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Descomplicando: como funciona o USB-C, suas vantagens e o futuro da tecnologia

O futuro do USB-C também depende do USB 3.1. Não entende nada disso? Então confira as vantagens, desvantagens e como funciona o USB-C.

Descomplicando: como funciona o USB-C, suas vantagens e o futuro da tecnologia

Novo MacBook da Apple também é compatível com as novas portas USB-C.

O bacana da tecnologia é ver como as empresas acabam adotando novos padrões para facilitar a vida do consumidor, mas um em especial vem chamando bastante atenção. A USB Type-C, ou somente USB-C, acrescenta ao conceito de Universal Serial Bus uma ideia mais simplista, sendo esta uma conexão mais inteligente do que a micro USB.

As novas portas USB-C estão sendo adotadas por um volume maior de produtos da industria. Não somente nos smartphones, essas portas reversíveis já começam a ser adotadas em outros dispositivos – como em notebooks, por exemplo – e a tendência, aparentemente, é só expandir cada vez mais.

Pois bem, este novo padrão reversível realmente tem vantagens em relação ao micro USB e afins; além de ser mais rápido no quesito carregamento, ele também permite a troca de informações com mais velocidade. Mas, como este conceito não é tão antigo, muitos ainda não sabem como, de fato, ele funciona.

Mas o que é o USB-C?

Resumidamente, o USB-C funciona da mesma maneira do micro USB do seu (provável) celular, mas tem mais vantagens. O seu conector é reversível, ou seja, você pode conectá-lo de qualquer um dos lados. Além disso, a transferência de dados e energia é feita pelos 24 pinos do seu conector, diferente do micro USB que tem apenas cinco.

Com o USB-C, os usuários podem transformar os celulares em “power banks”.

A primeira versão do USB-C (1.0) surgiu em 2014 e atualmente já suporta os padrões 3.1 e 3.0. Mas, além da ótima vantagem de não precisar ser conectado de uma maneira específica, o novo padrão tem um nível maior de transferência (10 Gbps – 1,2 gigabyte por segundo) e pode entregar até 100 watts de energia, ou seja, ele facilmente pode carregar o seu notebook, smartphone ou outros dispositivos compatíveis com a tecnologia.

Como ele funciona e vantagens

USB-C

Ilustração mostra os 24 pinos do conector do USB-C.

O USB-C pode ser entendido como um padrão como qualquer outro cabo USB, porém as diferenças são bem interessantes. Ele carrega consigo dois conjuntos de fios que funcionam assim:

  • O primeiro deles fica responsável pelo fornecimento de energia para os dispositivos;
  • O segundo conjunto, porém, faz a transferência de dados entre dispositivos.

Como já citamos anteriormente, o novo padrão tem 24 pinos contra 5 pinos do micro USB 2.0. Basicamente, isto permite que você possa fazer a transferência de arquivos e carregue o seu celular com mais velocidade, por exemplo.

A tecnologia é legal demais para não termos um novo padrão de conectores. O USB-C realmente é mais vantajoso, tanto que alguns rumores sugerem que a Apple substitua o seu conector próprio, o Lightning, para seguir a indústria. Dezenas de fabricantes já adotaram este padrão para os seus dispositivos topo de linha e intermediários, o que de fato nos leva a crer que o USB-C ganhe muito mais força nos próximos meses.

Nem todos os produtos já são compatíveis com o novo padrão, e existem até algumas maneiras de “burlar” esta mudança com adaptadores. Como a indústria em geral ainda precisa se adaptar, é provável que vez ou outra você sinta o peso das mudanças quando precisar de novos cabos, mas é algo que pode se tornar um hábito mais regular no futuro.

O que o futuro reserva e USB 3.1

Google Pixel

Google Pixel também pode recarregar outros dispositivos graças ao USB-C.

Antes de prosseguirmos neste tópico, precisamos entender que, essencialmente, USB-C e USB 3.1 não são a mesma coisa. Enquanto que o primeiro é referente ao tipo de conector, o segundo trata-se da tecnologia utilizada.

Com suporte ao USB 3.1, que pode atingir velocidades de transferência de até 10 Gbps o dobro do USB 3.0 –, o USB-C acaba levando mais uma excelente vantagem. Se não fosse o fato de que poucos dispositivos são compatíveis com o USB 3.1 até então, este recurso seria facilmente mais explorado por permitir uma largura de banda mais ampla.

Atualmente, tanto o Android 6.0 Marshmallow quanto o 7.0 Nougat são compatíveis com o USB 3.1, mas as fabricantes, é claro, precisam também usufruir do que o hardware e software oferecem juntos. A Qualcomm, por exemplo, aproveita isto para criar o Quick Charge, tecnologia própria de carregamento rápido.

O futuro do USB-C também está ligado ao USB 3.1. Até que a nova versão da tecnologia seja amplamente utilizada no mercado, você já poderá ter adquirido algum produto com o USB 3.0, talvez. Isto, é claro, não é nenhum problema, visto que o USB 3.1 também é compatível com versões mais antigas para realizar a transferência de dados.

Um bom exemplo do uso do hardware com o software é o que a Google faz com o Pixel. O novo smartphone da empresa pode utilizar a energia própria para carregar outros produtos, o que claramente pode se tornar uma vantagem melhor em aparelhos com baterias mais duradouras. Outras fabricantes como a Asus também já adotam este tipo de recurso em seus smartphones, embora não seja algo extremamente explorado.

Façam suas apostas!

O USB-C vem sendo reconhecido como um padrão mais vantajoso, e a chegada do USB 3.1 certamente será um fator determinante nesta operação de expansão. Com cada vez mais fabricantes adotando o modelo, a ideia principal que é remetida ao consumidor é: uma hora você vai ter que substituir os seus cabos. E isto não é, de fato, algo negativo.

Nós já discutimos aqui as principais vantagens do USB-C, e a desvantagem mais aberta (e simples) seria, no início, você ter que comprar um ou outro cabo (USB-C para USB A, por exemplo) para conectar seus gadgets. Essa parte é tranquila, porém alguns cabos USB-C são bem caros, o que claramente não é um ponto positivo.

Jornalista (ainda em formação) de tecnologia há alguns bons anos, Wellington acompanhou algumas mudanças bem legais do ramo bem de perto e ainda ama o layout do Nokia N95 – é sério!

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