Dexter revival

O que esperar do revival de Dexter após 7 anos

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Após o encerramento conturbado, o revival de Dexter representa uma possibilidade de encerramento adequada para o legado da série

Talvez a psicologia explique porque os telespectadores ficaram tão vidrados em Dexter, um investigador forense que atua no Departamento de Polícia de Miami durante o dia, mas que à noite veste a carapuça de serial killer para caçar quem escapa da lei. Transmitida pela Showtime entre 2006 e 2013, a notícia do revival da série Dexter, anunciada no final do ano passado, deixou os fãs divididos. Há quem gostou da volta do personagem para a TV, enquanto outros ficaram com um pé atrás. Porém, é inegável a importância do programa tanto para emissora quanto para entender em qual pé estava a televisão naqueles anos.  

Está por fora de quem é o assassino em série mais queridinho da cultura pop? Explicaremos abaixo quem foi o anti herói e o que já é sabido sobre o revival de Dexter

O que fazia de Dexter um bom seriado

Longe de ser um seriado policial com enfoque numa equipe especializada do FBI em busca de criminosos, como um CSI ou Criminal Minds, Dexter se destacou pelo modo audacioso em tratar o gênero. 

Em sumo, a série trata sobre um perito que leva uma vida dupla. No dia a dia, o personagem-título transita no seu ambiente de trabalho amigavelmente, faz piada com os amigos e leva donuts para a equipe. Porém, nos diálogos paralelos, é possível entender qual é, realmente, a sua motivação. 

Seguindo um código próprio de disciplina, é revelado que Dexter é um psicopata, porém de um tipo diferenciado: a sua ira é destinada, majoritariamente, àqueles que cometeram crimes e saíram impunes. Entre análises de padrão de dispersão de sangue e julgamentos para os quais é intimado a depor, que fazem parte do trabalho diurno do protagonista, as vítimas são escolhidas. 

O diferencial, no entanto, fica por conta da meticulosa construção de personagem, colaborando para o telespectador se identificar e até torcer pelo justiceiro. Outro ponto de destaque é o roteiro, que aposta em questões banais, tais como ser um adulto funcional e possuir uma vida normal — claro que um serial killer ter uma vida normal não é cabível nas nossas circunstâncias, já que isso seria, no mínimo, questionável, mas as reflexões humanas que decorrem de outros momentos são válidas. Entretanto, não é de hoje que a televisão faz com que os telespectadores desenvolvam empatia por personagens deploráveis

A tendência do revival na cultura pop 

Vira e mexe alguma série volta à tona. Se nem Twin Peaks, um dos maiores clássicos da TV americana e referência para um punhado de outras séries que vieram depois como Lost e True Detective, conseguiu escapar, por que o revival de Dexter seria impossível de acontecer?

Isso representa uma tendência no mundo das séries, sendo que é possível encontrar pelo menos um revival em plataformas de streaming como Netflix e Prime Video, isso quando não há uma versão diferente para cada plataforma. 

Afinal de contas, nada se cria na TV, tudo se reinventa —  com consciência do que foi feito no passado, por isso, os diretores buscam uma forma de apresentar os programas que seja proveitosa para um público diferente. É a forma retroativa da indústria se auto alimentar de forma segura, sem apostar em grandes projetos originais.

Se vai ser bom? Não temos como saber. O retorno de Arquivo X animou muito os fãs na época, mas, no fim do dia, poucos nem sequer lembram sobre o que foi a décima temporada.

Quais são suas expectativas para o revival de Dexter? Conta pra gente nos comentários.

Fonte: Entertainment Weekly, Deadline, TV Line

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