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Bonito na foto: Hubble capta incríveis imagens da Grande Mancha Vermelha de Júpiter

NASA divulga imagens captadas pela missão anual OPA. Confira as incríveis imagens e vídeos de Júpiter e das mudanças da sua Grande Macha Vermelha

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Maior planeta do nosso sistema solar, Júpiter andava meio de fora do noticiário devido a recente popularidade de Marte e PlutãoUsando imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble, cientistas da NASA produziram novos mapas de Júpiter. As novas imagens foram captadas em 4k (UHD) e revelam alterações na famosa “Grande Mancha Vermelha” do planeta.

É possível ver uma onda rara ao norte do equador do planeta e um incrível e raro filamento (nunca visto antes) no centro da Grande Mancha Vermelha. “Todas as vezes em que olhamos para Júpiter, temos dicas tentadoras de que algo novo e incrível está acontecendo“, diz Amy Simon, cientista do Centro de Voo Espacial Goddard em Greenbelt, Maryland. “Dessa vez não é diferente“, completou.

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Os dois novos mapas globais de Júpiter produzidos pelos cientistas da NASA utilizaram imagem captadas pela a câmera de alta performance Wide Field Camera 3 do Hubble. A partir delas foi possível definir a velocidade dos ventos no planeta e constatar que a grande mancha está diminuindo, como tem feito nos últimos anos. Segundo a agência espacial americana, o eixo do anticiclone está 240 km menor do que a medição feita em 2014.

As mudanças não foram observadas apenas na dimensão. A Grande Mancha Vermelha, na verdade, está mais para o laranja. E no centro da tempestade, que está menos intenso em cores do que já foi, um fino e incomum filamento pode ser visto ao longo de toda a largura do vórtice. O filamento gira e se retorce ao longo das dez horas de imagens, sob a pressão dos ventos que sopram a 540 km/h.

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Os cientistas também notaram uma uma estrutura que se assemelha a uma onda rara ao norte do cinturão equatorial de Júpiter. O fenômeno foi observado pela primeira vez pela sonda Voyager 2 durante o seu histórico voo em 1979, mas não tinha sido vista desde então. Nas imagens da época, a onda era quase imperceptível. O fenômeno ocorre em uma área repleta de ciclones. Ondas similares, chamadas baroclínicas, foram vistos na atmosfera da Terra, onde ciclones se formam.

As observações fazem parte da missão Atmosferas de Planetas Externos (OPAL, na sigla em inglês), que instrui o Hubble a dedicar uma parte do tempo para observar esses planetas todos os anos. Os próximos a serem observados serão Netuno, Urano e Saturno, que terão seus mapas divulgados em breve. Confira no vídeo abaixo, um minuto de incríveis imagens do planeta Júpiter.

Jornalista, fã de cinema e curioso de todas as coisas. Sempre atento às informações, escreve sobre ciência, comportamento e as novidades do mundo tecnológico.

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