Review: Zenfone 5, o smartphone mais ambicioso já lançado pela Asus

Review: Zenfone 5, o smartphone mais ambicioso já lançado pela Asus
O lançamento aposta em boas câmeras, inteligência artificial e traz um preço agressivo para a briga com os concorrentes, mas será que o novo Zenfone 5 mantém custo-benefício do antigo modelo? Descubra na nossa análise completa do aparelho

A espera acabou e a Asus finalmente lançou o Zenfone 5 no Brasil. O aparelho, que desembarcou oficialmente por aqui na última quinta-feira (16), tem como destaques uma tela de 6 polegadas com bordas bem finas, câmeras duplas e um software repleto de funções inteligentes. Custando R$ 1.999 na versão de 64GB, o Asus também chegou ao mercado por bem menos que o Moto Z3 Play, o Xperia XA2 Ultra e o Galaxy A8+ em seus preços de lançamento.

Mas para saber se o Zenfone 5 realmente tem chance no nosso mercado de intermediários, apenas especificações não são o suficiente. Justamente por isso,  o Showmetech passou as últimas semanas testando o aparelho, avaliando aspectos como câmera, desempenho, software e bateria nos mínimos detalhes.

Agora chegou a hora de você descobrir tudo o que achamos sobre o modelo. Confira a análise completa do aparelho a seguir:

Zenfone 5 em resumo:

Prós

  • Tela imersiva e de alta qualidade;
  • Design moderno e bem acabado;
  • A melhor câmera traseira da categoria;

Contras

  • Bateria poderia ser melhor;
  • Proteção contra água e poeira faz falta

Design

IMG 20180101 085158 - Review: Zenfone 5, o smartphone mais ambicioso já lançado pela Asus

Só de olhar para o Zenfone 5 dá perceber que ele evoluiu. Embora muito do seu visual tenha sido inspirado no iPhone X, o que o deixa pouco original, este é um aparelho completamente diferente dos antecessores. A tela, para começar, ocupa nada menos que 90% da frente do aparelho e dispensa os botões capacitivos. Além disso, mesmo que você só tenha olhado de relance para a foto acima, deve ter notado novo modelo traz um corte na parte de cima da tela, o chamado ‘notch.

Apesar de ter uma tela bem maior, o Zenfone 5 tem quase o mesmo tamanho do seu antecessor. Para que isso fosse possível, a Asus precisou ter o mínimo de bordas em volta do display, e a solução mais fácil para para isso foi utilizar um notch.

Embora não contenha nenhum scanner facial, como acontece no iPhone, o notch do Zenfone 5 abriga uma série de componentes importantes, como a câmera frontal, o alto-falante utilizado nas chamadas, um LED indicador e o sensor de luz ambiente. Por mais incrível que pareça, também é bem fácil se acostumar com ele – mas caso mesmo assim você não queira vê-lo, dá para acessar as configurações e disfarçá-lo.

A parte traseira do Zenfone 5 também trouxe mudanças, ainda que mais modestas. Agora, o conjunto de câmeras duplas é posicionado na vertical, além de trazer um leve relevo. Também nesta região, é possível encontrar o leitor biométrico do Zenfone 5 – que embora funcione bem, está numa posição muito elevada e dificulta o alcance do dedo. Para fechar o visual, as laterais também contam com o mesmo acabamento metálico da antiga geração, mas desta vez trazem bordas chanfradas, o que dá um charme a mais ao dispositivo.

Em termos de qualidade de construção e pegada, o Zenfone 5 também passa uma boa impressão, mesmo sendo bastante leve (155g) e fino (7,9mm). Por causa do acabamento em vidro e metal, é claro que a preocupação com quedas e possíveis arranhões também deve ser maior. Contudo, vale lembrar ainda que a caixa já inclui uma capinha, e que tanto a parte frontal quanto traseira do aparelho têm proteção Gorilla Glass.

Tela

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Complementando o design do Zenfone 5, a tela de 6,2 polegadas traz um painel IPS, resolução Full HD+ (1800 x 2246 pixels), aspecto 19:9, cantos arredondados e também reproduz 95% da gama de cores DCI-P3. Por causa dessa última característica, a tela do aparelho exibe mais cores que aqueles com a gama padrão (sRGB), sendo consequentemente mais precisa também.

Mas deixando um pouco da técnica de lado e indo para a prática, posso afirmar que a tela do aparelho da Asus é uma das mais lindas que já vi num smartphone. É claro que, mesmo com todas as suas qualidades, ainda estamos falando de um intermediário premium, portanto, a resolução não é a mais alta do mercado, o painel não bate recordes de brilho ou contraste e não há HDR.

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Mesmo assim, a tela agrada bastante naquilo que importa. O brilho, por exemplo, tem 550 nits de valor máximo, é alto e permite ver a tela mesmo sob o sol forte. Já os pretos, são bastante profundos para uma tela LCD e até lembram os de uma AMOLED; as cores, por sua vez, são um tanto apagadas quando estão no ajuste padrão, mas caso você acesse as configurações e ative a opção “ampla gama de cores”, elas faltam pular da tela.

Para aqueles que gostam de personalizar, a tela do Asus também oferece uma série de ajustes manuais, sendo possível alterar a saturação, o matiz e a temperatura das cores, além da sensibilidade do touchscreen.

Por fim, graças ao tamanho generoso da tela e a todos os acertos no ajuste de brilho e cor, mesmo não tendo especificações chiques no display, o smartphone não decepciona na hora de ver séries no Netflix, vídeos no YouTube e até mesmo no uso do dia a dia; afinal, as cores da interface e dos aplicativos também se beneficiam desses pontos fortes.

Áudio

A experiência de áudio também não foi esquecida no Zenfone 5. Isto porque, além de trazer fones de ouvido de alta resolução e com um ótimo sistema surround da DTS, o modelo conta com um amplificador duplo para o áudio, reproduzindo sons altos, claros e com uma ótima sensação de profundidade particularmente, me surpreendi com este ponto, já que o áudio realmente lembra o de modelos muito mais caros.

Outra sacada interessante do Zenfone 5 é o chamado “modo externo”, que deixa o áudio dos falantes mais agudo e, consequentemente, mais audível para quem está distante. Assim com o nome diz, o recurso é ideal para ambientes abertos

No entanto, embora a Asus afirme que o Zenfone 5 tem duas caixas de som, isto não é exatamente verdade. Assim como em outros smartphones, o aparelho utiliza o falante de chamadas para incrementar o áudio das músicas, mas ele é bem baixo e quase não faz diferença no resultado final.

Com isso, praticamente todo o som vem do alto-falante padrão, que fica na parte inferior do smartphone e só peca por ser mal localizado. Ao segurar o aparelho na horizontal, como quando se vai jogar ou ver filmes, é difícil não tapá-lo por completo.

Voltando a falar dos fones de ouvido, vale ressaltar que, embora tenham uma aparência frágil, o som emitido por eles é igualmente envolvente ao dos alto-falantes e conta com uma série de ajustes manuais. Para fechar, o Zenfone 5 é um dos poucos aparelhos do ano que ainda traz a conexão para fones, permitindo que você os utilize da forma que faz sentido – isto é, sem precisar de um adaptador.

Câmeras

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A Asus está ciente que as câmeras são o ponto mais importante dos smartphones atuais e, por isso, investiu pesado no conjunto ótico do Zenfone 5. Na principal câmera traseira, o aparelho traz o Sony IMX 363, um sensor com 12 megapixels, abertura em f/1.7, pixels de 1,4 micrômetros, 1/2,55″ de tamanho e foco dual-pixel. Embora essas especificações possam soar confusas para o público em geral, elas também são a receita para ótimas fotos.

Na segunda câmera traseira, o Zenfone 5 traz uma lente wide-angle, com uma área de captura muito maior que a da câmera principal. Com ela, segundo informações da própria Asus, é possível fotografar o dobro da área que uma câmera comum de smartphone fotografa. O que a Asus esquece de dizer, no entanto, é que essa câmera também tem menos resolução e um sensor bem inferior ao da câmera principal, o que a faz tirar fotos apenas razoáveis.

No modo automático, as câmeras também reconhecem até dezesseis tipos de cena. Após identificar se a sua foto será de um gato, de uma flor ou de um prato de comida, por exemplo, parâmetros como brilho e cor são ajustados automaticamente para fazer o melhor clique. 

Nas fotos com a câmera principal, no entanto, o Zenfone 5 é uma fera. Como você pode ver nas imagens abaixo, o nível de detalhe é bom, as cores são vivas e o HDR, apesar de deixar a pele das pessoas muito saturada, equilibra bem as partes mais claras e escuras do cenário. Devido ao fato dessa câmera também trazer estabilização ótica (OIS), até mesmo as fotos noturnas feitas com ela saem satisfatórias. O único recurso que não agrada tanto é o modo retrato.

Embora a câmera frontal também tire boas fotos sob boa luz, o sensor não faz nenhum milagre. Com isso, caso o ambiente não esteja claro o suficiente, as selfies não ficarão tão nítidas, o que é comum nas câmeras frontais de smartphone. Por fim, a parte boa da câmera frontal é que ela conta com vários recursos da câmera traseira – incluindo flash (iluminado pela tela do aparelho), modo HDR e modo retrato.

Hardware e Desempenho

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Apesar de passar a imagem de um topo de linha, o Zenfone 5 ainda é um intermediário. E justamente por causa disso, o hardware embarcado no aparelho é modesto, com poucas mudanças em relação ao seu antecessor. Debaixo do capô, o processador utilizado é o Snapdragon 636, que promete ser até 20% mais potente que o utilizado no Zenfone 4. Por sua vez, todas as versões do Zenfone 5 são vendidas com 4GB de RAM, apesar de existirem opções com 64 e 128GB de armazenamento.

Durante os últimos dias em que venho testando o smartphone, não enfrentei travamentos ou engasgos na execução de aplicativos. Contudo, não me surpreenderia se o modelo sofresse de algum desses problemas de vez em quando, já que sua interface não é das mais leves e o hardware não é dos mais poderosos.

No entanto, isso também não significa que o  smartphone é lento – apenas quero dizer que, se você está em busca de alta performance, o melhor é investir um pouco mais e levar o Zenfone 5Z, que tem todos os pontos fortes deste aparelho e ainda traz o Snapdragon 845, o processador mais potente da atualidade.

Em suma, o Zenfone 5 tem todo o poderio necessário para rodar a interface e a maioria dos aplicativos. Contudo, é na hora de jogar que a diferença entre o intermediário e o topo de linha se torna mais clara.

O momento em que mais se nota os limites do aparelho é na execução de jogos. Isto porque, embora a Adreno 509 seja capaz de rodar a maioria dos títulos disponíveis na Play Store, o sofrimento da GPU com jogos mais pesados é notório, já que a taxa de frames se mantém instável e a qualidade das texturas quase sempre é ajustada para baixas qualidades.

Sistema e Recursos

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Montada sob o Android 8.0 e em sua quinta versão, a ZenUI está na sua melhor roupagem até hoje. Além de continuar com a política de ter menos aplicativos pré-instalados, a Asus fez alguns retoques no antigo visual e encheu a interface de recursos com inteligência artificial. Apesar da fabricante exagerar neste último ponto, chamando de inteligentes algumas funções que já existem há eras no Android, o software do Zenfone 5 realmente está mais proativo.

No gerenciamento de bateria, por exemplo, o sistema usa a inteligência artificial para fechar aplicativos “desnecessários” quando o aparelho é desligado. A tática acaba resultando numa boa economia de energia, mas também se engana em certos momentos e acaba fechando processos importantes. Caso o usuário se depare com este problema, é possível desligar a função ou até mesmo determinar os aplicativos que não podem ser fechados automaticamente. 

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Outro recurso inteligente que merece ser citado por aqui é o AI Boost. Quando este modo é ativado, o smartphone prioriza o desempenho no lugar da bateria e realoca seus recursos para a execução de games ou de outros aplicativos pesados. No entanto, vale ressaltar que a função só tem um impacto perceptível quando se exige mais do smartphone. Durante usos mais simples, o mais indicado é desligar o AI Boost para poupar energia.

No que diz respeito ao visual, a nova Zen UI já não evoluiu tanto, apresentando a mesma tela de bloqueio, a mesma barra de notificações e a mesma tela de configurações que vimos no Zenfone 4. Pelo lado bom, recursos que fizeram sucesso na versão passada também continuam presentes, como a função OptiFlex, que prioriza a RAM do aparelho para os aplicativos mais usados e os chamados Twin Apps, que permitem utilizar duas contas diferentes do Facebook, do Whatsapp ou do Instagram no mesmo smartphone.

De um modo geral, diria que a interface evoluiu. Ela ainda é reconhecível para quem já utilizava os smartphones da empresa, mas também está mais amigável para quem não a achava de bom tom nas primeiras versões. Desde o ano passado, a ZenUI está mais elegante  trazendo cores que não são tão berrantes, animações rápidas e menos aplicativos pré-instalados.

Se você irá gostar ou não do visual empregado nela, no entanto, é uma questão estritamente pessoal.

Bateria

Com 3300mAh de capacidade energética, já era de se esperar que a bateria do Zenfone 5 não fosse um destaque. Ainda assim, com uso mediano, o aparelho sempre aguentou um dia inteiro com o Wi-Fi ligado, brilho no ajuste automático e muita navegação nas redes sociais. Sob tarefas mais intensas e com o AI Boost ligado, esta autonomia diminui um pouco – mas ainda assim o aparelho termina o dia com carga, embora já esteja pedindo pelo carregador.

E por falar no carregador, vale ressaltar que o Zenfone 5 também suporta o carregamento rápido. Quando conectado na tomada, o dispositivo leva em torno de uma hora e meia para ir dos 30 aos 100%, o que não está muito atrás de tecnologias como Quick Charge 3, da Qualcomm.

Preço e considerações finais

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Com um preço indicado de R$ 1.999, o Zenfone 5 chegou ao mercado por menos que seus principais concorrentes, o Moto Z3 Play, o Galaxy A8/A8+ e o Xperia XA2 Ultra. Embora isso não signifique muito agora, é bem provável que o aparelho caia de preço de preço no futuro e se torne um dos maiores custo-benefício do ano, já que possui tela, câmeras traseiras e performance superior a todos esses outros.

Pelo preço em que está agora, a compra do Zenfone 5 não é tão vantajosa, já que o Galaxy S8 pode ser encontrado por um pouco mais e até mesmo o Zenfone 5Z está apenas R$ 500 mais caso. Ainda assim, caso você o leve para casa, estará comprando um dos melhores intermediários do mercado – se não o melhor.

Especificações completas

Dimensões153 x 75.7 x 7.9 mm e 155 g
Tela6,2 polegadas, IPS LCD, Full HD+, aspecto 19:9, cobertura de 95% do espectro DCI-P3
Câmera traseira12 MP, f/1.8, 24mm, 1/2.55″, 1.4µm, PDAF, OIS

8 MP, f/2.0, 12mm, 1/4″, 1.12µm, sem autofoco

Câmera frontal8 MP, f/2.0, 24mm, 1/4″, 1.12µm
CPUQualcomm Snapdragon 636 com oito núcleos Kryo 260 de 1.8GHz e GPU Adreno 509
Memória RAM4GB
Armazenamento64/128GB
ConectividadeWi-Fi 802.11 a/b/g/n/ac, Wi-Fi dual-band, Bluetooth 5.0 com A2DP, Low Energy, GPS com A-GPS, GLONASS e BDS, NFC e Rádio FM
PortasUSB 2.0 Tipo-C 1.0, Conector para fones de ouvido, slot híbrido para cartões microSD e dois cartões SIM (nano-SIM)
Rede3G/4G categoria 12 (600/100 Mbps)
SistemaAndroid 8.0 Oreo com ZenUI 5.0
Bateria3.300mAh
Preço (sugerido)R$ 1.999 (4GB/64GB)

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