LED, OLED, Pontos Quânticos ou QLED: qual é a melhor tela?

Entenda de uma vez por todas a diferença entre uma TV LED, OLED, Quantum Dots e QLED
Confira o Guia do Showmetech para entender as diferenças entre as telas com tecnologia LED, OLED, Pontos Quânticos (Quantum Dot) e QLED disponíveis nas mais novas smart TVs do mercado.
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Talvez esteja na hora de trocar a sua TV

Com a chegada de novas tecnologias em telas de Smart TVs, comprar um modelo se tornou mais interessante, mas também um pouco mais complicado. Afinal, qual seria a tecnologia com mais atrativos: LCD, LED, OLED, Pontos Quânticos ou QLED? E o que de fato todas elas influenciam nos televisores?

Para tentar te ajudar a tomar uma decisão e entender as vantagens e desvantagens de cada uma, o Showmetech criou este guia básico de telas em Smart TVs.

Confira, ponto a ponto, o que há de interessante em cada um desses displays:

Display LCD

phillips lcd - LED, OLED, Pontos Quânticos ou QLED: qual é a melhor tela?
TV LCD Philips Cinema de 58 polegadas – leia nosso review aqui

A sigla LCD significa liquid crystal display, uma maneira na língua inglesa de indicar a presença de cristais líquidos na composição das telas.

Para construir o display, estes cristais são prensados por duas chapas e colocados depois de algumas camadas de materiais.  Geralmente, são posicionados depois um filtro polarizador e uma proteção de vidro. A última de todas as camadas do televisor consiste em um painel de iluminação, porque somente a partir da incidência da luz sobre todos esses estratos que se formam as imagens.

Já a iluminação traseira, também chamada de RPTV (Real Projection Television), é feita com lâmpadas fluorescentes, as CCFL (Cold Cathod Fluorescent Lamp). Elas são mais espessas, se comparadas às fontes de LED, e levam mercúrio na composição. Logo, não são lá muito sustentáveis.

Mas o que tudo isso implica na qualidade da imagem? Os cristais líquidos tornam a imagem mais opaca em relação às demais Smart TVs. Por isso, acabam sendo uma opção viável apenas para quem tem cômodos bem iluminados.

As lâmpadas CCFL, por sua vez, não têm muita estabilidade, o que afeta o brilho do aparelho e, consequentemente, a fidelidade de cores. Além disso, o fato da imagem ser translúcida pode prejudicar a experiência do espectador no momento de troca de cenas de um filme, por exemplo.

Em termos de custo posterior à compra, esta tecnologia é a que mais consome energia entre as demais. E o grande motivo é que, entre as inovações dos últimos anos, a LCD é a mais ultrapassada. Ela começou a ser usada na produção de televisores em meados dos anos 2000. Mas, já na década de 1970, T. Peter Brody produziu nos Estados Unidos o primeiro painel visor ativo-matriz, utilizando-a.

Displays LED

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Smart TV Sony 4K HDR LED Ultra HD com Android – leia nosso review aqui

A tecnologia LED é bastante semelhante à LCD. Afinal de contas, mantém a camada de cristais e continua utilizando um painel de luz para gerar imagens. Porém, usam-se aqui diodos emissores de luz, ou seja, lâmpadas de LED. Inclusive, por isso que a sigla é LED: Light Emitting Diodes.

Esses diodos são menores que as CCFL, o que já reduz a espessura do display. E, ainda, consomem 40% menos energia que a tecnologia anterior. Vale notar também que estes dispositivos têm uma melhor regulagem de luz, evitando oscilações de brilho e alterações de cor durante transições de cenas.

Em termos mais simples, a grande diferença entre elas é que a iluminação das TVs LED é superior às LCD. E, somente por isso, as imagens da primeira já são melhores, já que o cristal líquido filtra melhor a luminosidade da LED. É por isso que estes displays mais recentes alcançam mais fidelidade na cor.

Embora o princípio de funcionamento das duas tecnologias seja o mesmo, as fabricantes de Smart TVs LED podem optar por duas posições do painel luminoso.

A primeira delas é a tradicional RPTV. Como é possível desligar alguns dos diodos, consegue-se aumentar a presença da cor preta na tela e, assim, ter um contraste maior.

Agora, caso optem por colocar o painel luminoso na borda do televisor, ou seja, nas laterais, conseguem reduzir ainda mais a espessura do display. No entanto, a qualidade da imagem nesses casos é afetada, porque a dispersão de luz acaba sendo insuficiente.

No entanto, se comparado às tecnologias mais recentes que existem hoje no mercado, como a OLED e os pontos quânticos, o LED consome mais energia, sem entregar uma qualidade de imagem superior. E, como ainda necessita das várias camadas de materiais e de um painel de iluminação, as TVs chegam a ser mais grossas e pesadas.

Displays OLED

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Linha Signature da LG de TVs OLED – leia mais aqui sobre os modelos disponíveis no mercado

OLED é a sigla para Organic Light Emitting Diode, isto é, Diodo Emissor de Luz Orgânico. Esse nome complicado apenas indica que há na sua TV um painel com dispositivos feitos a partir de átomos de carbono, e não mais de silício como as lâmpadas LED.

O grande trunfo desses diodos orgânicos é o fato de que conseguem acender e apagar autonomamente, dispensando a necessidade de um painel traseiro de iluminação. Por isso, o seu funcionamento é diferente do que observamos nas Smart TVs de LCD e LED.

Usa-se nos displays OLED o princípio da eletroluminescência. A partir de uma corrente elétrica estimula-se as substâncias eletroluminescentes presentes num dos estratos do aparelho que, então, produzem luz.

Note que não há nenhum painel de cristais envolvido no processo. No entanto, mesmo que dispense essa camada e o painel de iluminação, esses aparelhos são mais caros. A produção dessa tecnologia é bastante complexa e, até o momento, somente a LG foi capaz de dominá-la. As demais fabricantes de Smart TVs OLED, inclusive, compram o painel característico do display da empresa sul-coreana.

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Um esquema comparativo entre as tecnologias OLED e LED

Mas o custo-benefício, nesse caso, é válido. Em comparação às tecnologias LCD e LED, a OLED alcança um contraste bastante superior. Afinal, oferece o preto absoluto, isto é, os pixels da TV apagam-se completamente quando aparece a cor em questão na tela. Nos displays anteriores, chega-se apenas no tom acinzentado, já que não se consegue apagar a luz traseira totalmente e ela, muitas vezes, vaza na tela.

Esta tecnologia também melhora o problema do ângulo de visão dos displays anteriores. Aqui, o espectador pode se sentar quase que em qualquer ponto ao redor dos 180° da TV que não perceberá mudança de cor. Essa vantagem, aliada às taxas de atualização mais rápidas, torna a TV OLED uma boa opção ao reunir muitas pessoas diante do aparelho.

Há, porém, uma desvantagem:  o potencial máximo de brilho é baixo, mais controlado. Isso significa que as imagens da TV OLED tendem a ser mais escuras que as de um televisor LED. Por causa dessa dificuldade, o volume de cor é afetado. Isso significa que cenas muito claras desafiam a manutenção dos níveis de saturação da Smart TV.

Vale destacar que alguns usuários já reclamaram de modelos que, em transições de cenas, formam borrões de movimento. Mas tenha em mente que esse não é um problema da tecnologia de tela em si. Na verdade, alguns fabricantes optam por suavizar a ação e, para isso, desligam os OLED antes da tela ser redesenhada. Como consequência, acabam criando os borrões. Não é um problema de todos os aparelhos, porque originalmente os dispositivos são programados para acender e desligar rapidamente. É simplesmente uma escolha da empresa.

Colocando tudo na balança, em termos de qualidade de imagem, sobretudo a fidelidade de cor, a OLED só tem como concorrente a tecnologia dos pontos quânticos. As TVs LCD e LED até podem produzir cores mais naturais, mas somente se utilizarem, por exemplo, IPS (In-Plain Switching) ou VA (Vertical Alignment). Na maioria dos casos, porém, esses displays usam TN (Twisted Nematic), que é mais barato e menos eficiente.

Quando o assunto é inovação, os modelos OLED também tomam a dianteira. Os diodos orgânico usados são menores que os LEDs e, por isso, a espessura do aparelho é menor. Outra novidade é que o material permite criar telas mais flexíveis, em formatos curvilíneos, por exemplo, mas que ainda são resistentes.

Já é possível criar até telas transparentes com a tecnologia! Mas, antes de se empolgar e investir nesse luxo, saiba que esse modelo em específico ainda precisa de alguns aperfeiçoamentos.

De uma maneira geral, os displays OLED tem um gasto de energia relativamente menor aos demais, mas a diferença é muito pequena. Porém, sua vida útil é bastante inferior às outras tecnologias. A OLED dura, em média, 14 mil horas, enquanto LCD e LED chegam a sobreviver o dobro. Essa desvantagem se deve aos materiais eletroluminescentes, que têm uma duração limitada.

Segundo a Nielsen Corporation, em média se assiste 5 horas por dia de televisão. Se usarmos isso de parâmetro, a vida útil do aparelho seria de 7,6 anos. Então, a não ser que você queira uma TV muito longeva, esta não é uma desvantagem tão grande assim.

Telas de Pontos Quânticos

LG quantum dots - LED, OLED, Pontos Quânticos ou QLED: qual é a melhor tela?
LG SUPER UHD TV 4K com Pontos Quânticos – leia nosso review aqui

A tecnologia de pontos quânticos (em inglês, quantum dots), por sua vez, dá continuidade ao princípio das LCD e LED de iluminação traseira. Mas, promove  algumas melhorias.

Em vez de usar LEDs brancos no painel de iluminação, opta-se nesse display pelos LEDs azuis. Essa mudança melhora a precisão dos filtros vermelho e verde, de modo que é capaz de produzir cores mais bonitas e precisas.

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O esquema de funcionamento de uma TV com pontos quânticos

A camada na parte fronteira de uma TV QD também dispensa os cristais líquidos. Agora, ela é criada com nanocristais de diferentes tamanhos. Geralmente, eles têm de 2 a 10 nanômetros de diâmetro, sendo mais finos que um fio de cabelo. A partir da incidência da luz, criam-se diferentes cores de acordo com o tamanho da partícula de cristal. Então, o vermelho será alcançado pelo ponto quântico maior, o último nível do espectro, enquanto o azul virá do menor.

Numa analogia, seria como se colocássemos uma bola de ping pong ao lado de uma de futebol e outra de basquete. Se segurássemos uma lanterna diante das três, a bola de ping pong emitiria a luz azul, enquanto a de basquete refletiria uma luz vermelha. Já a bola de futebol, bem no meio do espectro, reproduziria a cor verde.

A grande novidade, porém, é que estes nanocristais ainda são envoltos por ligas metálicas, formando os chamados pontos quânticos. Graças a esses invólucros foi possível corrigir os problemas de ângulo de visão e contraste das LCD. E, ainda, garantir uma vida útil superior aos aparelhos OLED.

Mas, mesmo assim, o contraste do display OLED é superior, pois somente ela alcança o preto absoluto.

O ângulo de visão da tecnologia dominada pela LG também é melhor. A existência da luz traseira nas QD são as grandes culpadas. Infelizmente, enquanto for necessário esse painel de iluminação, todos os displays que evoluíram da LCD serão inferiores em termos de ângulo de visão.

O único ponto que, visivelmente, supera a OLED é na questão do brilho. Essa tecnologia consegue ultrapassar até os resultados das TVs LCD e LED, que já derrotavam a OLED nesse quesito.

Porém, a desvantagem dos displays com pontos quânticos é muito pequena, tornando esta tecnologia de tela uma forte competidora aos aparelhos OLED.

Displays QLED

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Samsung QLED TV 4K – leia nosso review aqui

Poderíamos dizer, tranquilamente, que a QLED é a tecnologia dos pontos quânticos versão 2.0. Até porque a sigla por si só sugere isso: Quantum Dot Emitting Diodes.

Na verdade, esta tecnologia de tela existe desde 2015 e já era usada pela Samsung nos modelos SUHD. No entanto, a migração para a sigla QLED foi uma resposta ao OLED adotado pela LG. Uma manobra de marketing para mostrar que o QLED é superior, uma evolução tecnológica.

Apresentado na CES 2017, o QLED mantém a iluminação traseira e, por enquanto, esta é a grande diferença que se pode notar entre as tecnologias da LG e da Samsung. Mas, se comparado aos televisores de pontos quânticos originais, há mudanças importantes a se considerar.

Agora, os pontos quânticos têm novos núcleos e conchas metálicas. Essa alteração garante cores mais precisas, mesmo em níveis altos de brilho, algo ainda não alcançado pelas OLEDs. Segundo a Samsung, as QLED chegam a reproduzir 99% do espaço de cor DCI-P3, uma espécie de escala de gama de tonalidades.

Os modelos com esta tecnologia de tela ainda ganharam um filtro de reflexão baixíssimo, que melhora as reflexões fora do painel e cria zonas mais escuras. Entretanto, o resultado alcançado não é tão bem-sucedido quanto o preto absoluto fornecido pelas OLEDs. Mas, vale ressaltar, essa adição ajuda a preservar os níveis de saturação de cor, uma complicação nos painéis OLED.

Em resumo, esse novo display tenta unir o melhor do LED e dos Quantum Dots, ou seja, oferece uma imagem com mais brilho, superior inclusive a todas as Smart TVs existentes hoje.  Soluciona também a precisão das cores e do contraste, alcançando um resultado muito semelhante às OLED, mas com uma vantagem: tem um custo de produção menor.

Esse embate entre QLED e OLED está longe de terminar. Samsung e LG tem, inclusive, se alfinetado em eventos de tecnologia na tentativa de provarem que seus produtos são superiores. Definitivamente, são de fato as melhores tecnologias de tela disponíveis no mercado. Mas ainda está muito cedo para declarar uma vencedora.

Outros pontos a considerar

Antes de comprar um televisor, há ainda outros fatores a serem considerados. Um deles é você quer uma TV 4K ou Full HD?

Em poucas palavras, um aparelho 4K implica em quatro vezes mais pixels (nome dado aos menores elementos de uma tela ao qual se atribui uma cor). Essa quantidade maior de pixels garante uma resolução ainda mais certeira, mas também aumenta o preço do aparelho. Então, é preciso colocar isso também na balança.

Para saber mais sobre como escolher uma TV 4K, leia nossa matéria especial aqui.

Outro fator a ser considerado é o padrão HDR. Em inglês, a sigla significa High Dynamic Range, uma maneira de indicar que as TVs aptas a esta tecnologia, as chamadas UHD Premium (Ultra High Definition Premium), tem um alcance mais amplo de cor e contraste.

Em outras palavras, o HDR permite ter uma melhor reprodução de cor, incluindo um preto mais escuro e brancos mais brilhantes, e ainda maior retenção de detalhes nas áreas mais escuras da imagem. É, sobretudo, uma maneira das TVs LCD se aproximarem da qualidade de imagem das OLED. Entretanto, para isso, aumentam-se os gastos com energia elétrica.

Entenda com mais detalhes a influência desse padrão na qualidade de imagem aqui.

E quando o assunto é preço?

As TVs LED são maioria no mercado brasileiro e, ainda, a opção mais em conta entre todas as tecnologias. Aparelhos de 32 polegadas, por exemplo, custam a partir de R$ 1.000. Já aqueles com 55 polegadas variam entre R$ 2.500 a R$9.000. Entre as principais fabricantes, estão LG, Samsung, Phillips, Sony, Philco, Semp Toshiba e AOC.

As OLED, por sua vez, já são mais caras, inclusive por serem vendidas em tamanhos maiores. Uma TV de 55 polegadas plana, por exemplo, pode ser encontrada por R$ 8.500. Agora, se aumentarmos o seu tamanho para 65 polegadas e incluirmos uma tela curva, o aparelho pode custar R$ 20.000. O grande destaque é a LG, mas a Sony e outras empresas já adotam a tecnologia também.

Os aparelhos com pontos quânticos conseguem ser um pouco mais baratos que as TVs OLED. Um televisor de 5o polegadas com tela plana custa a partir de R$5.000, enquanto uma de 60 polegadas é encontrada a partir de R$6.500.

As QLEDs da Samsung tem valor mínimo no mercado de R$ 6.500 para um aparelho com 49 polegadas e tela plana. 

Depois de ler tudo isso, é importante que você pense sobre quais são as suas necessidades e o seu orçamento. Existem opções para todos os bolsos, basta pesquisar.

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