Estudo mostra como diminuir a invasão de privacidade do Facebook

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Uma pesquisa concluiu que mascarando determinado número de curtidas de cada usuário é possível manter a privacidade na rede.

Atualmente já é de conhecimento público e geral que a vida de um usuário em redes sociais, principalmente no Facebook, acaba sendo exposta muitas vezes até mais do que esse usuário gostaria. Uma das provas disso é quando se analisa a forma com que o Facebook utiliza suas ferramentas para encontrar amigos em comum para seus usuários, e os perfis sombra que são criados para cada um deles, como já mostramos aqui.

Mas um novo estudo acaba de determinar que é preciso muito menos do que as pessoas imaginam para que algumas de suas características sejam descobertas, e que talvez exista uma forma de manter isso em controle ou impedir que aconteça.

E se parte das curtidas fossem mascaradas?

Estudo mostra como diminuir a invasão de privacidade do Facebook

É comum entrar na página do Facebook e ver um anúncio de algum produto que você procurou recentemente, ou sobre viagens para algum lugar que você curtiu fotos, certo? Isso acontece porque tudo o que postamos ou curtimos na rede, é analisado e guardado.

Mas o estudo, que foi realizado por pesquisadores da Escola de Negócios de Columbia em Nova York, Universidade Northeastern em Boston e Universidade de Nova York, tentou descobrir se é possível que o modelo de inferência conseguiria traçar características dos usuários mesmo se grande parte da sua atividade online fosse mascarada.

Para isso foram utilizados 164.883 usuários do Facebook nos Estados Unidos. Os pesquisadores já sabiam alguns traços e características dessas pessoas através de um questionário feito antes do estudo, como por exemplo se eles eram gays, se fumavam, se eram mulçumanos, etc.

Mas quanto é preciso esconder?

Primeiro eles construíram um modelo de inferência que utiliza as curtidas dos usuários para descobrir certos aspectos da vida deles, como geralmente acontece. Em seguida, eles mascararam grande parte dessas curtidas, bloqueando para que o modelo não tivesse acesso a elas. O objetivo era descobrir o quanto essas curtidas deveriam ser bloqueadas do modelo para que ele não conseguisse determinar as características de cada participante.

Uma das características estudadas foi a homossexualidade. O estudo revelou que para um homem gay comum, só precisaria ser mascaradas cerca de 7.4% das suas curtidas totais. Já para uma mulher gay comum, a porcentagem é ainda menor, de apenas 3.5% das curtidas. Isso prova que não é preciso muito para que evitar que essas informações sejam coletadas e suposições sejam feitas.

A solução

Esses pesquisadores propuseram uma ferramenta para o Facebook justamente com esse objetivo de mascarar a atividade online de seus usuários e assim impedir que outras pessoas ou outros modelos de inferência acabem descobrindo o que eles não querem que seja descoberto. Não apenas para quem é gay, mas em outras diversas situações como ter um QI acima da média, ser solteiro, ser mulçumano ou democrata.

O gráfico abaixo mostra mais ou menos a quantidade de curtidas que é preciso mascarar para que cada característica não fique tão visível e notável.

Estudo mostra como diminuir a invasão de privacidade do Facebook

A conclusão

O que se sabe é que hoje em dia não é preciso um software muito sofisticado para descobrir coisas importantes e características dos usuários de redes sociais e esse tipo de ferramenta poderia ser utilizada por pessoas com pensamentos negativos, como um grupo opressivo contra certos tipos de raças ou de orientação sexual.

A conclusão do estudo é que assim como não é preciso muito para descobrir esses traços, também não é preciso muito para evitar que eles sejam descobertos, basta fazer com que parte das atividades online de cada usuário possa ser bloqueadas caso assim queiram.

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