “transfusão” de usuários de um serviço para outro. E este é um processo completamente natural.

Hoje vamos dar uma olhada em como a indústria, os apps de namoro e a forma de comunicar na internet tem mudado nos últimos anos, bem como que tipo de recursos “emprestados” de outras plataformas têm ajudado os sites modernos a atrair público.

Seguir a tendência das funcionalidades é a chave para o sucesso?

Um exemplo claro do que estamos falando foi o caso do aplicativo Clubhouse, que teve um grande sucesso no início de 2020. Nessa rede social, toda a comunicação é realizada exclusivamente por voz. Para muitos, foi uma surpresa que essa rede social tenha se tornado tão popular, mas, não perdendo tempo, vários desenvolvedores de outras plataformas não perderam tempo e adicionaram a mesma funcionalidade do Clubhouse aos seus sites.

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Clubhouse teve uma ascensão tão rápida quanto sua queda (imagem: Clubhouse)

Foi assim que o recurso de live audio rooms apareceu no Facebook, bem como o Spaces no Twitter e os bate-papos por voz permitindo um número ilimitado de ouvintes no Telegram. Já o desenvolvedor do Badoo, por exemplo, decidiu não sobrecarregar seu aplicativo de namoro, mas lançou um serviço de áudio de terceiros.

Agora que a popularidade do Clubhouse desapareceu, é engraçado lembrar como rapidamente tantos desenvolvedores tentaram copiar seu conceito. Mas isso significa que “emprestar” um recurso de outro aplicativo é uma má ideia? Claro que não!

Existem dezenas de exemplos em que recursos inspirados em outras plataformas deram ótimos ou bons resultados. Aqui estão alguns deles.

  1. Twitter vs Instagram. Não se pode dizer que os desenvolvedores do Instagram roubaram a ideia do Twitter, mas as semelhanças nos primeiros anos do Instagram eram óbvias: os usuários recebiam os mesmos recursos que no Twitter, apenas com fotos (e vídeos a seguir) e a capacidade de postar textos mais longos. Resumindo: 1,282 bilhões de visitantes do Instagram contra 345,3 milhões no Twitter por dia.
  2. Stories do Instagram. Um bom exemplo de um recurso “emprestado” é este. Quando os Stories do Instagram surgiram, eles causaram sensação nos outros sites que, rapidamente, tentaram imitar o recurso. Quase todas as redes sociais populares e até mesmo outros serviços com poucas semelhanças adotaram esta funcionalidade. Por exemplo, até o Google Photos e alguns aplicativos bancários possuem um recurso de stories. A propósito, o Instagram recentemente permitiu publicar Stories de um minuto. Será que isso vai inspirar outros aplicativos?
  3. TikTok e outros. Muitos criticam o conteúdo de qualidade questionável do TikTokm, mas, esta é uma das redes sociais com maior crescimento atual. O número diário de usuários do TikTok ultrapassa 755 milhões de pessoas e continua aumentando. O público realmente gostou do formato de vídeos curtos, então desenvolvedores de terceiros também correram para implementar algo semelhante, como os reels do Instagram, as shorts do YouTube, etc. Como no caso dos Stories do Instagram, nem todos gostaram que esse recurso agora está em todo o lado, mas eles são cada vez mais populares.
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TikTok é possivelmente um dos maiores sucessos da comunicação atual (imagem: Bit magazine)

Se você ler esses três exemplos e, mesmo assim, achar que essa tendência de apps pegarem emprestados recursos de outros apps não é real, lembre-se dos recursos de vídeo. Há muito que o conteúdo e a comunicação por vídeo capturam o espaço da Internet mas essa tendência se tem tornado verdadeiramente massiva há mais de um ano. Quais as razões dessa popularidade?

Vídeo: da visualização passiva de vídeos a encontros por vídeo e encontros virtuais

No dia 25 de abril de 2005, foi publicado o primeiro vídeo no então novo e desconhecido serviço chamado YouTube. Era um vídeo de 18 segundos, chamado “Eu no zoológico”. É improvável que logo naquele momento os desenvolvedores tivessem noção de que estavam dando origem a uma nova era da internet, a era do vídeo!

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Cofundador do YouTube, Jawed Karim, no primeiro vídeo da rede social (imagem: YouTube)

Uma década e meia mais tarde e o YouTube é o maior serviço de hospedagem de vídeo do mundo, oferecendo a seus usuários uma quantidade incalculável de conteúdo. Com tudo isso, o vídeo se tornou parte integrante das nossas vidas. A partir do vídeo nos comunicamos com amigos, melhoramos nossa educação e participamos de conferências de trabalho. Assistindo vídeos, aprendemos a desmontar celulares que caíram no banheiro e montar computadores componente a componente. O vídeo se tornou uma fonte qualitativamente nova de informação e meios de comunicação.

É claro que o vídeo não é um novo formato e é historicamente muito mais antigo. Aliás, o primeiro vídeo curto foi filmado há mais de 130 anos, em 1888, na Inglaterra. No dia 20 de abril de 1964, foi feita a primeira chamada por vídeo. Isso aconteceu na Feira Mundial e, naquele momento, parecia algo de um livro de ficção científica.

Mas, apesar de ser um recurso já antigo, nunca antes a criação e comunicação por vídeo foram tão acessíveis às pessoas como é agora. Por exemplo, em 24 de junho de 1968, a AT&T trouxe as chamadas por vídeo para a população, mas o preço de acesso a esse serviço era absurdamente alto, com três minutos de conversa a custar US$ 16 (cerca de US$ 121 dólares hoje). Em contrapartida, agora podemos fazer chamadas de vídeo para pessoas do outro lado do globo em um clique e não pagar nem um centavo (sem contar com a conta da internet, claro). Encontros por vídeo e comunicação no espaço virtual são coisas absolutamente comuns. Vivemos em tempos interessantes, não é?

Quando a comunicação por vídeo está na vanguarda de tudo

Hoje é difícil encontrar uma rede social, mensageiro ou serviço de namoro online que não tenha uma função de vídeo. Muitas plataformas colocam até a comunicação por vídeo em primeiro lugar. Falamos claro do Omegle e dos sites concorrentes.

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Omegle voltou a ser um grande sucesso com a pandemia (imagem: Link Estadão)

O bate-papo por vídeo Omegle foi lançado em 2009 e rapidamente atraiu a atenção do público. Muitos gostaram da ideia de encontros rápidos com pessoas completamente aleatórias. Como resultado, o Omegle obteve milhões de usuários em poucos meses. Enquanto isso, outros desenvolvedores pegaram no conceito básico de roleta de bate-papo e criaram novas formas de implementar esse recurso.

  • O OmeTV oferece aos usuários filtros de gênero e geográficos, que o Omegle não possui. Além disso, os desenvolvedores adicionaram a função de tradução automática de mensagens de texto para o idioma selecionado, tornando o OmeTV um serviço excelente para falar com pessoas de outros países.
  • O CooMeet melhorou o filtro de gênero ao absoluto, permitindo que os homens se comuniquem exclusivamente com mulheres. O algoritmo do coomeet.com/pt/omegle conecta os usuários apenas com pessoas do sexo oposto. Além disso, os aplicativos móveis do CooMeet tornaram a comunicação ainda mais conveniente e o seu programa de afiliados permitiu que você ganhasse dinheiro real para convidar novos usuários a usar a plataforma. Nada mal, certo?  

Essas alternativas de sucesso ao Omegle estão totalmente focadas na comunicação por vídeo e são apenas duas entre muitas dezenas. Experimente essa nova área da comunicação.

Resumindo

No mundo moderno, qualquer ideia nova é no fundo a melhoria de uma ideia já existente. No entanto, não existe nada de errado com isso. Se existe algo que tem qualidade mas que pode ser melhorado ainda mais, isso deve ser feito, é assim que acontece o progresso.

Hoje, os serviços de comunicação dependem do vídeo e, em alguns anos, talvez metauniversos e mundos virtuais estarão dominando o panorama social. Existem vários projetos trabalhando nessa área. Por isso, estamos muito interessados em saber como a indústria dos relacionamentos online irá mudar em 5, 10, 50 ou 100 anos. Temos certeza que será algo completamente diferente!

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