Prefeitura do rj confirma primeiro caso da varíola dos macacos

Prefeitura do RJ confirma 1º caso da varíola dos macacos

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Caso é o quinto a ser registrado no país; no mundo, a varíola dos macacos já acometeu mais de mil pessoas

A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Municipal de Saúde do município, confirmou, nesta quarta-feira (15), o primeiro caso da varíola dos macacos (monkeypox) na cidade. O acometido pela doença é um brasileiro de 38 anos, residente em Londres, na Inglaterra. Ele chegou ao Brasil no último sábado (11) e, no dia seguinte, procurou atendimento médico no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (INI/Fiocruz).

Após dar entrada na unidade de saúde, as amostras clínicas do paciente foram encaminhadas ao Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que é referência nacional. O resultado positivo para a doença foi liberado ontem (14). Este é o quinto caso registrado da doença no país.

A varíola dos macacos é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode ser por abraço, beijo, massagens ou relações sexuais. A doença também é transmitida por secreções respiratórias e pelo contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies utilizadas pelo doente.

De acordo com os médicos, os primeiros sintomas são febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início dos sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele, geralmente na boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais. Não há tratamento específico, mas os quadros clínicos costumam ser leves, sendo necessários o cuidado e a observação das lesões.

Para se prevenir, é necessário evitar qualquer tipo de contato com a pessoa contaminada até que todas as lesões tenham cicatrizado, assim como com qualquer material que tenha sido usado pelo infectado. Também é importante a higienização das mãos, lavando-as com água e sabão ou utilizando álcool gel.

Vacina

A vacina utilizada contra a varíola tradicional ou humana, chamada smallpox, possuía certa proteção também contra a varíola dos macacos. No entanto, de acordo com o Instituto Butantan, o imunizante deixou de ser aplicado há muito tempo, já que a varíola humana foi erradicada no início da década de 1980. Com isso, pessoas com idade inferior a 40 anos nunca foram imunizadas no Brasil.

Ainda segundo o Butantan, há uma outra vacina produzida pela farmacêutica dinamarquesa Bavária Northean que também é eficaz no combate a varíola dos macacos. Ela, no entanto, não é produzida em larga escala, ou seja, não há um número de doses suficiente para distribuição em escala mundial. Para contornar a situação, o Governo Federal anunciou que está negociando a compra de doses da vacina contra a varíola dos macacos. A informação foi confirmada pelo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, durante entrevista para o jornal Metrópoles.

No momento, o Ministério da Saúde já se encontrou com o fabricante dos imunizantes contra o vírus monkeypox. Além disso, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) está intermediando a aquisição. Caso o contrato seja fechado, a expectativa é a de que as primeiras doses cheguem ao país em agosto. “A expectativa é que as doses cheguem entre o terceiro e o quarto trimestre deste ano, provavelmente a partir de agosto”, comenta o secretário.

Veja também:

Quer entender mais sobre a varíola dos macacos? Preparamos um post especial sobre a doença que vem preocupando o mundo.

Fontes: Agência Brasil [1] [2], G1 [1] [2], Poder 360 [1] [2].

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