Óculos inteligente da Samsung deve ter função inspirada em James Bond

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Segundo patente, óculos inteligente da companhia utilizaria um bezel navegacional para ser controlado pelo usuário
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Óculos inteligente da Samsung deve ter função inspirada em James Bond

Há anos, rumores apontam a Apple como a próxima grande empresa a entrar no mercado dos óculos inteligentes de realidade aumentada (RA), com o Apple Glass sendo um dos produtos mais aguardados dos últimos anos. Mas novas patentes indicam que a empresa de Cupertino não é a única interessada nesse ramo, e a Samsung também está se preparando para lançar o seu próprio óculos do tipo.

Descoberta pelo site Patently Apple, a patente que mostra um óculos de realidade aumentada da Samsung foi registrado no Escritório de Patentes e Registros dos Estados Unidos, e indica como inventores membros do Laboratório de Tecnologia Avançada da Samsung em Bangalore, na Índia. Esta não é a primeira patente registrada pela Samsung para um óculos de realidade aumentada (outras três já foram encontradas antes desta), o que indica que a empresa coreana está mesmo interessada no desenvolvimento de equipamentos do tipo.

Além da Apple e da Samsung, também já sabemos que o Facebook, o Google (que foi uma das pioneiras no setor com o Google Glass) e a Huawei também estão bastante interessadas no mercado de óculos de realidade aumentada, e poderemos ver uma grande corrida pela liderança do setor nos próximos anos.

O que esperar dos óculos inteligentes da Samsung

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Patente mostra que óculos da Samsung terá uam armação sensível ao toque, que o usuário poderá usar para navegar pelos menus do aparelho (Imagem: Patently Mobile)

A patente da Samsung não revela muito sobre o que podemos esperar dos óculos de realidade aumentada da empresa, mas mostra a utilização de uma tecnologia que não é exatamente novidade quando falamos de Samsung: o chamado “bezel navegacional”.

Esta tecnologia já aparece há meses nos rumores sobre o Galaxy Watch 3, e consistiria de utilizar sensores capacitivos para transformar o bezel do aparelho (no caso do Galaxy Watch, aquela moldura que existe ao redor da tela) em um botão navegacional, que permitiria ao usuário navegar pelos diferentes menus do aparelho sem precisar tocar na tela, apenas movimentando os dedos ao redor da moldura — algo bem parecido com o que vemos nos filmes de James Bond.

Já no caso dos óculos da Samsung, essa ideia de “bezel navegacional” transformaria parte da armação em uma espécie de botão sensível ao toque, onde os usuários poderiam utilizar movimentos com o dedo nessa região para navegar entre os diferentes menus do óculos.

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O texto da patente explica que a armação usará sensores capacitivos que a tornarão sensível ao toque, além de mostrar uma interface parecida com a do Galaxy Watch Active 2 (Imagem: Patently Mobile)

A patente ainda mostra uma interface bem parecida com a utilizada pela Samsung no Galaxy Watch Active 2, o que é um provável indício de que a companhia estaria planejando utilizar o Tizen OS (um sistema operacional baseado no Linux Kernel, que foi desenvolvido em uma parceria entre a LInux Foundation, Samsung, Panasonic e Intel para ser utilizado em smartphones, tablets, smart TVs, veículos automotores e qualquer outro tipo de sistema embarcado).

Até o momento, uma das maiores dúvidas para qualquer óculos de realidade aumentada é em como as empresas farão para aumentar a quantidade de ferramentas e funções desses equipamentos ao mesmo tempo que tornam possível a navegação pelos diversos menus sem precisar recorrer a acessórios externos do óculos (por exemplo, um app para smartphones), e a patente da Samsung é a primeira deste tipo a mostrar uma possível solução para este problema.

Mas é preciso sempre lembrar de segurar a ansiedade quando falamos de patentes. Isto porque o registro de uma patente não é garantia de um produto que chegará no mercado nos próximos anos, já que muitas dessas patentes registradas acabam nunca se transformando em um produto viável. Por isso, é importante lembrar que as patentes servem como um indicativo dos tipos de tecnologia que uma empresa está estudando, e não como uma previsão do que chegará nas lojas no futuro.

Fonte: Patently Apple

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