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Spotify pode ficar mais caro por dois motivos, um bom e um péssimo

Outros serviços como Netflix, YouTube e Tidal também podem sofrer reajustes

Serviços de streaming de conteúdo, como Netflix e Spotify, já tomaram conta do nosso cotidiano. A cada dia é mais comum ver amigos, até sem tanta intimidade com novas tecnologias, aderindo a eles. Isso se dá pelo fato de serviços assim entregarem comodidade e facilidade por um preço bacana. Apesar do preço baixo ser um grande atrativo, o Spotify Premium custa R$ 16,90/mês, por exemplo, dois motivos podem encarecer o serviço de streaming de músicas.

O primeiro motivo é que a empresa começou a testar um recurso chamado de Spotify Hi-Fi, com um pequeno grupo de usuários, para oferecer músicas com “qualidade de CD” a fim de concorrer com o Tidal. De acordo com o The Verge, o preço e vantagens do Spotify Hi-Fi estão sendo estudados e ainda não foram definidos.

Spotify Hi-Fi

(Reprodução: The Verge)

Um dos usuários recebeu uma oferta que inclui todas as vantagens do premium e músicas lossless com qualidade de CD por US$ 10 adicionais, praticamente dobrando o valor da assinatura, que custa US$ 9,90 nos Estados Unidos. Já outro usuário recebeu uma proposta bem melhor: por US$ 5 a mais ele teria todas as vantagens do premium, as músicas em alta qualidade, descontos na compra de edições limitadas de vinis e receberia um vinil gratuitamente.

 

Spotify Hi-Fi

Esta foi a melhor oferta…

Por fim, outro usuário recebeu a mesma oferta anterior, mas por um valor um pouco maior, que seria US$ 7,50. Quanto você pagaria a mais para ter músicas com qualidade de CD no Spotify? Se você não faz ideia do que é um som Hi-Fi, visite nosso artigo especial sobre o assunto.

E o motivo péssimo?

Este fica à cargo do governo que prepara um novo imposto sobre Netflix e Spotify e serviços similares. De acordo com a coluna de Ricardo Feltrin no UOL, com esse novo tributo, o governo arrecadaria pelo menos R$ 300 milhões até 2022 só com Netflix.

O modelo que poderá ser adotado, cobrará um valor por cada título no catálogo do serviço. Na primeira hipótese, por meio da Ancine (Agência Nacional de Cinema), o governo cobraria uma taxa de R$ 7.291 por cada conteúdo estrangeiro com mais de 50 minutos no catálogo da Netflix Brasil. Produções nacionais pagariam R$ 1.458,25 por filme e R$364,56 por episódio de série. Para séries internacionais o governo cobraria uma taxa de R$ 1.822,81 por episódio.

Antes fosse apenas Netflix e Spotify; novo imposto vai afetar como você gasta na internet

Nem Frank Underwood seria capaz de cometer tamanha atrocidade…

A outra possibilidade é que o governo cobre 3% a 8% sobre o faturamento ou a remessa de lucro obtido aqui por essas empresas para suas sedes no exterior. Só a Netflix teve um faturamento de R$ 1,1 bilhão no Brasil ano passado, superando emissoras como SBT, Band e outros, então imagine só a fatia gorda que o governo deve apurar em qualquer um dos casos adotados.

Apesar de estar se detendo apenas na Netflix, devemos salientar que esse imposto será aplicado aos demais serviços de streaming operantes no país, como Spotify, YouTube, Tidal e outros. Logicamente, esse repasse deverá chegar até nós, os consumidores, que deverão sentir no bolso um aumento no valor da assinatura de tais plataformas.

Desenvolvedor web, técnico em eletrônica, geek desde criança, nerd e gamer caixista, ama Halo e Gears of War mas está esperando a SEGA lançar outro console porque é fã de Sonic. Entusiasta de tecnologia em geral, ama robôs e PC gaming.

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