Deepfake: Inteligência artificial da Samsung transforma fotos em vídeos

Samsung quer transformar fotos e até pinturas em vídeos com o uso da Deepfake, tecnologia polêmica que utiliza inteligência artificial para simular rostos e expressões

O Deepfake é uma tecnologia desenvolvida que utiliza inteligência artificial (IA) para criar vídeos falsos a partir de imagens. A tecnologia não é nova, e já habitava os fóruns do Reddit desde dezembro de 2017.

Neste ano, um usuário com o nome Deepfake começou a postar vídeos de conteúdo explícito de pessoas famosas nos fóruns. Para isso, ele utilizava softwares de deep learning, que aplicava rostos de pessoas famosas, em cenas inusitadas. Alguns casos ficaram famosos, como o da Gal Gadot e da Emma Watson.

Após esses eventos no Reedit, a prática de vídeos editados usando machine learning e outras possibilidades de IA começou a ser chamada de Deepfake. E, com isso, a tecnologia passou a ser estudada com muita cautela, já que ela pode, assim como no seu início, ser usada de formas não muito ortodoxas.

O problema do Deepfake

Em vídeo falso, movimentos e falas e de Obama são controlados pelo ator Jordan Peele

Os algoritmos, por mais bem desenvolvidos que sejam, não são perfeitos. Porém, essa prática pode enganar muita gente, e é aí que mora o perigo. A má utilização e a má índole podem fazer com que pessoas possam ser colocadas em situações que elas não estiveram.

O alerta veio quando a prática começou a envolver políticos, com falas que eles mesmos não disseram. E, hoje em dia, com a informação correndo muito rápido e fake news se propagam de forma mais rápida, fica muito fácil espalhar informações falsas de acordo com interesses próprios, fundamentadas por supostas provas em vídeo.

O mesmo algoritmo pode ser utilizado para colocar o rosto do Nicholas Cage em diversas cenas clássicas.

Por mais que muitos utilizem como brincadeira, esta prática e a disseminação desse tipo de conteúdo podem representar um perigo. Além disso, esses vídeos poderiam, inclusive, ameaçar a credibilidade de tudo o que é publicado.

No caso de vídeos íntimos fakes, isso gera diversos problemas éticos e legais. As criações enganosas podem prejudicar a vida de uma pessoa, seja ela famosa ou anônima, e, por enquanto, a lei prevê penalidades para o chamado pornô revenge.

Onde a Samsung entra nessa história

Deepfake Imagem mostra vários rostos sendo analisados
A tecnologia analisa vídeos de rostos parecidos com os que serão alterados para poder fazer as modificações

A Samsung, no entanto, decidiu também implementar uma nova IA que irá desenvolver a mesma técnica. O porém, vem em como a tecnologia é utilizada por usuários, e como os algoritmos irão aprender as informações.

Antes de partir para a prática, o algoritmo irá começar com um longo estágio de meta-aprendizado. Isso significa que o algoritmo irá assistir a vários vídeos para poder aprender como os rostos humanos se comportam.

Living portraits é a aposta para fazer com que retratos ou pinturas famosas virem vídeos.

Em seguida, aplica-se o que é aprendido a um único ou um pequeno apanhado de fotos para produzir um vídeo razoavelmente realista. Ao contrário de um verdadeiro deepfake, os resultados dessa IA pretendem deixar imperfeições à vista.

Isso fará com que a imagem pareça que foi alterada, para que ela não perca sua confiabilidade. Por exemplo, o vídeo de Marilyn Monroe utilizando a tecnologia, a sua pinta no rosto foi retirada. Isso foi feito para que seja claro que aquilo é falso, dando totalmente a credibilidade.

Confira o vídeo abaixo:

Mesmo com todos os problemas, a Samsung ainda aposta que o algoritmo ainda assim consiga reproduzir com fidelidade as imagens, mesmo que deixe as marcas claras de que o vídeo foi gerado por uma IA.

Fonte: Cnet

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