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Tudo sobre o Pix: como usar, cadastrar chaves e aproveitar vantagens

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O Pix se tornou o principal meio de pagamento do Brasil e já é aceito em mais 8 países, incluindo os Estados Unidos. Veja como pagar, receber e transferir dinheiro com Pix de graça e com total segurança

Lançado em 2022, o Pix se tornou uma das maiores revoluções nos pagamentos no Brasil. Criado pelo Banco Central, o sistema trouxe uma alternativa mais rápida, prática e acessível para transferências e pagamentos, funcionando 24 horas por dia e sem a necessidade de intermediários.

Em pouco tempo, o Pix se tornou o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros, mudando a forma como pessoas e empresas movimentam dinheiro no dia a dia. Mas, afinal, como essa tecnologia funciona e quais recursos ela oferece? A seguir, você confere tudo o que precisa saber sobre o Pix:

O que é o Pix e como ele revolucionou os pagamentos no Brasil 

Imagem ilustrativa o que é o pix e como ele revolucionou os pagamentos no brasil (reprodução: internet)
Imagem ilustrativa o que é o Pix e como ele revolucionou os pagamentos no Brasil (Reprodução: Internet)

Criado pelo Banco Central, o Pix é um sistema de pagamentos instantâneos que permite fazer transferências e pagamentos em poucos segundos, a qualquer hora e em qualquer dia da semana. Disponível para contas corrente, poupança e de pagamento, ele oferece uma forma rápida, prática e segura de movimentar dinheiro, eliminando a necessidade de esperar o horário comercial ou dias úteis para concluir uma transação.

Desde o lançamento, em novembro de 2020, o Pix transformou a forma como os brasileiros pagam contas, fazem compras e transferem dinheiro. O sistema simplificou operações que antes dependiam de TED, DOC ou dinheiro em espécie e, com o tempo, passou a fazer parte da rotina de milhões de pessoas, tornando os pagamentos digitais mais acessíveis e impulsionando novos hábitos de consumo.

Essa mudança é refletida nos números. Segundo dados do g1 com base em informações do Banco Central, o Pix já reúne cerca de 890 milhões de chaves cadastradas e é utilizado por mais de 170 milhões de brasileiros. Entre novembro de 2020 e setembro de 2025, o sistema movimentou R$ 85,5 trilhões. Além disso, uma pesquisa do Banco Central apontou que 76,4% da população utiliza o Pix, tornando-o o meio de pagamento mais usado no país, à frente do dinheiro em espécie.

Além de facilitar a vida dos consumidores, o Pix também impulsionou o comércio e ampliou a inclusão financeira no Brasil. Hoje, ele é amplamente utilizado em compras presenciais e online, além de negociações feitas pelo WhatsApp e redes sociais, com confirmação quase instantânea do pagamento. Para empresas e comerciantes, outro benefício é o custo menor das transações em comparação aos cartões, enquanto o uso de dinheiro físico vem diminuindo cada vez mais.

Como o Pix funciona hoje (Chaves, QR Code e Copia e Cola) 

Imagem ilustrativa como o pix funciona hoje (reprodução: internet)
Imagem ilustrativa como o Pix funciona hoje (Reprodução: Internet)

Para fazer pagamentos e transferências instantâneas, basta acessar o aplicativo ou site do banco e escolher uma das opções disponíveis. Após iniciar a transação e concluir a autenticação, o dinheiro é enviado em poucos segundos por meio do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), operado pelo Banco Central.

O sistema está disponível para pessoas físicas, empresas e órgãos públicos, permitindo pagamentos e transferências entre diferentes tipos de usuários de forma rápida e segura. Atualmente, existem quatro maneiras de realizar um Pix:

  • Chave Pix: informe a chave cadastrada pelo recebedor, que pode ser CPF, CNPJ, e-mail, número de celular ou uma chave aleatória. Com ela, os dados da conta são preenchidos automaticamente.
  • QR Code: escaneie o QR Code gerado pelo recebedor. Essa opção já inclui as informações da transação, reduzindo a chance de erros no preenchimento.
  • Pix Copia e Cola: copie e cole o código gerado pelo recebedor no campo específico do Pix. Ele funciona da mesma forma que o QR Code e é útil quando não é possível fazer a leitura com a câmera.
  • Dados bancários: mesmo sem uma chave Pix cadastrada, também é possível fazer uma transferência informando os dados da conta e o CPF ou CNPJ do destinatário.

Antes de concluir o pagamento, confira os dados do recebedor e o valor da transação. Em seguida, confirme a operação utilizando a senha do aplicativo ou outro método de autenticação disponível, como biometria, reconhecimento facial ou token.

Vale ressaltar que o Pix não possui valor mínimo para pagamentos ou transferências. Já o limite máximo é definido pelo banco para aumentar a segurança das transações e pode variar conforme o perfil do cliente. Caso seja necessário, também é possível solicitar o aumento ou a redução desse limite diretamente no banco.

Principais funcionalidades

Pix Saque e Pix Troco

Imagem ilustrativa pix saque e pix troco (imagem: showmetech)
Imagem ilustrativa Pix Saque e Pix Troco (Imagem: Showmetech)

Pix Saque e Pix Troco são funcionalidades criadas para facilitar o acesso ao dinheiro em espécie. Em vez de depender apenas de caixas eletrônicos ou agências bancárias, você pode sacar dinheiro em estabelecimentos credenciados, como supermercados, farmácias, padarias, postos de combustíveis, lotéricas e alguns caixas eletrônicos.

No Pix Saque, basta solicitar o serviço em um estabelecimento participante, informar o valor desejado, fazer um Pix para o local e receber o mesmo valor em dinheiro. Já no Pix Troco, o saque acontece durante uma compra: você paga um valor maior via Pix e recebe a diferença em espécie.

Como funciona o Pix Saque

  • Passo 1: Vá até um estabelecimento credenciado que ofereça o serviço.
  • Passo 2: Informe o valor que deseja sacar.
  • Passo 3: Faça um Pix para o estabelecimento.
  • Passo 4: Receba o valor em dinheiro.

Como funciona o Pix Troco

  • Passo 1: Faça uma compra em um estabelecimento participante.
  • Passo 2: Solicite o Pix Troco e informe quanto deseja receber em dinheiro.
  • Passo 3: Pague, via Pix, o valor da compra somado ao valor do saque.
  • Passo 4: Receba o troco em espécie.

Qualquer pessoa que tenha uma conta em um banco ou instituição financeira com Pix pode utilizar as duas modalidades. Os limites variam conforme o banco e o horário da transação, podendo chegar a R$ 3.000 durante o dia e R$ 1.000 no período noturno.

Antes de concluir a operação, confira os dados do estabelecimento e guarde o comprovante da transação. Também é recomendável utilizar o Pix Saque e o Pix Troco apenas em locais credenciados e considerados seguros.

Pix Automático e Agendado

Imagem ilustrativa pix automático e agendado (imagem: showmetech)
Imagem ilustrativa Pix Automático e Agendado (Imagem: Showmetech)

O Pix Automático e o Pix Agendado foram criados para facilitar pagamentos recorrentes ou programados, evitando atrasos e a necessidade de fazer uma nova transferência manual a cada vencimento.

O Pix Agendado permite programar um ou mais pagamentos para uma data futura, como se fosse um débito automático em sua conta. Basta informar o destinatário, definir o valor e escolher o dia em que a transferência será realizada automaticamente.

Já o Pix Automático é voltado para pagamentos recorrentes a empresas, como contas de consumo, mensalidades, assinaturas e outros serviços. Nessa modalidade, o cliente autoriza previamente a cobrança, e a empresa fica responsável por enviar os valores e as datas de pagamento conforme o acordo estabelecido. Antes de cada cobrança, o banco notifica o usuário, que pode acompanhar, cancelar ou revogar a autorização a qualquer momento pelo aplicativo.

Pix Parcelado 

Pix parcelado 
Imagem ilustrativa Pix parcelado (Imagem: Showmetech)

Com o Pix Parcelado, é possível dividir o valor de um pagamento em várias parcelas, enquanto o recebedor recebe o valor total da venda na hora. Na prática, o recurso funciona de forma semelhante a uma compra parcelada no cartão de crédito, mas utilizando o Pix como meio de pagamento.

A modalidade pode ser utilizada tanto para compras em estabelecimentos quanto para transferências entre pessoas, de acordo com as regras e a disponibilidade de cada banco ou instituição financeira. Antes de confirmar a operação, o aplicativo informa o número de parcelas, o valor de cada uma, a taxa de juros, quando houver, e o custo total da contratação. Como as condições do Pix Parcelado podem variar de um banco para outro, vale conferir o número de parcelas, as taxas de juros e o valor total antes de confirmar o pagamento. 

E a empresa que oferece o crédito não aprova a transação via Pix automaticamente: pode ser necessário uma consulta no CPF do solicitante para saber se ele é um bom pagador.

Pix por aproximação

Imagem ilustrativa pix por aproximação (imagem: showmetech)
Imagem ilustrativa Pix por aproximação (Imagem: Showmetech)

Usando a tecnologia NFC, o Pix por aproximação permite realizar pagamentos instantâneos ao aproximar o celular ou relógio inteligente da maquininha. A modalidade traz mais praticidade para o dia a dia, sem substituir opções já conhecidas, e pode ser usada pelo aplicativo do próprio banco ou por uma carteira digital compatível. No app da instituição, basta autenticar a operação, aproximar o celular da maquininha, conferir os dados e confirmar o pagamento. Já nas carteiras digitais, é necessário vincular a conta bancária uma única vez, em um processo semelhante ao cadastro de um cartão de pagamento.

Após a configuração, o pagamento acontece de forma simples: o usuário escolhe a opção Pix na maquininha, aproxima o celular ou smartwatch compatível com NFC, revisa as informações e confirma a transação. 

O Pix por aproximação possui limite inicial de R$ 500 por transação, que pode ser reduzido pelo usuário, além da possibilidade de definir um limite diário. 

Segurança no Pix

Imagem ilustrativa segurança no pix (imagem: showmetech)
Imagem ilustrativa segurança no Pix (Imagem: Showmetech)

Diversas camadas de proteção foram desenvolvidas para tornar pagamentos e transferências pelo Pix mais seguros. Além da autenticação exigida pelos bancos, o sistema conta com mecanismos de monitoramento, rastreamento das transações e recursos para identificar atividades suspeitas, reduzindo o risco de fraudes.

Entre as principais medidas de segurança do Pix estão:

  • autenticação das transações por senha, biometria, reconhecimento facial ou outro método disponibilizado pelo banco;
  • monitoramento de operações suspeitas, que podem passar por uma análise adicional antes de serem aprovadas;
  • avisos sobre transações repetidas para evitar golpes ou enganos
  • rastreabilidade de todas as transações, facilitando a identificação de contas envolvidas em golpes;
  • bloqueio cautelar de valores em casos de suspeita de fraude;
  • limites para transações realizadas em dispositivos não cadastrados;
  • validação das chaves Pix junto à Receita Federal para dificultar o uso indevido de dados.

Mesmo com essas proteções, nenhum sistema é totalmente imune a golpes. Por isso, é importante conferir os dados do destinatário antes de confirmar um Pix, desconfiar de pedidos de urgência e evitar realizar pagamentos sem verificar a origem da solicitação.

Caso seja vítima de uma fraude, entre em contato com o banco imediatamente para contestar a transação e verificar se é possível acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), recurso criado pelo Banco Central para aumentar as chances de recuperação de valores enviados em golpes. Ao receber a solicitação, o banco pode bloquear temporariamente os recursos enquanto o caso é analisado. Se a fraude for confirmada e houver saldo disponível na conta do recebedor, o valor poderá ser devolvido total ou parcialmente.

Países que aceitam Pix

Imagem ilustrativa veja os países que aceitam pix (imagem: showmetech)
Imagem ilustrativa veja os países que aceitam Pix (Imagem: Showmetech)

O Pix foi criado para funcionar no Brasil, mas sua praticidade fez com que a tecnologia começasse a ser aceita também em outros países. Atualmente, brasileiros já conseguem usar o Pix para pagar compras presenciais em estabelecimentos na Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos, Portugal, Espanha e França, sem precisar utilizar cartão físico ou dinheiro em espécie.

Apesar disso, não existe um “Pix internacional” oficial. Na prática, os pagamentos ainda são intermediados por empresas e instituições parceiras, que fazem a conversão do valor para a moeda local. O funcionamento é parecido com o Pix tradicional: o estabelecimento gera um QR Code, o cliente realiza a leitura pelo aplicativo do banco ou instituição financeira e confirma a transação, com o valor convertido em reais antes da conclusão. A disponibilidade do serviço depende de acordos entre bancos, fintechs e empresas de pagamento em cada país.

Em agosto de 2026, o Banco Central divulgou o relatório Gestão do Pix 2023-2025 citando que pretende lançar o Pix internacional e que inclusive ele ainda está em desenvolvimento, mas tudo ainda está em seu estágio inicial, na definição de regras.

Estão em discussão tanto interligações bilaterais como a participação em hubs multilaterais. Essas interligações permitiriam a realização de remessas internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos. A interligação de sistemas de pagamentos instantâneos tem o potencial de diminuir as tarifas, aumentar a velocidade, ampliar o acesso e melhorar a transparência de transações transfronteiriças.

Banco Central em relatório, falando sobre lançamento do Pix internacional.

Como cadastrar chave Pix no seu banco

Você não precisa cadastrar uma chave Pix para fazer ou receber pagamentos. Qualquer pessoa que tenha uma conta em um banco pode utilizar o sistema tradicional via depósito, informando os dados bancários do destinatário, como agência, conta e CPF ou CNPJ.

No entanto, cadastrar uma chave Pix torna o processo muito mais prático. A chave funciona como um identificador da sua conta, permitindo que outras pessoas encontrem seus dados sem precisar informar banco, agência e número da conta a cada transferência.

Ao criar uma chave, você pode vincular à sua conta um CPF ou CNPJ, número de celular, endereço de e-mail ou uma chave aleatória gerada pelo próprio sistema. Dessa forma, basta compartilhar essa informação para receber um Pix de forma rápida e segura.

A experiência pode mudar um pouco conforme a instituição, mas, na prática, o passo a passo para cadastrar a chave Pix no seu banco é:

Passo 1: Acesse a seção Pix no aplicativo ou site do seu banco;

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Como cadastrar chave Pix no seu banco (Imagem: Showmetech)

Passo 2: Toque na opção Adicionar chave ou Trazer chave;

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Como cadastrar chave Pix no seu banco (Imagem: Showmetech)

Passo 3: Escolha o tipo de chave que deseja cadastrar: CPF, número de telefone, e-mail ou chave aleatória;

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Como cadastrar chave Pix no seu banco (Imagem: Showmetech)

Passo 4: Se escolher telefone ou e-mail, informe o código de verificação enviado para o contato;

Passo 5: Confirme o cadastro da chave e aguarde a confirmação da instituição.

Como transferir chave Pix entre contas

Imagem ilustrativa como transferir chave pix entre contas (imagem: showmetech)
Imagem ilustrativa como transferir chave Pix entre contas (Imagem: Showmetech)

A portabilidade de chave Pix permite transferir uma chave cadastrada em uma conta para outra conta de mesma titularidade, sem precisar excluir e cadastrar novamente. O recurso é útil para quem trocou de banco ou deseja concentrar suas chaves Pix em outra instituição.

Para fazer a transferência, siga estes passos:

  • Passo 1: Abra o aplicativo do banco onde deseja usar a chave Pix.
  • Passo 2: Acesse a área do Pix e escolha a opção para cadastrar uma nova chave.
  • Passo 3: Selecione o tipo de chave que deseja transferir (CPF, celular, e-mail ou chave aleatória).
  • Passo 4: Informe a chave que já está cadastrada em outro banco e solicite a portabilidade.
  • Passo 5: Acesse o aplicativo do banco onde a chave está atualmente cadastrada e confirme a solicitação.
  • Passo 6: Após a confirmação, a chave será transferida para a nova conta.

O processo é gratuito e, após a confirmação entre as instituições, a portabilidade costuma ser concluída rapidamente. Durante a transferência, a chave deixa de funcionar na conta antiga e passa a ficar vinculada à nova conta.

Vale lembrar que uma mesma chave Pix só pode estar cadastrada em uma conta por vez. Por isso, não é possível usar o mesmo CPF, e-mail ou número de celular como chave Pix em duas instituições diferentes ao mesmo tempo.

Fim das transações em TED e DOC? 

Imagem ilustrativa fim das transações em ted e doc (imagem: showmetech)
Imagem ilustrativa fim das transações em TED e DOC (Imagem: Showmetech)

Com a popularização do Pix, transferências tradicionais como DOC e TED perderam espaço entre os brasileiros. O DOC (Documento de Ordem de Crédito) já foi encerrado: desde 29 de fevereiro de 2024, os bancos deixaram de oferecer esse tipo de transferência para pessoas físicas e jurídicas, após anos de queda no número de operações, uma vez que o Pix é uma opção mais rápida, prática e com funcionamento 24 horas por dia.

A TED (Transferência Eletrônica Disponível), por outro lado, ainda existe e continua disponível nos bancos. Diferente do Pix, que permite transferências instantâneas a qualquer hora, a TED depende dos horários de funcionamento das instituições para que o valor seja compensado no mesmo dia. Apesar do avanço do Pix, a TED ainda pode ser utilizada em algumas situações, especialmente para transferências de valores mais altos ou quando o usuário prefere esse formato. 

A guerra comercial com os Estados Unidos 

Imagem ilustrativa a guerra comercial com os estados unidos (imagem: showmetech)
Imagem ilustrativa a guerra comercial com os Estados Unidos (Imagem: Showmetech)

O sucesso do Pix no Brasil colocou o sistema de pagamentos no centro de uma disputa comercial com os Estados Unidos. O governo americano passou a questionar o modelo brasileiro, alegando que o Banco Central favorece o Pix em relação a empresas privadas estrangeiras do setor de pagamentos, como Visa e Mastercard. Para especialistas, porém, a discussão envolve não apenas a concorrência com bandeiras de cartões, mas também o impacto de um sistema público, gratuito e eficiente que ganhou grande adesão em pouco tempo.

O Pix se tornou uma alternativa aos cartões e às transferências tradicionais por oferecer pagamentos instantâneos e, para pessoas físicas, sem cobrança de tarifas. Esse modelo passou a representar uma ameaça aos negócios de empresas que lucram com taxas sobre transações financeiras, já que o sistema brasileiro reduziu a dependência dos consumidores de meios de pagamento tradicionais.

A disputa ganhou força após os Estados Unidos abrirem uma investigação comercial contra o Brasil, citando possíveis práticas que prejudicariam empresas americanas. Entre os argumentos apresentados está a visão de que o Banco Central atua ao mesmo tempo como regulador e responsável pela operação do sistema, além de estabelecer regras que obrigam instituições financeiras a oferecerem o Pix aos clientes.

Além da concorrência com cartões de crédito e débito, outro ponto de preocupação para os EUA é o possível avanço internacional do Pix. A expansão do sistema para pagamentos fora do Brasil e sua possível integração em acordos entre países emergentes levantam discussões sobre uma maior independência de redes financeiras tradicionais dominadas por empresas americanas.

Apesar das críticas, especialistas defendem que o Pix representa uma inovação tecnológica e uma infraestrutura pública de pagamentos, semelhante a iniciativas existentes em outros países, como o FedNow nos Estados Unidos. Para o Banco Central e entidades do setor, o sistema não foi criado para substituir cartões, mas para ampliar a concorrência e facilitar o acesso da população aos serviços financeiros.

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Fonte: Banco Central do Brasil

Revisado por Victor Pacheco em 11/08/2026.

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