União europeia obriga google a abrir android para concorrentes de ia

União Europeia obriga Google a abrir Android para concorrentes de IA

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Novas regras exigem igualdade de acesso a recursos do sistema para assistentes de IA e determinam o compartilhamento de informações anonimizadas com buscadores rivais. Entenda

A União Europeia determinou que o Google faça mudanças significativas em seu ecossistema digital para ampliar a concorrência no mercado de inteligência artificial. Segundo os reguladores europeus, as medidas buscam evitar que a posição dominante do Google no mercado de smartphones e buscas online favoreça serviços próprios, como o Gemini, criando condições mais equilibradas para empresas como OpenAI, Anthropic e outras desenvolvedoras de IA.

Mudanças determinadas pela UE

União europeia obriga google a abrir android para concorrentes de ia
Chefe de tecnologia da União Europeia, Henna Virkkunen. (Foto: RONALD WITTEK/EPA).

A Comissão Europeia determinou que o Google faça uma série de alterações no Android para ampliar a concorrência no mercado de inteligência artificial. A decisão faz parte da aplicação da Lei dos Mercados Digitais (DMA), criada para reduzir o poder das grandes plataformas digitais e impedir que empresas dominantes utilizem seus ecossistemas para favorecer serviços próprios em detrimento dos concorrentes.

Entre as principais mudanças, o Google será obrigado a oferecer às desenvolvedoras de IA acesso a 11 funcionalidades do Android que atualmente são mais facilmente integradas ao Gemini, assistente de inteligência artificial da empresa. A medida busca colocar serviços de empresas como OpenAI, Anthropic e outras concorrentes em condições semelhantes de integração ao sistema operacional, permitindo que ofereçam experiências comparáveis aos usuários.

“Com essas medidas, esperamos estimular o surgimento de alternativas ao Google Search e a serviços de IA da empresa, como o Gemini, ampliando as opções disponíveis para os usuários da União Europeia”

Chefe de tecnologia da União Europeia, Henna Virkkunen.

As determinações também estabelecem prazos para a implementação das mudanças. O compartilhamento de determinados dados de busca deverá começar em janeiro de 2027, enquanto as alterações relacionadas ao Android deverão ser concluídas até julho do mesmo ano. As decisões têm caráter juridicamente vinculante e fazem parte da estratégia da União Europeia para estimular a inovação e ampliar a competitividade no setor de inteligência artificial.

O que o Google terá que compartilhar

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Além de abrir recursos do Android, o Google será obrigado a compartilhar dados anonimizados de seu mecanismo de busca. (Foto: Tada Images/Shutterstock).

Além de abrir recursos do Android, o Google também deverá compartilhar determinados dados utilizados para aprimorar seu mecanismo de busca. As informações serão disponibilizadas para empresas concorrentes que desenvolvem mecanismos de pesquisa e chatbots com inteligência artificial, como a OpenAI, desde que atendam aos critérios de segurança e proteção de dados estabelecidos pela Comissão Europeia.

Segundo os reguladores, os dados compartilhados deverão ser anonimizados para preservar a privacidade dos usuários. A nova regra prevê ainda que uma entidade independente acompanhe a metodologia de compartilhamento e que seja definido um modelo de remuneração pelo acesso às informações. O objetivo é permitir que concorrentes tenham condições mais equilibradas para desenvolver serviços de busca e IA capazes de competir com o Google Search e o Gemini.

Como as novas regras afetam usuários do Android

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As mudanças permitirão que usuários do Android escolham assistentes de IA de empresas concorrentes ao Gemini. (Foto: Reprodução/Google)

As novas regras devem ampliar as opções disponíveis para quem utiliza smartphones com Android. A expectativa é que o sistema ofereça uma experiência semelhante à escolha de navegadores já adotada na União Europeia, permitindo que diferentes assistentes de IA tenham acesso às mesmas funcionalidades essenciais do Android. Com isso, empresas concorrentes poderão desenvolver soluções mais integradas ao sistema operacional, aumentando a concorrência e oferecendo mais alternativas aos consumidores europeus.

Posicionamento do Google

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Kent Walker, presidente de Assuntos Globais do Google e da Alphabet, respondeu a decisão da UE. (Foto: Al Drago/Bloomberg).

O Google criticou a decisão da União Europeia e afirmou que as novas exigências podem comprometer a privacidade e a segurança de milhões de usuários. Em comunicado, Kent Walker, presidente de Assuntos Globais da empresa, declarou que a companhia apresentou alternativas para atender aos objetivos da Lei dos Mercados Digitais (DMA), mas que os reguladores desconsideraram evidências sobre possíveis impactos negativos para os consumidores.

A empresa também argumenta que abrir mais recursos do Android e compartilhar dados de busca poderá aumentar riscos relacionados à segurança cibernética e à proteção de dados. Leia o posicionamento na íntegra a seguir:

As decisões de hoje ameaçam comprometer salvaguardas vitais de privacidade e segurança para milhões de europeus. Temos oferecido repetidamente soluções para proteger os usuários e, ao mesmo tempo, atender aos objetivos da DMA, mas essas decisões desconsideram ampla evidência de danos aos usuários.

A realidade é que os assistentes de IA já acessam com segurança os recursos do Android, com os fabricantes de celulares desempenhando um papel fundamental na sua verificação. Essa decisão do Android ameaça a segurança dos dispositivos ao conceder a aplicativos externos permissões sensíveis e poderosas sem essas salvaguardas. Isso ocorre enquanto a própria agência de cibersegurança da UE alerta que “os fundamentos da segurança importam mais do que nunca na era da IA”.

Uma preocupação particular reside no fato de que as buscas privadas dos europeus ficariam expostas a empresas desconhecidas, sem a devida anonimização dos dados e sem o conhecimento ou consentimento do usuário. Isso enfraqueceria a privacidade dos cidadãos, colocaria em risco segredos comerciais e a segurança nacional.

Como reconhece a decisão da Comissão, um processo flexível e baseado em evidências será fundamental para contabilizar esses danos significativos e ajustar as medidas em conformidade. Continuaremos a defender uma abordagem equilibrada que proteja a privacidade e a segurança, ao mesmo tempo que apoia os objetivos do mercado.

Kent Walker, presidente de Assuntos Globais do Google e da Alphabet.

Qual a sua opínião sobre este caso envolvendo a União Europeia e o Google? Conta pra gente nos comentários abaixo!

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Fontes: Engadget e New York Times.

Revisado por Luís Antônio Costa em 16/07/26

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