Second life

Second Life investirá no metaverso, afirma fundador

Avatar of victor pacheco
Fundador de site de realidade virtual estará voltando como conselheiro e espera que novo momento ajude em novas implementações

Um espaço virtual onde você poderia agir como quisesse, como uma segunda vida. Se isso te lembra o metaverso, este é o conceito básico do Second Life. Apesar de não ser tão comentado nos dias atuais, o site ainda possui uma base ativa de usuários que possuem uma outra vida no mundo virtual.

E com toda a sociedade e empresas voltando a investir no metaverso, principalmente por conta do trabalho híbrido, o fundador do Second Life, Philip Rosedale, anunciou que já designou uma equipe apenas trabalhar em novidades para ambientes virtuais. Ou seria uma nova versão do jogo que nos ajuda a fugir da realidade? Entenda o caso agora mesmo.

Second Life foi pioneiro

Ativado pela primeira vez em 2003, podemos considerar o Second Life como “avançado demais para a época que foi lançado”. Isso porque em 2022, quase vinte anos depois, diversas companhias como o Meta e Microsoft estão investindo em ambientes digitais que simulam a realidade que vivemos. Apesar de não ser a principal opção quando falamos de metaverso, não há como negar que o Second LIfe foi não apenas pioneiro, mas fez bastante sucesso durante muito tempo.

Personagens dentro de realidade virtual do second life
Second Life foi importante para avanço do Metaverso (Foto: Second Life)

A ideia de Philip Rosedale ainda gera bastante dinheiro e desde que ele ativou o universo digital, mais de 73 milhões de contas já foram criadas. Atualmente, se espera que o software ainda tenha 900.000 usuários ativos, estes que acessam suas contas pelo menos uma vez por dia.

Apesar de concentrar as forças em outros projetos com a baixa no uso, o fundador do Second Life acredita que o momento de ter uma equipe apenas para novidades para o metaverso é agora. Mas você sabe o que ele tem feito neste meio tempo?

Por onde andou o fundador do Second Life?

O Second Life já foi uma tendência, mas apesar do alto número de usuários ativos hoje em dia, seu fundador tem investido em outros projetos. Philip Rosedale é co-fundador da startup de realidade virtual chamada High Fidelity, que quando foi aberta em 2013, era focada em oferecer opções de baixa latência. Mas com todos os problemas e dificuldades da tecnologia ser implantada e principalmente popularizada, a startup que possuía o fundador do Second Life como um dos donos passou a ter outros focos, como o áudio espacial.

Philip rosedale, fundador do second life
Fundador abriu startup, mas agora voltará a trabalhar no Second Life como consultor (Foto: Future of StoryTelling)

Em 2018, Philip chegou a deixar de trabalhar com tecnologias de realidade virtual devido a acreditar que apesar de todos os avanços, os modelos para este mercado ainda não terem encontrado uma função realmente útil na sociedade. Em conversa com o CNET na segunda semana de 2022, o fundador do Second Life pensa da mesma forma.

Rosedale acredita que apesar do sucesso do Oculus Quest 2, que pertence ao Facebook, deve levar cerca de mais cinco anos para vermos estas tecnologias funcionarem de forma ativa na sociedade.

Deve levar cerca de cinco anos para que esta tecnologia de realidade virtual realmente chegue a ser algo bom. E nós, como uma startup, não sobreviveríamos ficando sentados durante cinco anos

Philip Rosedale sobre avanço de óculos de Realidade Virtual

Equipe própria para metaverso

Como uma das tecnologias que mais devem aparecer durante todo o ano de 2022, Philip Rosedale agora estará trabalhando de forma ativa no Second Life para que o universo (não pode ser chamado de jogo, uma vez que não há um objetivo a ser cumprido) volte ao topo do mercado de realidade virtual. Para isso, o empresário estará unificando seus dois projetos em uma só ideia, com novos investimentos acontecendo (em pessoas e financeiros).

Estamos anunciando que transferimos um grupo de sete pessoas, algumas patentes e algum dinheiro. Estamos investindo no Second Life, para continuar trabalhando no Second Life. Duas dessas patentes são patentes de moderação em um ambiente descentralizado, o que é muito legal

Philip Rosedale, fundador do Second Life

Dessa forma, todos os avanços que Philip teve durante todos estes anos agora serão focados em impulsionar o Second Life para ser uma nova opção para quem procura pelo Metaverso. A boa notícia é que o software de simulação da vida real possui uma moeda própria e sim, gera dinheiro. Então agora, é hora de realizar o aprimoramento para que mais pessoas reativem suas contas ou se cadastre na plataforma. O fundador do Second Life atuará como um grande conselheiro para fazer com o que o nome de sua ideia volte a ser bastante comentado no mercado de tecnologia.

Pessoas se encontrando no metaverso do second life
Lembra quando você passava horas no Second Life? (Foto: Second Life)

As empresas que atualmente trabalham nesta tecnologia ainda optam por criar sua própria realidade virtual ou acabam fechando parcerias com outras companhias que possuem o conhecimento de mercado, então podemos esperar que durante algum momento de 2022, veremos uma parceria interessante e renderá bastante frutos. A Samsung por exemplo, se uniu ao ZEPETO para criar um metaverso na CES 2022.

Metverso do second life
Pessoas de todo o mundo ainda podem acessar o Second Life (Foto: Second Life)

Com a High Fidelity trabalhando atualmente em tecnologias de áudio espacial, ficamos se perguntando se esta mesma tecnologia pode estar dentro do Second Life durante algum momento. Rosedale ainda não sabe qual será a grande novidade que o software de realidade virtual estará investindo, mas se sabe que o mapeamento de rostos por meio de uma webcam seja um deles. O mesmo vale para o funcionamento em smartphones.

Usar a webcam para animar um avatar é um meio-termo muito interessante. Não há pessoas suficientes olhando para esse espaço, um que passei muito tempo pensando 

Philip Rosedale, fundador do Second Life

Uso de NFTs no Second Life

Apesar de muitas pessoas serem bastante adeptas dos tokens não fungíveis, o fundador do Second Life acredita que pode ser bastante perigoso mistura tecnologias inteligentes apenas por puro engajamento. Rosedale afirma que pelo menos por agora, não veremos NFTs no site de realidade virtual.

Você quer pegar uma Ferrari de Grand Theft Auto e dirigi-la para Fortnite ou Among Us? No curto prazo, entre os jogos, a ideia de interoperabilidade de conteúdo é uma dessas coisas que só uma marca poderia amar

Philip Rosedale, fundador do Second Life

Os itens que são vendidos dentro do Second Life são considerados como tokens não fungíveis por seu criador, com ele afirmando que o sistema também conta com uma economia própria. Realizar a implantação de NFTs seria como deixar de ter um lucro direto.

Existem 375 milhões de coisas por ano vendidas no Second Life por cerca de dois dólares cada. Portanto, são cerca de US$ 650 milhões por ano em transações. Essas são todas NFTs – basicamente, a ideia central de permitir que ativos digitais sejam marcados e permitir que eles ser negociável e compartilhável. Isso vai ficar cada vez maior e maior. Mas primeiro, temos que responder à pergunta, por que eu estaria lá? Por que estou usando esse espaço? Temos que chegar a isso

Philip Rosedale, fundador do Second Life

O grande momento agora é fazer com que o Second Life deixe de ser limitado e seu próprio fundador sabe que não é possível que 100 pessoas fiquem em um mesmo espaço dentro do software de realidade virtual. Ele deseja que sua ideia seja mais descentralizada e agregue ainda mais valor na vida das pessoas.

Você voltaria a usar o Second Life com a chegada de novas funcionalidades? Diga pra gente nos comentários!

Veja também

Conheça os 5 metaversos mais interessantes que devem ser lançados em 2022:

Fonte: CNET l TechSpot

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