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Crítica: Han Solo: Uma História Star Wars é um filme nada obrigatório da franquia

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Filme solo do personagem que ficou famoso nos principais longas de Star Wars finalmente é lançado. No entanto, será que Han Solo: Uma História Star Wars era realmente necessário?

Desde quando foi anunciado, Han Solo: Uma História Star Wars sempre foi polêmico. De um lado, antigos fãs da franquia não queriam ver outro ator interpretando um personagem que só tinha a cara de Harrison Ford e mais ninguém. De outro, tínhamos uma franquia que possuía e ainda possui capacidade de se expandir um bocado.

Dirigido por Ron Howard com roteiro de Jonathan Kasdan e Lawrence Kasdan, o filme te faz enxergar uma faceta nunca antes demonstrada por Han Solo. Para o bem ou para o mal, Alden Ehrenreich não é uma cópia de Harrison Ford.

Franquia gigante, filme contido

Como esperado de um prequel com foco em um coadjuvante, o filme não trata de uma ameaça que afeta a galáxia inteira. Seu objetivo aqui é mostrar o que fez o Han Solo de Ehrenreich se tornar o de Ford.

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O filme menos épico da franquia.

E é tendo isso em mente que podemos afirmar que o visual mais sombrio do longa casa bem com a temática proposta. Mas não se preocupe, o tom aqui não é afetado, o que mantém Han Solo: Uma História Star Wars dentro dos padrões dos outros filmes.

Na verdade, esse resultado é até surpreendente. Isso porque o filme passou por algumas turbulências em sua produção – por exemplo, Ron Howard não foi o primeiro diretor do longa.

Nem tudo é tão bem construído em Han Solo: Uma História Star Wars

Num filme em que você precisa explicar o porquê de Han Solo ser um trapaceiro, ou como ele conheceu Lando Calrissian (Donald Glover), é natural que se gaste bastante tempo se aprofundando relações entre personagens.

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Qi’Ra poderia ter sido melhor aproveitada.

E embora o personagem de Donald Glover esteja excepcional em tela, o de Emilia Clarke, por exemplo, merecia um pouco mais de atenção. Em outras palavras, nem todo personagem será memorável.

Seja de propósito ou não, este tipo de lacuna acaba afetando justamente um dos aspectos principais do enredo do longa. Bom, ao menos a relação óbvia entre Han Solo e Chewbacca não foi estragada aqui.

Não é um filme para todos

No entanto, se você só está lá para ver cenas de ação, o spin-off provavelmente não te decepcionará. Apesar disso, vale lembrar que a Força nunca esteve nos planos deste filme.

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Filme não é obrigatório.

Isso mesmo, se trata de um filme de Star Wars sem uma de suas principais características. Então, se prepare para uma aventura com a presença da Millennium Falcon, mas com a ausência da família Skywalker.

No fim das contas, Han Solo: Uma História Star Wars é um filme decente, mas que sofre com a ausência de detalhes importantíssimos. E, como resultado, o espectador acaba não se importando muito com o que vê ali.

Se você é fã da franquia, vale a pena dar uma chance, mas sem criar muita expectativa. Porém, se você é fã do personagem em si, e não necessariamente de sua versão criada por Harrison Ford, o filme pode ser um prato cheio.

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Sobre o Autor

Ewerton Vasconcelos

Perde tempo lendo sobre jogos e tecnologia. Vive na parte inútil de Alagoas, isto é, a parte sem praias.

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