Como se proteger do coronavirus COVID-19, segundo especialistas

Coronavirus no Brasil
Especialista ouvido pelo Showmetech afirma que não há motivos para pânico com a chegada do Coronavírus no Brasil (COVID-19). Veja também outras recomendações da OMS
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Como se proteger do coronavirus COVID-19, segundo especialistas

Poucos dias após a liberação dos brasileiros que estavam em quarentena em Anápolis (GO), o Brasil registrou seu primeiro caso confirmado do novo Coronavírus (COVID-19). O homem infectado tem 61 anos e deu entrada no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, na terça-feira passada, 25 de fevereiro. Ele havia viajado para a Itália e estava na região de Lombardia, no norte do país.

Até o momento, a China é o país com o maior número de casos confirmados. São 78.497 pessoas no total; a Coreia do Sul aparece em seguida com 1.766; já são 528 na Itália, 189 no Japão e 245 no Irã. Alguns países estão registrando 1 caso. Entre eles, está o Brasil, que é o primeiro a confirmar na América Latina. 

Em meio a tantas incertezas e com a propagação de fake news (“notícias falsas”, em tradução livre) sobre o assunto, o Showmetech conversou com o Rômulo Leão, virologista e doutorando em Inflamação e Imunidade pela UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro, que explica quais os riscos para os brasileiros, como se prevenir e identificar os sintomas do Coronavírus (COVID-19).  

Quais são os sintomas?

Dúvidas Coronavírus
Especialista ouvido pelo Showmetech tira as dúvidas sobre a chegada do COVID-19 no Brasil

Os sintomas do COVID-19 são parecidos com gripe: febre, coriza, cansaço e tosse seca. A cada seis pessoas infectadas com o novo Coronavírus, uma pode ficar gravemente doente e apresentar dificuldade para respirar. Os idosos têm a maior probabilidade em desenvolver doenças graves, em especial aqueles com diabetes, problemas cardíacos e pressão alta

Em comparação com outros coronavírus, a taxa de mortalidade do COVID-19 é baixa (cerca de 2%). Para efeito de comparação, a SARS-CoV tinha taxa de mortalidade em 10%, deixando mais 800 mortos entre 2002 e 2003. Já o MERS-CoV, em 2012, havia uma taxa ainda mais elevada, com variação entre 20% a 40%, dependendo da região. 

Como se prevenir do coronavírus?

A OMS – Organização Mundial da Saúde divulgou uma série de recomendações para se prevenir. A principal é lavar bem as mãos com água e sabão (ou álcool). Mantenha pelo menos um metro de distância de uma pessoa que esteja espirrando ou tossindo; e evite também tocar nos olhos, nariz e boca. 

Outra importante dica é cobrir a boca e o nariz com o cotovelo quando for tossir e espirrar. A OMS também indica utilizar um pano dobrado, porém a pessoa terá que descartá-lo após o uso. 

Uso de máscara

Marcará contra o covid-19
Muitas dúvidas sobre o uso de máscaras começaram a surgir após a confirmação no Brasil

Com o primeiro caso confirmado no Brasil, muitos ainda possuem dúvidas sobre o uso de máscara. Os brasileiros sem sintomas respiratórios não precisam usar máscaras, recomenda a OMS. A exceção são pessoas com sintomas do COVID-19 e para quem cuida de pacientes infectados. 

“É importante ressaltar isso porque o uso de máscara não é recomendado para a população em geral. A máscara eficiente é a do tipo N95, que é o único modelo que filtra aproximadamente 95% das partículas a partir do tamanho de um vírus”, explica o virologista Rômulo Leão. 

Medicamentos e bebidas quentes 

Coronavírus no Brasil
É importante ficar atento(a) às notícias falsas que começaram a surgir sobre o Coronavírus no Brasil

Ainda não existem medicamentos eficazes contra o Coronavírus (COVID-19), tampouco bebidas que podem matar o vírus. Conforme explica a Organização Mundial da Saúde, não há remédio antiviral específico e pessoas infectadas precisam receber cuidados para que os sintomas sejam aliviados. Boa parte dos pacientes se recupera com os cuidados hospitalares. 

“Algumas pessoas têm divulgado fake news sobre como o vírus não sobrevive em temperaturas altas. De fato, fora do corpo, o vírus sobrevive só algumas horas em temperaturas um pouco mais altas, mas essa história de beber chá, café… Isso não serve para matar o vírus, pois ele se multiplica dentro do nosso pulmão, e em alguns casos em nossas vias aéreas superiores. Essas bebidas quentes que as pessoas ingerem não alcançam essas áreas. Então, essa é uma fake news muito perigosa”.

Rômulo Leão, virologista e doutorando em Inflamação e Imunidade pela UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Vacinação

Embora esteja sendo elaborada em diversos países, como explica Leão, a vacina contra o COVID-19 não está disponível no momento. Também é importante destacar que vacina da gripe não protege contra a infecção de coronavírus. “Apesar da gripe e do COVID-19 terem sintomas muitos parecidos (pelo menos na primeira fase), a vacina é feita a partir de uma estrutura específica do vírus e o vírus da gripe e o coronavírus são muito diferentes em estrutura. Eles nem são da mesma família e isso faz com que a vacina não seja eficiente para proteger”, pondera Leão. 

Estou com febre, tosse e espirro. O que fazer?

Se você não teve contato com uma pessoa possivelmente contaminada, não há motivos para temer. Agora, caso tenha ligação com alguém ou se você viajou para alguma região infectada, é recomendado ir ao hospital para realizar o exame. 

Brasil Coronavírus
Os sintomas são muito parecidos com os da gripe

Com um caso confirmado no Brasil, muitas pessoas acabam ficando assustadas. Entretanto, pelo menos por ora, não há motivos para pânico.

“Existe uma série de motivos para que a gente permaneça em atenção. O principal deles é que o Brasil, de fato, tem outros casos suspeitos em investigação e precisamos prestar atenção por causa disso, mas não há motivo nenhum para estar em pânico. Até agora a gente tem esse único caso [confirmado], e o paciente está em isolamento domiciliar”.

diz Leão.

Portanto, lave bem as mãos com água e sabão e acompanhe as últimas atualizações do alastramento do Coronavírus (COVID-19) pelo mundo. Agora, é habitual a disseminação de notícias falsas sobre o assunto, e portanto é imprescindível acompanhar as últimas informações em portais de notícias confiáveis e, principalmente, em fontes oficiais, como a OMS (leia aqui o FAQ sobre o vírus), o Ministério da Saúde e as Secretarias Estaduais. 

Fontes: Ministério da Saúde; Organização Mundial da Saúde; Universidade Johns Hopkins. 

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