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Aplicativos

Review: Nokia Asha 501 com dois chips

O Asha 501 tem o desafio de levantar a nova plataforma da Nokia frente a um exército de smartphones Android de baixo custo. Para isso, ele possui algumas cartas na manga.

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Uma das principais trincheiras da Nokia na competição pelo mercado global de dispositivos móveis é o segmento de baixo custo. Aparelhos competentes e acessíveis, com design inspirador e materiais resistentes alimentaram o culto à marca Nokia durante seus anos dourados, na  última década, até a venda para a Microsoft, no mês passado.

O Asha 501 traz estas qualidades em seu DNA, mas tem a inglória tarefa de competir no mercado com fabricantes como Samsung e LG que conquistaram parte dos consumidores considerados “sensíveis” aos preços dos aparelhos.

Confira o que achamos de melhor (e de pior) em nossa experiência com o Asha 501.

Hardware

A primeira impressão que se tem do Asha 501 é de que ele parece um Lumia que ficou tempo demais na secadora. Sua tela de 3 polegadas parece minúscula aos nossos olhos, acostumados com os grandalhões de 4, 5 e agora 6 polegadas. Porém, na faixa de preço em que o 501 se situa, telas menores são mesmo a regra. A resolução é baixíssima (240×320) e é possível ver os pixels de longe. O formato do aparelho possui uma vantagem: com telefones gigantes sendo colocados à venda, usar um aparelho tão leve e portátil chega a ser um alívio, especialmente pelo peso (98g) e pela bateria.

Há algum tempo donos de smartphones vêm se acostumando a colocar todo dia (ou toda noite) seus aparelhos na tomada, porque eles nunca aguentam mais do que isso sem uma recarga. Essa é uma preocupação que donos do 501 terão a cada 2, 3 ou até mais dias. Esse patamar se torna possível pelas limitações do aparelho: o Asha 501 não possui conexão 3G e nem GPS.

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A memória RAM de apenas 64 MB e a já comentada resolução da tela também contribuem para esse desempenho, pois consomem menos energia que aparelhos mais completos. Para acesso à internet, além do 2G, há suporte à conexão Wi-Fi. Rádio FM também está disponível, basta plugar o fone de ouvido – o seu favorito ou o incluído na embalagem.

Assim como nos Lumias, os botões de volume e ligar/desligar ficam todos na lateral direita. O único botão na parte frontal é o Voltar. Centralizado logo abaixo da tela, ele confere um visual meio “iPhônico” ao Asha. Não há um botão dedicado à câmera, mas francamente, você não vai sentir falta: com apenas 3,2 MP e sem flash, use-a apenas em ambientes com muita iluminação e quando necessário – o nível de detalhe nas imagens é baixo.

O 501 possui entradas para cartão microSD e recarga de bateria. Embora seja possível carregá-lo no PC via USB, a Nokia incluiu uma porta para seu carregador proprietário.

O suporte a dois chips é uma ótima funcionalidade, desde que você não planeje trocá-los constantemente: os cartões devem estar no formato Micro-SIM, o que dificulta a manipulação devido ao seu tamanho diminuto. A entrada principal fica no interior do aparelho (abaixo da bateria) e a segunda fica na lateral, sendo necessário remover a capa para inserir.

Por falar em capas, o Asha 501 só é encontrado no Brasil nas cores branca e preta. As capas coloridas são vendidas separadamente.

Software

Ao contrário de modelos anteriores da linha Asha, o 501 não vem embarcado com o sistema S40, mas sim com o novo Nokia OS 1.0. Este sistema é baseado no Smarterphone OS, sistema desenvolvido por uma empresa homônima comprada pela Nokia em 2012. Há melhoras consideráveis na usabilidade em relação ao S40, especialmente em telas sensíveis ao toque. O visual e o modo de operar através de gestos do Nokia OS lembram muito o sistema Meego Harmattan, que a fabricante aposentou em 2011 após lançar um único dispositivo – o N9. Várias ideias daquele projeto são reutilizadas no Asha 501.

WP 20130916 021 650x1000 - Review: Nokia Asha 501 com dois chipsA tela principal é basicamente a conhecida grade de ícones com os aplicativos disponíveis (telefone, mensagens, redes sociais, jogos, etc.). Ao deslizar para os lados, é exibido o Fastlane, uma mistura de histórico de aplicativos com notificações que exibe, por exemplo, as últimas mensagens lidas, a música que está tocando e o botão play/pause, seu próximo compromisso no calendário, os alarmes, apps utilizados recentemente, etc.

As notificações “de fato” (mensagens, e-mails, Twitter, Facebook) são acessadas através do conhecido gesto da borda superior para baixo (como no Android e iOS). Esta tela também contém atalhos para Wi-Fi, Rede de Dados, Modo Silencioso e Bluetooth. Deslize da borda inferior para cima para ver mais opções dentro de aplicativos.

Por fim, pra fechar um aplicativo e voltar à tela inicial, utilize o gesto de deslizar da borda lateral para o centro. Uma vez que você aprende a utilizá-los, estes gestos tornam o uso do botão Voltar quase desnecessário (exceto para navegar dentro dos apps, já que a maioria não possui comandos “voltar” em tela).

Outra característica notável do Nokia OS – e aqui ele se destaca especialmente frente aos concorrentes Android – é sua fluidez e estabilidade. Embora o sistema seja drasticamente limitado em relação ao Android, com 64 MB de memória RAM, o Asha 501 lida bem com seus aplicativos e é responsivo ao toque praticamente 100% do tempo – um feito do qual poucos aparelhos nessa faixa de preço e que rodam o sistema do Google podem se gabar, apesar de contarem com muito mais memória e processamento. O grande abismo se dá mesmo na loja de aplicativos.

Aplicativos

A Nokia Store (ex-Ovi Store) possui milhares de aplicativos, segundo a fabricante. O problema é que a maioria deles não vale o tempo de download. A ausência mais sentida pelo brasileiros provavelmente será a do Whatsapp. O popular serviço de mensagens, que está disponível nos Ashas com S40, ainda não possui versão para Nokia OS.

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Mas dificilmente o dono de um 501 ficará incomunicável: os “novatos” Line e WeChat já estão na loja. A Nokia também pré-instala no aparelho seu próprio aplicativo de mensagens, o Nokia Chat e claro, o Facebook está presente.

O app do Facebook é o mesmo encontrado em diversos telefones “acessíveis” do mercado, e se mostrou surpreendentemente eficaz. O Twitter também possui um app para não-smartphones que permite ver a timeline, mandar replies, DM’s, etc. Não é avançado e nem possui muitas funcionalidades, mas isso também é verdade para os aplicativos oficiais do microblog nas demais plataformas.

A Nokia também inclui versões “simplificadas” do serviço de mapas HERE com direito à pesquisa por pontos de interesse e direções. Até mesmo o Foursquare construiu um app (bem decente) para o sistema, que pode ser usado para check-ins mesmo o 501 não tendo GPS.

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No campo dos jogos, a parceria da Nokia com a Electronic Arts garante o download de 40 jogos grátis por um período de 30 dias e inclui versões de Plants vs. Zombies, FIFA, Bejeweled, The Sims, Need for Speed, etc.

Há ainda novos visualizadores de arquivos Word, Excel e PowerPoint chamados MyPocket, Weather Channel para previsão do tempo e o navegador Nokia Xpress que comprime páginas web para economizar no consumo de dados.

Conclusão

Se seu objetivo é aproveitar as vantagens de um dual-SIM, mandar e responder mensagens rápidas em redes sociais e se distrair com joguinhos enquanto espera sua vez de ser atendido no banco/dentista/salão/etc., sem ficar checando quanto ainda resta de bateria a cada 5 minutos,  o Asha 501 é uma boa opção porque cumpre aquilo que se propõe: o básico. Se a Nokia conseguisse vendê-lo a um preço um pouco mais baixo que os atuais R$ 329 (R$299 à vista), o 501 seria uma escolha até mais fácil.

O que torna o 501 uma decisão menos certeira é o que a concorrência oferece: desembolsando um pouco a mais, é possível adquirir um smartphone Android “simples”, mas com especificações bem superiores às do Asha 501 e uma loja de aplicativos abarrotada com nomes como Dropbox, Instagram, Angry Birds e Candy Crush. Porém, Androids nessa faixa de preço não entregam níveis de bateria e performance tão satisfatórios, atraindo consumidores com este tipo de exigência, à plataforma da Nokia.

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