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Depois de consolidar uma das franquias multiplayer mais criativas da Nintendo com três jogos principais, a série Splatoon finalmente ganhou o spin-off que os fãs pediam há anos. Desenvolvido exclusivamente para o Nintendo Switch 2, Splatoon Raiders coloca o foco na experiência para um jogador sem abrir mão da identidade que tornou a franquia um sucesso. O resultado é uma aventura que expande o universo das lulas e polvos com novas mecânicas, exploração e uma campanha que busca oferecer algo diferente em relação aos títulos anteriores. Veja a seguir a nossa review de Splatoon Raiders e descubra se o primeiro spin-off da série faz jus ao legado da franquia.
Como é a história de Splatoon Raiders?
Quem joga Splatoon sabe que a história é um dos grandes pontos fortes da série. Todo o sistema de gameplay é sustentado por uma lore complexa, repleta de reviravoltas. Em relação à história de Splatoon Raiders, não é diferente. Pelo contrário: o spin-off aproveita o foco na campanha para expandir ainda mais esse universo e aprofundar temas como poder, segregação e superação, abordados com maestria pela franquia desde o primeiro jogo.
Desta vez, acompanhamos o trio que estreou em Splatoon 3: Shiver (uma Octoling), Frye (uma Inkling) e Big Man (uma arraia). Juntos, eles formam o grupo Deep Cut.
A missão começa com os três explorando os mares em busca de uma lendária ilha submersa que, segundo antigas inscrições, voltaria à superfície. Ao finalmente encontrarem o local, são sugados por um gigantesco redemoinho e acabam presos na região. Um mês depois, conseguem improvisar uma embarcação para tentar voltar para casa, mas ainda precisam reunir recursos para colocá-la em funcionamento.
Como nos demais jogos da franquia, o jogador controla um personagem customizável. Desta vez, ele assume praticamente todas as funções da equipe: é o piloto do avião, o mecânico da embarcação e o faz-tudo do grupo. Afinal, Shiver, Frye e Big Man são astros do pop, e claramente não pretendem colocar a mão na massa.
Sem entrar em detalhes para não estragar as surpresas da campanha, Splatoon Raiders amplia significativamente a já intrincada narrativa construída ao longo da série. No primeiro jogo, conhecemos melhor a Turf War, o conflito entre Inklings e Octolings; em Splatoon 2, descobrimos o destino dos Octolings após a guerra; em Splatoon 3, entendemos o que realmente aconteceu com a humanidade. Agora, o foco se volta para os Salmonids, explorando a história dos inimigos mais caóticos e imprevisíveis da franquia.
Como funciona a jogabilidade?
O gameplay do Splatoon Raiders não foge muito do que os fãs da franquia já conhecem. As armas continuam sendo movidas a tinta e o objetivo principal segue o mesmo: derrotar hordas de inimigos, especialmente os Salmonids. Na prática, funciona como uma evolução natural do Salmon Run, um dos modos mais populares da série.
A aventura gira em torno da exploração de diferentes áreas das ilhas em busca de um misterioso cristal que começou a surgir por toda parte, além de tesouros que fornecem recursos para aprimorar a embarcação e expandir o arsenal do jogador.
Cada região apresenta objetivos específicos e utiliza mecânicas familiares para veteranos da franquia, mas que também são introduzidas de forma intuitiva para novatos por meio de um tutorial fluido, seguindo a tradição dos jogos anteriores.
Raiders aproveita todo o potencial de exploração que já existia na série, mas que sempre parecia limitado pelas campanhas dos títulos principais. Não que elas fossem ruins, muito pelo contrário, mas eram experiências relativamente curtas e claramente secundárias em relação ao multiplayer. Agora, a campanha assume o protagonismo, permitindo uma aventura mais aberta, complexa e personalizável. As armas receberam novos recursos e melhorias, enquanto a movimentação ganhou novas possibilidades, incluindo saltos impulsionados e até um divertido sistema de surf em determinados momentos.
Durante as raids, é possível levar um dos integrantes da Deep Cut como companheiro. Shiver, Frye e Big Man possuem habilidades especiais que podem ser ativadas periodicamente e fazem grande diferença tanto nas hordas de inimigos quanto nas batalhas contra chefes. No entanto, é preciso usá-las estrategicamente, já que a recarga é lenta e depende da coleta de ovos de Salmonid.
Outra mudança importante envolve a água. Antes uma morte instantânea para Inklings e Octolings, ela agora coloca o personagem em um estado crítico, exigindo que ele retorne rapidamente à tinta para recuperar sua energia. Ainda assim, permanecer tempo demais na água continua sendo fatal, o que torna esse elemento uma ameaça constante durante a exploração.
É nas batalhas contra chefes, porém, que Splatoon Raiders realmente mostra sua força. Como nos jogos anteriores, os confrontos são criativos e exigem domínio das mecânicas de combate. Os mini-chefes já oferecem desafios interessantes, mas são os chefes principais, responsáveis por marcar a transição entre as diferentes áreas do jogo, que entregam os momentos mais memoráveis da campanha.
Embora preserve a essência da franquia, Raiders está longe de parecer apenas uma reciclagem de ideias. O jogo apresenta o sistema de customização de armas mais robusto da série até hoje. As sub-armas estão mais intuitivas e contam com novos aprimoramentos capazes de ampliar suas funcionalidades, permitindo adaptar o equipamento ao estilo de jogo de cada jogador. Além disso, a campanha introduz três tipos de tanques de tinta, cada um compatível com diferentes sub-armas, ampliando as possibilidades estratégicas e incentivando abordagens distintas para cada mapa.
O navio que serve como hub principal também evolui ao longo da campanha. Conforme recursos são obtidos nas raids, a embarcação recebe melhorias que desbloqueiam novas opções de personalização, upgrades para o arsenal e aprimoramentos permanentes de atributos, como vida, capacidade de tinta e outros bônus importantes para a progressão.
Splatoon Raiders tem multiplayer?
Se os três jogos principais de Splatoon já entregavam ótimas campanhas para um jogador, mesmo sendo experiências essencialmente voltadas ao multiplayer, era justo esperar que Splatoon Raiders, concebido como uma aventura single-player, oferecesse um modo cooperativo à altura. E entrega. Na verdade, o spin-off apresenta o melhor multiplayer cooperativo da franquia até hoje, superando com folga as experiências online dos títulos numerados.
Enquanto os jogos principais concentram seus esforços no Turf War e deixam a campanha em segundo plano, Splatoon Raiders inverte essa lógica. O foco está na exploração, nas plataformas e nos combates contra inimigos e chefes, enquanto o modo multiplayer fica disponível por meio de um terminal localizado no navio que serve como hub da aventura.
Durante a exploração, antes de iniciar uma raid, é possível solicitar a ajuda de outros jogadores online. Ao fazer isso, o personagem retorna ao navio enquanto aguarda a chegada de mais dois participantes. O tempo de espera costuma ser curto e, felizmente, os problemas de conexão vistos em títulos anteriores parecem ter sido resolvidos ou, pelo menos, bastante reduzidos. Após certo ponto da campanha, também é possível se disponibilizar para ajudar outros jogadores, entrando nas partidas deles para superar desafios específicos.
Esse sistema adiciona uma importante camada de acessibilidade à experiência. Desafios que poderiam ser frustrantes para quem joga sozinho tornam-se mais administráveis quando três jogadores unem forças. Ainda assim, algumas raids continuam exigindo coordenação e estratégia, mesmo em equipe.
O terminal multiplayer do navio também permite criar partidas cooperativas com amigos, sempre focadas nas raids e compartilhando o progresso entre todos os participantes. As equipes podem ser formadas por dois a quatro jogadores e, caso a missão não seja concluída com sucesso, todas as recompensas obtidas durante a incursão são perdidas. Isso torna essencial escolher cuidadosamente as armas, os tanques de tinta e a estratégia mais adequada para cada missão.
As salas oferecem opções de privacidade, incluindo proteção por senha, permitindo partidas tanto com amigos quanto com desconhecidos de forma segura.
Além do modo online, Splatoon Raiders também oferece multiplayer local entre consoles Nintendo Switch, permitindo que cada jogador utilize seu próprio aparelho por meio da conexão local. Embora conte com menos modos de jogo do que os títulos principais de Splatoon, fica evidente o esforço da Nintendo em entregar uma experiência cooperativa mais robusta, inteiramente construída em torno do grande destaque desta aventura: as raids.
Vale lembrar que as partidas online exigem uma assinatura ativa do Nintendo Switch Online.
Performance e Gráficos
Splatoon Raiders é um jogo visualmente impressionante. Como acontece com boa parte das produções desenvolvidas pelos estúdios internos da Nintendo, a direção de arte é impecável, com cores vibrantes, cenários marcantes e uma identidade visual única. Ainda assim, fica a sensação de que o jogo poderia rodar sem grandes dificuldades no primeiro Nintendo Switch. Basta lembrar de títulos como Super Mario Odyssey, Luigi’s Mansion 3, Pikmin 4 e até dos próprios Splatoon 2 e Splatoon 3 para perceber que a Nintendo já havia alcançado um nível técnico bastante elevado na geração anterior.
Isso não significa que torná-lo exclusivo do Nintendo Switch 2 seja uma decisão sem lógica. Pelo contrário: novos consoles precisam de jogos capazes de impulsionar as vendas do hardware, especialmente quando se trata de franquias com forte apelo comercial. É uma estratégia compreensível do ponto de vista de mercado, ainda que inevitavelmente gere discussões.
Os diferentes biomas explorados ao longo da campanha oferecem bastante variedade e cenários de encher os olhos. A fluidez da movimentação dos personagens, da física da tinta e da quantidade de inimigos simultâneos impressiona, principalmente considerando o volume de elementos presentes na tela. Splatoon sempre priorizou um desempenho consistente por conta da natureza acelerada de seu multiplayer, mas a potência adicional do Nintendo Switch 2 permite elevar esse espetáculo visual a um novo patamar.
Infelizmente, Splatoon Raiders não conta com localização para o português do Brasil, interrompendo uma sequência bastante positiva dos lançamentos recentes da Nintendo, que vinham recebendo traduções cuidadosas pela equipe da Nintendo Brasil e, em alguns casos, como o novo Star Fox, até mesmo dublagem.
A ausência do português pesa ainda mais porque a campanha é bastante narrativa e o sistema de progressão apresenta diversas mecânicas e opções de upgrades. Embora a interface seja intuitiva, jogadores que não dominam o inglês podem encontrar dificuldades para compreender diálogos, sistemas e alguns objetivos. Em um jogo tão focado na experiência para um jogador, a localização faz falta e seria importante para tornar a aventura mais acessível ao público brasileiro.
Preço e disponibilidade
Splatoon Raiders já está disponível para Nintendo Switch 2 em mídia física e digital. A versão física pode ser encontrada na Amazon por R$ 353,30, enquanto a edição digital está disponível na Nintendo eShop por R$ 279,90.
Conclusão
Mas afinal, Splatoon Raiders vale a pena? O título chega para se consolidar como um dos principais exclusivos do Nintendo Switch 2. A estratégia da Nintendo faz sentido: o jogo oferece familiaridade para veteranos da franquia, ao mesmo tempo em que funciona como uma excelente porta de entrada para novos jogadores. Assim, quando Splatoon 4 inevitavelmente chegar, uma nova geração de fãs já estará preparada para mergulhar no competitivo da série, tendo como base uma aventura sólida, divertida e capaz de representar uma IP que, em pouco mais de dez anos, se consolidou como uma das mais importantes da Nintendo.
No fim das contas, Splatoon Raiders é um jogo indispensável para fãs da franquia, mas também merece a atenção de quem nunca teve contato com a série. Seu foco na campanha, aliado ao excelente modo cooperativo, faz dele uma ótima opção para apreciadores de jogos de ação, tiro e, principalmente, de plataformas 3D. É uma aventura completa, que reúne o melhor da identidade de Splatoon em um único pacote.
E para você, Splatoon Raiders é bom? Vai dar uma chance para o game? Conte para gente nos comentários!
Veja mais
Texto revisado por Alexandre Marques em 28/07/2026.
Splatoon Raiders
Splatoon Raiders-
Jogabilidade10/10 Excelente
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História9/10 Incrível
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Diversão10/10 Excelente
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Áudio9/10 Incrível
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Desempenho9/10 Incrível
Prós
- Jogabilidade melhorada em relação aos jogos numerados da série
- Foco em exploração single-player
- Ótima história com personagens cativantes
Contras
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